O esplendor do Papado, das cerimônias da Santa Igreja — pensamos especialmente em Roma — têm recebido um golpe rude da parte de todos os progressistas.

Como pode um jovem católico de nossos dias ter uma ideia clara do que foi o esplendor do Papado e das Cerimônias no Vaticano?

Transcrevemos trechos de comentários do Prof. Plinio, em conferência para jovens que não conheceram o esplendor do Papado (1976):

“Todas as cenas que os senhores acabam de presenciar, não muito habituais aos olhares dos que pertencem à geração mais nova, todas essas cenas são deduzidas diretamente do que a Teologia nos ensina a respeito do papado; do que também a sabedoria da Igreja nos ensina a respeito do modo de organizar a vida. As duas grandes lições que se encontram aqui prendem-se a um ou outro desses pontos.

O Papado é o mais alto Poder da Terra

“Primeiro lugar, o papado. O papado, como os senhores sabem, é o mais alto que existe na terra. É mais alto do qualquer poder temporal, porque o que diz respeito ao sobrenatural vale mais do que diz respeitoso ao natural; porque o que diz respeito ao espírito vale mais ao que diz respeito à matéria;  porque o Papa tem um poder universal sobre  todos  os povos, em todos os lugares, quando todas as outras soberanias existentes no mundo são limitadas. O indivíduo pode ser Rei de um país ou Presidente de um outro. Não há rei do mundo, nem presidente do mundo. Ora, o Papa é o pastor do mundo inteiro, ele tem uma jurisdição sobre as almas do mundo inteiro, e o resultado é que ninguém, ainda mesmo debaixo desse terceiro título que é menos importante de todos, mas que é tão importante, ninguém pode se comparar ao Papa.

Porque é o Representante de Deus na Terra

“Então a ideia é: porque  o Papa é o representante de Deus na terra, e portanto do mais sobrenatural dos poderes, toda a ordem da graça está na mão dele e a ele compete exercer em sumo grau os poderes de ensinar, de guiar e de santificar – que são os três poderes próprios à Igreja Católica – porque ele exerce esses poderes de uma ordem tão transcendente ele é o maior hierarquia de toda a Igreja, e portanto também deve ser cercado das maiores manifestações de respeito que a um homem possa ser tributado.

 “Por causa disso os senhores veem o corolário: toda a vida em torno do Papa tem que ser organizada de maneira tal que ele seja objeto desse respeito, que ele seja objeto também desse amor. A monarquia papal sobre a Igreja é uma monarquia que corresponde a três ideias: a ideia do respeito, a ideia do amor e a ideia da força.

Respeito, amor e força

“A ideia do respeito, em primeiro lugar: o Papa deve ser venerado como eu já disse aos senhores; em segundo lugar, a ideia do amor: se o Papa é o representante de Cristo na Terra, todo ao amor que o homem deve voltar a Nosso Senhor Jesus Cristo deve ter como seu ponto de aplicação imediata o Papa, que representa Cristo na terra. Depois, a primazia de força: o Papa é um pastor. Os senhores não podem conceber um pastor que não tenha um papel de força e desenvolver. Porque o pastor deve defender as ovelhas contra o lobo. E, portanto, ele deve aplicar a força contra o lobo. O poder de governar as ovelhas tem como elemento intrínseco o poder de combater o lobo. Combater pelas armas espirituais, é claro, mas se necessário for pelas armas temporais também.

“Então os senhores veem uma pompa em torno do Pontífice, que é uma pompa religiosa, mas ao mesmo tempo é uma pompa paterna, mas ao mesmo tempo é uma pompa da força. E a nota força precisa ser um pouco salientada.

Pio XII abençoa velas … que eu quero segurar na hora da minha morte

Em minha viagem à Roma, 1952: “Eu tive a experiência disso. Eu levei vários objetos para benzer por Pio XII, entre eles pus umas velas. As velas que se levavam para o Papa benzer eram velas lindas, que se vendiam na Via della Conciliazione, todas trabalhadas, com relevos, com figuras etc. Ele abençoou.

“Eu guardei de novo na minha pasta, com muitos outros objetos. Quando cheguei no hotel, eu pensei o seguinte: eu tinha intenção de pôr uma vela dessas na sede e dar outra à minha mãe. Eu pensei com meus botões: o que eu vou fazer dessas velas? Eu disse: uma dessas velas deve ser guardada para quando eu morrer, o agonizante católico morre com a vela na mão, e eu quero que a vela com que eu morra na mão seja a vela abençoada pelo Vigário de Cristo. Assim eu serei unido à Cátedra de Roma até quando eu estiver sem sentidos, até quando eu estiver entre a vida e a morte e o meu intelecto não já articular mais nenhum pensamento, por recomendação minha, minha mão vai ser agarrada a esta vela que representa tudo aquilo que eu amo na terra; com o qual, que é o Papa, tudo quanto há na terra é digno de amor;  sem o qual  nada é digno  de amor, apenas de desprezo, porque está marcado pelo pecado original e pelo domínio do demônio. É o movimento natural da alma”. Acesse o video em

https://pliniocorreadeoliveira.info/Mult_760116_Vaticano_vida_quotidiana.htm#.Xjs2mmhKguU

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