Luis Dufaur

Cada dia grandes jornais espanhóis como o socialista “El País”, o centrista “El Mundo”, o monarquista “ABC” ou o regionalista catalão “La Vanguardia” publicam páginas inteiras de propaganda das formas mais perversas de prostituição e nos termos mais explícitos possíveis.

Essa má prática jornalística rende seis milhões de euros por ano. Protestos católicos, pró-vida e conservadores denunciam esses “jornais-proxenetas”, noticiou a revista de esquerda francesa “Rue89”.

Deputados de diversas tendências, percebendo o interesse eleitoral, exigem do  governo socialista espanhol proibir essa propaganda com firmeza e rapidez. Porém, esses jornais, zelotes da moral na hora de falar mal da Igreja Católica, lavam-se as mãos e querem seguir lucrando com esta forma de “proxenetismo”.

O diretor do “El Mundo” de Madri, Pedro J. Ramirez, alega que o jornal não é polícia e que não pode fazer nada.

O diretor de comunicação do “El País”, Pedro Zuazua, argúi que o jornal publica centenas de anúncios por dia sem ter relação com a atividade dos anunciantes. “Em nenhum caso é nosso dever dar lições de moral”, disse, sem se importar com o fato que o jornal vive tentando dar essas lições à Igreja.

A ONG de prostitutas Hetaira defende os jornais aduzindo que “se a prostituição voluntária não é um delito, a publicidade também não é”.

Uma das dificuldades para esses jornais é que no mês de julho, uma rede de proxenetismo que explorava 350 mulheres de perdição foi desmantelada e descobriu-se que os chefes pescavam metodicamente clientes por meio dessa propaganda paga na imprensa.