María Corina em Brasília: “A indiferença é cumplicidade”

No dia 2 de abril, Maria Corina em Brasília, na Câmara dos Deputados, em meio a aplausos e vaias de petistas, pode falar da “cubanização” da Venezuela com Chávez e agora com a ditadura de Nicolás Maduro. [Foto: Gustavo Lima]
No dia 2 de abril, Maria Corina em Brasília, na Câmara dos Deputados, em meio a aplausos e vaias de petistas, pode falar da “cubanização” da Venezuela com Chávez e agora com a ditadura de Nicolás Maduro. [Foto: Gustavo Lima]
1. María Corina Machado, líder opositora e deputada venezuelana, solicitou em Brasília que os governos democráticos da região, como o do Brasil, retirem seu respaldo e solidariedade ao governo de Maduro, porque em relação ao drama do povo venezuelano, reprimido violentamente pelo governo, “a indiferença neste caso é cumplicidade”. Corina Machado fez extensas e documentadas declarações na Comissão de Relações Exteriores do Senado brasileiro, em uma sessão que durou quatro horas.

2. Em suas declarações, María Corina mostrou que o governo de Maduro não respeita a Constituição e que a partir de janeiro começou a usar as forças de segurança e de grupos para-militares armados para torturar, deter e assassinar venezuelanos, e acrescentou que esses fatos não podem ser ignorados por nenhum governo democrático da América Latina.

3. “Os governos latino-americanos são signatários da Carta Democrática Interamericana. Para os venezuelanos resulta incompreensível que esses governos tenham sido tão ativos no Paraguai e em Honduras, e hoje deem as costas à Venezuela”.

4. Perguntada se tentaria se entrevistar com a presidente Dilma Rousseff, María Corina respondeu que esse era um assunto “especialmente sensível”. “Se chegar a ter essa oportunidade, não falarei com ela como política, senão como de uma mãe para uma mãe, de uma perseguida para uma perseguida. Esperamos que todos os líderes que sofreram perseguição tenham solidariedade com o povo venezuelano, uma empatia maior com o drama da Venezuela. Já não é possível continuar mantendo uma posição de indiferença e ignorância”.

5. As declarações de María Corina coincidem com a difusão de provas fotográficas e notícias da Venezuela, de que bombas de gás lacrimogêneo usadas pelas tropas de choque da polícia venezuelana, seriam fabricadas no Brasil por uma empresa privada desse País. As bombas de gás estariam inclusive com a validade vencida, como mostram as fotos dos recipientes usados pela polícia política venezuelana, o que as tornaria mais tóxicas ainda.

6. Quem desejar receber as fontes noticiosas completas das informações mencionadas neste editorial, em português e espanhol, com os respectivos links, solicite-as gratuitamente a [email protected].

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No vídeo abaixo, Maria Corina, na Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal, relata como tem agido a ditadura castro-chavista que subjuga a Venezuela.