O bom, o mau e a polarização

Uma pessoa me escreveu: “Concordo que criticar a homofobia é uma forma de cristianofobia, pois o cristianismo critica fortemente o homossexualismo, portanto defendê-lo é anti-cristão. Assim sendo, parece que a homofobia, como a pecadofobia (ódio ao pecado) é algo que todos devemos ter, o mais possível. Mas colocar tudo em termos de bom e mau, não conduz a um excesso de polarização que não combina com a bondade fundamental do cristianismo, com sua tolerância? Será certo ver em tudo ou o bem ou o mal, o bonito ou o feio? Será preciso polarizar tanto as coisas, em apenas duas alternativas, o bom e o ruim?”.

Diz Dr. Plinio que “a alma do ódio ao mal é o amor do bem”. Portanto, amor ao bem e a rejeição do mal são por assim dizer irmãos gêmeos. Quanto mais amor ao bem tivermos, mais ódio ao mal teremos. Não são coisas tão distintas.

Isso conduz a uma polarização? O exemplo dado pela vida de Nosso Senhor é de total rejeição do mal. Ele não se preocupava com a polarização. A Sagrada Escritura esclarece magnificamente essa questão no livro Eclesiástico:

“Contra o Mal está o Bem, e contra a morte a vida; assim também contra o homem justo está o pecador. Considera assim todas as obras do Altíssimo. Achá-las-ás duas a duas, e uma oposta à outra” (Eclesiástico 33,15).

Evidentemente, não se trata aqui de uma polarização errada; é a Sagrada Escritura que está nos ensinando.

A caridade para com o pecador não deve levar a uma aceitação do pecado. Assim, a bondade para com os homossexuais não deve conduzir a uma aceitação desse vício que “brada aos céus, e pede a Deus vingança”. É portanto oportuno fazer tudo o que for lícito e honesto para deter o avanço do homossexualismo e seu correlato, a cristianofobia.