zumbis

Para quem não seja um ingênuo incorrigível, é óbvio que existe uma central que comanda a difusão artificial de certas modas, sobretudo aquelas que mais servem à revolução cultural. As “impressões digitais” dessa misteriosa central se deixam ver na moda dos zumbis: de repente, como que obedecendo a uma palavra de ordem, aparecem nas principais cidades do mundo grupos de pessoas que desfilam disfarçadas de cadáveres ambulantes, e os meios de comunicação lhes servem de caixa de ressonância: inédita promoção, em grande escala, do horrendo. O que significa isto?

Ninguém sabe de onde saíram esses pseudos-defuntos; mas eles, sim, sabem que serão tanto mais promovidos quanto mais repugnante seja seu look macabro: daí as simulações de olhos dependurados fora das órbitas, de pedaços de osso à vista, de membros seccionados, de espumas sangrentas saindo da boca ou do nariz, de feridas abertas devoradas por vermes, de carnes putrefatas…

Vendo-os, num primeiro momento os ingênuos poderão se sobressaltar e até horrorizar, mas depois — habituados a não pensar seriamente em nada — assimilarão o episódio como mais um acontecimento e irão se acostumando. Nem lhes passará pela cabeça suspeitar que esses desfiles macabros e em série possam ser organizados e correspondam a uma intenção.

Um novo tipo humano, personificação da desordem total

O normal seria perguntar de que serve disfarçar-se de cadáver em decomposição (!!!), o que se quer com isso, e quem promove essa aberração. A resposta aflora simples e cristalina analisando-se o fato em função do processo revolucionário que vem corroendo a cristandade ocidental, descrito magistralmente por Plinio Corrêa de Oliveira em Revolução e Contra-Revolução.

Iniciada com a decadência da Idade Média, essa Revolução com “R” maiúsculo teve três etapas históricas: a pseudo-Reforma protestante, a Revolução Francesa e o comunismo. E agora desemboca no que pretende ser sua etapa final, qual seja a implantação da desordem completa: primeiro nas almas, modelando um tipo humano que personifique a total desordem interior, para depois se projetar em todos os atos humanos, individuais e sociais: é a revolução do caos, a anarquia.

É difícil crer que alguém deseje viver num caos perpétuo. Mas se entende, se considerarmos que o orgulho e a sensualidade – que são o combustível que alimenta a chama revolucionária – se satisfazem na recusa de toda regra e de toda autoridade, e, portanto, de toda ordem. Uma recusa condensada nos famosos slogans da revolução anarquista de Paris de 1968: “É proibido proibir” e “Nem Deus nem patrão”.

Para o revolucionário, “libertar-se” da ordem que o “oprime” inclui libertar-se do belo (a beleza é um aspecto da ordem), assim como se livrar do jugo de uma apresentação pessoal bela, composta e agradável – que reflete a dignidade do homem segundo as regras de vida civilizada –, para saciar seus apetites libertários entregando-se ao desregramento e à extravagância totais.

As “aspirações secretas” da moda Zumbi

ZumbisE aqui entram os zumbis. Nesses disfarces monstruosos que ostentam apenas feiura, grotesco e hediondez, subjaz uma evidente intenção ideológica.  Porque, como observou com acerto o grande Papa Pio XII, “a sociedade, por assim dizer, fala com o traje que veste; com o traje revela suas aspirações secretas e dele se serve, ao menos em parte, para edificar ou destruir o próprio porvir” (1).

E quais seriam as “aspirações secretas” desses disfarces horrendos? De que intenção oculta nos “falam”? – Ao acostumar o público a ver com naturalidade e até com simpatia os zumbis, a central difusora dessa loucura prepara o terreno para acolher sem sobressaltos o feio, o monstruoso e o paroxismo da loucura, isto é, “a primeira, a grande, a eterna revolucionária inspiradora e fautora desta Revolução, […] a serpente infernal cuja cabeça foi esmagada pela Virgem Imaculada” (2)

A meta final da Revolução anticristã é, efetivamente, substituir a beleza e a harmonia da Cristandade, espelho e prefigura do Céu, pelo império da suma feiura e do caos revolucionário, reflexo e antecâmara do inferno.

Tenhamos isto bem claro e recusemos categoricamente esta revolução do horrendo. Do contrário nos exporemos ao triste papel não só de estúpidos seguidores de modas, mas também de “companheiros de viagem” do príncipe das trevas.

______________

[1] PIO XII, Discurso Di Gran Cuore, de 8 de novembro de 1957, Discorsi e Radiomessaggi, Tipografía Vaticana, 1959, vol. XIX, p. 578.

[2] PLINIO CORRÊA DE OLIVEIRA, Revolución y Contra-Revolución, Ed. Tradición y Acción por un Perú Mayor, Lima, 2005, p. 171.

13 COMENTÁRIOS

  1. Realmente, é uma verdade clara mesmo. Quem quer agradar a Deus não vai se vestir de zumbi. Realmente é isso mesmo. O mau quer acustumar a sociedade com o feio e horrendo. Para que se acostumando com o feio, possamos acolher o mau. Acolher os demônios que odeia nos cristão. Ou seja tudo isso é uma preparação para vinda do anticristo

  2. E sobre isso, Por Todo o Pesadelo (All Nightmare Long) Metallica, clip sobre zumbis, mas o que me chamou mais atenção é o ataque comunista a partir de 3 min e 39 seg e principalmente o ataque russo a partir de 6 min e 55 seg, veja a caminhão e bandeira nos 7 min e 25 seg:
    https://myspace.com/metallica/video/metallica-all-nightmare-long/100392549
    A tradução da letra da música:
    http://musica.com.br/artistas/metallica/m/all-nightmare-long/traducao.html

  3. HÁ ESSECIALMENTE POR DETRÁS DOS ZUMBIS UMA DAS MANIFESTAÇÕES DO SATANISMO E DE ALIENAÇÃO DA POPULAÇÃO!
    O mundo já ouviu falar em vodu, palavra que se tornou sinônimo de magia negra e bruxaria da pesada praticamente no mundo todo, sendo primordialmente um culto religioso animista praticado nas ilhas caribenhas chamadas Antilhas, principalmente no Haiti, baseado em rituais de possessão e de origens esoteristas africanos – obviamente, parente do candomblé, da umbanda, quimbanda e espiritismo muito prestigiados pelos sincréticos brasileiros e da famosa “santería” cubana, farinha do mesmo saco.
    Para os adeptos do vodu – mais particularmente do feitiço das agulhas espetadas em bonecos simbolizando eventuais desafetos – o zumbi seria como um morto-vivo, fabricado por feiticeiros ressuscitando um cadáver, para transformá-lo em um trabalhador braçal sem vontade própria – mais que um escravo, um autômato de carne e as figuras de zumbis tornaram-se parte do imaginário popular ao inspirarem dezenas de filmes de terror, como o clássico White Zombie, de 1932. Porém, o assunto foi estudado a sério por pelo menos um cientista, o antropólogo e etnobotânico canadense Wade Davis.
    No mundo atual, os zumbis são os ex hippies dos anos 60 no clímax de decomposição; caíram nas malhas das ideologias satanistas, estão automatizados para agirem sob controle das normas que os globalistas via comunistas querem toda a população mundial, se o povo continuar prestigiando seus agentes: os comunistas.
    Por isso, necessitam desse estagio social para dominarem com folga uma população alienada, relativizada e a transformar em zumbis – mortos-vivos ambulantes – constituindo uma das etapas complementares de escravização.

  4. Senhores do IPCO,

    A urgência e o pouquíssimo tempo fazem-me INSTAR-LHES que tomem providências não só virtuais, mas, PRINCIPALMENTE, FÍSICAS, com PRESENÇA NO CONGRESSO NACIONAL JUNTAMENTE COM TODAS AS PESSOAS CONTRÁRIAS A ESSE ABSURDO (INCLUSIVE PROTESTANTES E OS DEMAIS).

    O projeto de criminalização da “homofobia” tirou essa palavra, foi maquiado e “concedeu” o “benefício” de que a opinião contrária ao homossexualismo poderá ser proferida, DESDE QUE SOMENTE DENTRO DOS TEMPLOS RELIGIOSOS. Obviamente isso CONTINUA SENDO PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA, pois O CONSTITUCIONAL DIREITO DE LIBERDADE RELIGIOSA E O DE EXPRESSÃO DE PENSAMENTO valem EM TODOS OS LUGARES, não só no templo.

    CONFIRAM A NOTÍCIA ABAIXO, VINDA DO SITE DO SENADO, E AJAM IMEDIATAMENTE!!!!

    14/11/2013 – 13h50 Comissões – Direitos Humanos – Atualizado em 14/11/2013 – 21h56

    “CDH pode votar na quarta projeto que criminaliza homofobia

    Iara Guimarães Altafin

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    Relator inclui garantias aos religiosos em projeto que combate a homofobia

    Paim acredita em votação expressiva para projeto que criminaliza homofobia

    O senador Paulo Paim (PT-RS) entregou nesta quinta-feira (14) à Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) seu substitutivo ao Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/2006, que criminaliza a homofobia, e anunciou que o texto poderá ser votado na próxima quarta-feira (20).

    Paim informou que, para a elaboração de seu relatório, buscou ouvir todos os segmentos e que o texto “não entra na polêmica” da definição de homofobia.

    – No texto, não vai entrar a palavra homofobia.

    O parlamentar informou ainda que incluiu em seu substitutivo, para que conste em uma única lei, o combate a todo tipo de preconceito, para evitar críticas de que a futura lei só buscaria acabar com a discriminação contra a orientação sexual.

    – Toda a discriminação tem que ser combatida – frisou.

    Segundo informou, poderá ser preso aquele que praticar crime de racismo, de discriminação contra idoso, contra deficiente, contra índios e em função da orientação sexual.

    – Entrou na lei geral. Todo crime de agressão, seja verbal ou física, vai ter que responder um processo legal.

    Ele também anunciou que incluiu parágrafo para “resguardar o respeito devido aos espaços religiosos”.

    – Dentro dos cultos religiosos, temos que respeitar a livre opinião que tem cada um. Por exemplo, você não pode condenar alguém por, num templo religioso, ter dito que o casamento só deve ser entre homem e mulher. É uma opinião que tem que ser respeitada.

    De acordo com Paim, a nova lei terá como o objetivo “o combate ao ódio, à intolerância e à violência de um ser humano contra o outro”.

    Agência Senado

    (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)”

  5. Agradeço pela excelente explicação para algo que me incomodava há tempos!
    Tinha a certeza, apenas, de que era uma coisa de inspiração diabólica, porém, vejo agora que a malignidade desse comportamento é ainda muito maior do que pensava.

  6. …”os meios de comunicação lhes servem de caixa de ressonância: inédita promoção, em grande escala, do horrendo….”

    Sirvo-me deste fragmento deste artigo para indicar que também aqui se oferece espaço para a ressonância, a propósito dos horripilantes. Em outras palavras, o espaço oferecido sempre será o mesmo que poderia ser utilizado para outras instruções formadoras de anti-Reforma, anti-Revolução Francesa e comunismo. Não conheço o “descrito magistralmente por Plínio Corrêa de Oliveira em Revolução e Contra-Revolução”. Isto sim seria interessante oferecer espaço a todos os leitores. Até mesmo a “Arte da Guerra” teria valor instrutivo contra as tais revoluções. Penso que somos mais criativos que os tais.

    É proibido proibir
    José Antônio da Silva
    Paraíso do Tocantins

    Em toda sociedade
    Deve sempre existir
    O amor e liberdade
    Muito mais que ir e vir
    Qualquer dever e direito
    Quem tem dever a cumprir
    Um ao outro conjugado
    Pessoa a pessoa construir.

    Ninguém tem lá um direito
    Sem primeiro atender
    Ao direito cujo efeito
    Tem causa em algum dever
    Mesmo feito a bel prazer
    Não tem como conseguir
    Qualquer direito ter
    Tendo um dever a cumprir

    Em alguma coisa de alguém
    É dever pagar primeiro
    Os valores que convém
    Se houver interesseiro
    E o direito transferido
    Na aquisição desse bem
    Não confundir o direito
    Ao interesse quem pensa que o tem

    Os filhos nas famílias
    Tem deveres com os pais
    Nem se fala em direitos
    Pois nem todos são iguais
    Se todo dever é a base
    E o direito sustentação
    É o dever em todas as fases
    Prioridade em realização

    O direito é consequência
    De cada dever cumprido
    Dependendo da frequência
    Tem-se o direito adquirido
    Nos estudos e trabalhos
    Realizações e sustentos
    Nesses casos sem atalhos
    Constroem-se os talentos

    Em todas as sociedades
    Tem três coisas definidas
    O “proibido”, “obrigatório ”
    E muitas coisas “permitidas”
    Ao proibir o proibido
    Tudo o mais vira um caos
    Pois sem o dever cumprido
    Não há coesão social.

    Porque todos os valores
    Humanos por tradição
    São nossos integradores
    A toda e qualquer geração
    Porque ser justo e honesto
    É mais do que ser feliz
    O direito será manifesto
    Se o dever tiver raiz

    O “é proibido proibir”
    Deve mesmo ser banido
    Deve-se muito mais exigir
    Que o dever seja cumprido
    Em tudo o que for “obrigatório”
    “proibido” ou “permitido”
    Como em todo dever e direito
    Todo valor é dever ser mantido

    Sem valores em sociedade
    Deixaremos de ser sócios
    E em termos de liberdade
    Muitos viverão seus ócios
    Já que em nossas sociedades
    Nada mais sendo exigidas
    A fidelidade em negócios
    E leis não serão obedecidas

    Não se deve a qualquer preço
    Viver desleixado e a esmo
    Sem ter algum compromisso
    Primeiro consigo mesmo
    Os valores consistentes
    Como os bens adquiridos
    Seriam tão incoerentes
    Se nos fossem proibidos

  7. Subscrevo todas as palavras do artigo explicativo sobre os zumbis

    Lutemo contra esta moda horrenda

    Se a comunicação social os ignorar eles perdem a força

    Ignoremo-los!

  8. A “palavra de ordem”, é nada perto das pessoas que obedecem.
    INFELIZMENTE, essa gente se deixou contaminar pelo virus MÍDIA.
    Enquanto distraidamente “brincam” fantasiadas de mortos vivos, os
    agentes do poder manipulam dados, numerário, forjam situações de
    pseudo-satisfação popular, etc.

    PAZ E BEM À TODOS.

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