Há 50 anos combatendo a decadência do Ocidente … e os “profetas” da hora presente?

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Sim, leitor, há 50 anos temos denunciado, alertado e combatido a decadência do Ocidente. Nosso histórico está registrado em centenas de publicações, revistas, livros, monografias e defesas de tese. Nosso embasamento doutrinário são o Magistério tradicional da Santa Igreja, a doutrina de São Tomás.

“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”. Não será da cismática igreja ortodoxa que virá a salvação do Ocidente.

Estivemos ao lado da Família desde o memorável abaixo assinado, contra o divórcio, em 1966. Combatemos o aborto, a dissolução dos costumes, a revolução sexual.

A defesa da Propriedade privada é um apanágio do Prof. Plinio, da TFP desde a tentativa de implantação da Reforma Agrária, socialista e confiscatória, em 1960.

A denúncia contra o progressismo, dito católico, vem, a bem dizer, desde a publicação do livro Em Defesa da Ação Católica que aponta os erros do igualitarismo no seio do laicato e do episcopado. As memoráveis campanhas contra a infiltração comunista na Igreja datam de 1968, ocasião em que o Brasil disse “sim” ao maior abaixo assinado de nossa História: “Reverente e filial mensagem a Sua Santidade o Papa Paulo VI

Recordamos, nesse breve apanhado, aquilo que é de conhecimento público: já faz parte da história civil e religiosa do Brasil.

O alerta continua no século XXI

A decadência do Ocidente, sua descristianização, vem sendo objeto dessas contantes campanhas, alertas e conselhos para sua regeneração durante a segunda metade do século XX pelo Prof. Plinio e pela TFP.

Continua a mesma obra, com a mesma finalidade, no século XXI, o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira.

Surgem os “profetas” da hora presente

Como explicar que católicos bem intecionados, supomos, tomem a Vladimir Putin como um líder capaz de incentivar e conduzir a restauração moral do Ocidente?

Outros, procuram justificar sua injusta e cruel invasão à Ucrânia, como medidas profiláticas contra a dissolução moral que imperaria naquele País. Porventura é a Rússia modelo de civilização católica, de obediência à Moral pregada pela Santa Igreja? Como trata Putin a Igreja Católica na Rússia?

Não é, portanto, de uma igreja ortodoxa que está rompida com Roma por mil anos, que nos virá a palavra salvadora. Não é, também, de um (ex?) agente da KGB que partirá o brado de cruzado para libertar o Ocidente de seus erros e pecados.

Direitas falsas fazem propaganda de Moscou: Putin, o novo Constantino

É a Rússia de Putin esse baluarte de conservadorismo que direitas não autênticas tentam espalhar como propaganda putinista no Ocidente? Esclarece muito bem o artigo da TFP americana:

  • “A Rússia [nesse alegado] processo de conversão parece tão propensa à decadência quanto outros países europeus. Uma pesquisa de países do Leste Europeu, por exemplo, mostra que os católicos são muito mais propensos do que os ortodoxos da Rússia a frequentar os cultos semanais (42% na Polônia versus 7% na Rússia), jejuar durante os tempos santos (72% na Croácia versus 27% na Rússia) ou se engajar em oração diária (44% na Croácia vs. 18% na Rússia).
  • Os dados das Nações Unidas revelam que a Rússia tem a maior taxa de aborto per capita do mundo – quase o triplo da taxa americana.
  • A Rússia continua a ter um dos mais altos níveis de consumo de álcool do mundo.
  • Outros indicadores sociais, como taxas de suicídio e níveis de prostituição, também são extremamente altos.” https://www.tfp.org/are-the-russians-on-board-with-the-fatima-message/?pkg=TFP22092&utm

Portanto, alegar que Putin trabalha contra a decadência do Ocidente, a ponto de ser a esperança da regeneração da civilização é pura construção midiática e de falsos conservadores. Ai estão dados objetivos que desmentem essa “narrativa” das direitas falsas.

A conversão do Ocidente foi pedida em Fátima

Como observa o artigo de John Horvat II, “a discussão geralmente inclui uma contra-narrativa, que afirma que as nações ocidentais decadentes e moralmente corruptas também precisam de conversão, talvez mais do que a Rússia.”

Perfeitamente, em Fátima Nossa Senhora condenou os erros do Ocidente. Vejamos o que nos diz o Prof. Plinio:

Em segundo lugar, sobreleva notar que, na Cova da Iria, Nossa Senhora formulou duas condições, ambas indispensáveis para que se desviassem os castigos com que Ela nos ameaçava.

“Uma dessas condições era a consagração. (…) Resta a segunda condição: a divulgação da prática da Comunhão reparadora dos cinco primeiros sábados. Parece-nos evidente que essa devoção não se propagou até hoje pelo orbe católico na medida desejada pela Mãe de Deus.”

E há ainda outra condição, implícita na mensagem, mas também ela indispensável: é a vitória do mundo sobre as mil formas de impiedade e de impureza que o vêm dominando. Tudo indica que esta vitória não foi alcançada, e, pelo contrário, que nos aproximamos cada vez mais do paroxismo nesta matéria. Assim, uma mudança de rumo da humanidade se vai tornando cada vez mais improvável. E, à medida que caminhamos para esse paroxismo, mais provável se vai tornando que estejamos caminhando para a efetivação dos castigos…”

https://ipco.org.br/russia-e-mais-moralizada-e-mais-religiosa-que-outras-nacoes-atualidade-de-fatima/

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Voltamos, portanto, ao início do nosso artigo: a decadência do Ocidente foi apontada e combatida pelo Prof. Plinio, pela TFP e atualmente pelo Instituto (IPCO). Não somos “profetas” da hora presente.

A solução do Ocidente está na conversão, em sua renúncia ao pecado, ao endeusamento da vida de prazeres. “Queima o que adoraste e adora o que queimaste” disse São Remígio ao rei Clóvis. Essas, sim, são as palavras de conversão que a Santa Igreja repete ao Ocidente prevaricador: conversão.

Não aceitemos, pois, os “profetas” da hora presente que nos apresentam a igreja ortodoxa como modelo e uma reforma do Ocidente em bases putinistas.

Nossa salvação está em Nosso Senhor, na Santa Igreja Católica, na devoção a Maria Santíssima.

Maria Santíssima, Sede da Sabedoria, protegei os católicos, protegei o Brasil.

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