Na Eslováquia, Partido Comunista poderá ser dissolvido

Campo de concentração para religiosos
Campo de concentração para religiosos na então Tchecoslováquia durante o regime comunista.

Conforme já divulgamos aqui no site do IPCO (*), o parlamento eslovaco aprovou uma emenda ao Código Penal para punir quem negar ou justificar os crimes da ditadura comunista, com pena de prisão que varia de 6 meses a 3 anos de reclusão.

O Partido Comunista local (KSS, sigla em eslovaco) – que recebeu apenas 0,83% dos votos nas eleições de 2010 – será investigado pela polícia por envolvimento histórico e por estar negando que tais crimes existiram. “Uma vez que não há culpa coletiva, não há crimes comunistas”, afirma o website do partido.

O Procurador Geral da República poderá soliticar a dissolução do Partido Comunista se for provado o procedimento ilegal do KSS.

O jornal eslovaco SME (6/11/2011) considera que uma possível dissolução do Partido Comunista é improvável, uma vez que “a corte de Justiça ainda é dirigida por (ex) membros desse partido que organizou o Estado de terror”.
Crimes do comunismo na Eslováquia:

– número de executados: 50;
– condenados por delitos políticos: 71.168;
– cumprimento total de sentenças: 83.615 anos;
– mortes na prisão após a processos políticos: 51;
– mortos durante a ocupação em agosto de 1968: 20; gravemente feridos: 38;
– presos em campos de trabalho forçado: 8.240;
– mortos nesses campos: 528;
– eslovacos enviados à URSS: 6.973;
– mortos na fronteira por armas de fogo: 26; cerca elétrica: 15; explosão de mina: 2;
– religiosos enviados para campos de concentração: 2.548;
– pessoas despejadas de suas casas: 2.000.

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(*) http://www.ipco.org.br/home/noticias/enquete-parlamento-eslovaco-quer-criminalizar-quem-negar-ou-justificar-crimes-do-comunismo