Lituânia, Letônia e Estônia na mira de Moscou

Lituano foge de tanque soviético durante a tomada da estação de rádio e TV em Vilnius, 13.01.1991
Lituano foge de tanque soviético durante a tomada da estação de rádio e TV em Vilnius, 13.1.1991.

A agência de imprensa russa Interfax informou que a “nova Rússia” decidiu revisar a legalidade do reconhecimento da independência das repúblicas bálticas Estônia, Letônia e Lituânia, informou o International Business Times.

Esses países outrora independentes foram ocupados pelo exército soviético em decorrência do Pacto nazi-soviético Ribbentrop-Molotov de 1939, que dividiu a Europa em duas zonas de influência: comunista e nacional-socialista.

A ocupação soviética, em junho de 1940, procedeu a um extermínio de massa das elites e à perseguição generalizada da Igreja Católica na Lituânia.

Os três países bálticos recuperaram a independência entre 1989 e 1992, durante a queda da União Soviética – URSS.

Processo nega a constitucionalidade do reconhecimento de independência

Agora Vladimir Putin quer restaurar as “glórias” passadas da URSS de Lênin e Stalin, e revisar, se não anular, o ato de reconhecimento da independência dos países bálticos por parte da Federação Russa.

A Procuradoria Geral da Rússia acolheu pedido feito por parlamentares da Duma – Legislativo russo –, que denunciam como “organismo não constitucional” o Conselho que reconheceu ditas independências.

Linas A. Linkevicius, ministro das Relações Exteriores da Lituânia diz que é uma “provocação absurda” da Rússia
Linas A. Linkevicius, ministro das Relações Exteriores da Lituânia
diz que é uma “provocação absurda” da Rússia

A manobra política esconde uma clara ameaça dentro do contexto de Guerra Fria promovida pelo Kremlin na Europa Central.

O ministro de Relações Exteriores da Lituânia, Linas Linkevicius, qualificou a iniciativa de “provocação absurda”. Seu colega da Estônia, Edgars Rinkevics, falou de decisão “inaceitável”.

Nos dias precedentes, a mesma Procuradoria Geral havia declarado ilegal o ato pelo qual a Rússia transferiu a soberania da Crimeia à Ucrânia, em 1954.

Esse ato conferiu uma “legalidade” espúria à invasão da Crimeia ordenada por Putin em 2014 e a sucessiva anexação da península.

As repúblicas bálticas têm razões de sobejo para se considerarem as primeiras a serem invadidas em caso de conflito.

O Kremlin já acenou em explorar a presença de expressivas minorias russas, sobretudo na Estônia e na Letônia, para uma súbita invasão.

A situação na região é de crescente tensão, com movimentos maciços de tropas da Rússia e da OTAN. O presidente russo vem acenando com o uso de armas nucleares contra a Aliança Atlântica, à qual pertencem os corajosos países bálticos.

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5 COMENTÁRIOS

  1. O assunto é grave. Pode estar conectado à invasão dos migrantes, no jogo de xadrez revolucionário. As invasões foram concebidas – tudo indica – para promover o caos na Europa. Enfraquecida ainda mais por tal caos, a Europa terá enormes dificuldades em se opor ao expansionismo “neo-soviético”.

     
    • Ótima medida de prevenção por parte da Polônia. Polônia sofreu o comunismo russo e toda a perseguição à Igreja. Nada mais justo.
      Putin é o novo Stalin. Ele quer restaurar a antiga URSS.

       
  2. Este é o primeiro passo, daí para uma invasão, é um pulo! E o ocidente mergulhado em suas crises financeiras/eleitorais, não vai poder fazer nada!

     

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