Legalizando a imoralidade

Chama enormemente a atenção, de uns tempos para cá, o conteúdo dos cadernos que os jornais dedicam aos adolescentes e mesmo às crianças, mais parecem uma iniciação à corrupção moral do que outra coisa.

As práticas mais escandalosas, que outrora só chegavam ao conhecimento das pessoas adultas de modo discreto e enojado, são estampadas nesses cadernos como “normais”. É um incentivo mal velado à prostituição desde cedo, seja ou não em troca de dinheiro.

Não se vê como é possível, nesse clima, acabar com a prostituição infantil. Nem com a pedofilia.

Uma vez que o correr da pena nos levou a assuntos tão escabrosos, não podemos deixar de mencionar que o Programa Nacional de Direitos Humano (o famigerado PNDH-3) já cogita em elevar a prostituição à categoria de profissão, acabando assim com a distinção entre moça honesta e prostituta. E até hoje não foi revogado!

O fato infelizmente não surpreende, num “programa” que considera o aborto um simples caso de saúde pública, golpeia a fundo a propriedade privada e outras aberrações do gênero.

Em seu livro exponencial “Revolução e Contra-Revolução”, o saudoso Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, com muita agudeza de espírito, explica o processo pelo qual uma sociedade pode chegar a transpor para as leis as piores abominações.

Primeiramente, exacerbam-se as tendências humanas para que as pessoas pratiquem a libertinagem. Depois, começa-se a defender, em princípio, essa mesma libertinagem, com argumentos e propaganda. Por fim, instaura-se a libertinagem nos fatos normais da vida: é sua legalização.

Estamos trilhando esse caminho no que se refere à prostituição. Os costumes já quase aboliram a prática da castidade tanto para moças como para rapazes.

Nesse caso, como agir? Cumpre batalhar para evitar que a prostituição passe do estado de “tolerância” para o de profissionalização? Certamente. Mas esse não é o ponto-chave.

Só se pode verdadeiramente evitar tal legalização, se houver uma real e autêntica moralização dos costumes. Sem isso, podem-se ganhar batalhas contra a imoralidade, mas não a guerra.

Fica aqui pois nosso apelo para uma verdadeira cruzada em prol da moralização de nossos costumes. Caso contrário, nada feito.