O Pontificado de Pio IX face ao liberalismo e ao socialismo

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Publicamos nesse Site um artigo sobre a Estratégia Apostólica do Papa Pio IX. Hoje, festa do Beato pontífice, acrescentamos parte de um artigo do Prof. Plinio, publicado no Legionário. https://ipco.org.br/estrategia-de-pio-ix-e-a-imaculada-conceicao-i/

O que faria o Beato Pio IX, por exemplo, diante da pressão internacional a favor do Great Reset? Como enfrentaria ele essa tentativa de República Universal?

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A História do pontificado do grande Pio IX mereceria ser estudada a fundo pelos católicos. Ela contém ensinamentos para nossa época muito mais oportunos e mais profundos do que geralmente se pensa.

Pio IX enfrentou os inimigos da Santa Igreja

“Em nosso último artigo, procuramos mostrar o êxito da energia apostólica do grande Pontífice. Quer pela definição do dogma da Imaculada Conceição, feito por meio da bula “Inefabilis” em 1854, quer pela convocação do Concílio do Vaticano e a definição do dogma da infalibilidade papal em 1869, o grande Papa enfrentou aguerrida e resolutamente o naturalismo e o racionalismo do século. A despeito da opinião em contrário, de leigos eminentes e até de Prelados, Pio IX julgou que a época era ainda menos propícia do que outra qualquer para uma atitude de impassibilidade sorridente, cujo efeito necessário seria o encorajamento dos maus e o entibiamento dos bons. Com isto, Pio IX, calcando aos pés qualquer falso sentimentalismo, enfrentou decididamente a impiedadeSua energia combativa venceu. Depois da definição do dogma da infalibilidade pontifícia pelo Concílio do Vaticano, a onda do racionalismo naturalista tem decrescido incessantemente, e, se bem que ela ainda conserve formas disfarçadas dignas da maior cautela dos católicos, é certo que ela perdeu aquela agressividade truculenta e blasfema com que se pavoneava nas altas rodas literárias, políticas e sociais da Europa do século XIX.

Erraria quem pensasse que, agindo assim, Pio IX empregou uma estratégia de cunho exclusivamente pessoal. O que o grande Pontífice fez não foi senão a aplicação, ao seu século, dos tradicionais processos de apostolado da Santa Igreja. A estratégia de Pio IX foi a de todos os Pontífices que se viram em situação análoga à sua e que venceram as grandes crises que assediaram a Santa Igreja no passado. E não seria difícil mostrar, que foi idêntica a linha de conduta observada pelos Pontífices que depois de Pio IX se tem sucedido no trono de São Pedro. É a admirável continuidade pontifícia que atesta, de modo flagrante, a assistência indefectível do Espírito Santo aos Papas, através dos séculos. Todos os capítulos da História da Igreja, em todos os séculos, atestam esta admirável continuidade, e proporcionam aos fiéis ensinamentos de inestimável valorÉ o que o estudo do Pontificado de Pio IX demonstra, e o que queremos fazer ainda neste artigo encarando a ação do seu grande sucessor, o imortal Leão XIII.

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Em nosso último artigo, mostramos a situação dificílima – humanamente falando, ou seja, encarando as coisas apenas pelo modo por que as veem os que não tem espírito de Fé – que a Santa Igreja atravessou no século XIX. Os inimigos da Igreja se compraziam em ver nela um imenso edifício que se esboroavae que cedo ou tarde ruiria, inteiramente, quando ruíssem todas as grandes monarquias europeias, restos com a Igreja, de um estado de coisas destinado definitivamente a desaparecer.

A apostasia de grandes massas humanas, a infiltração de princípios errôneos no seio de importantes frações do laicato, tudo convergia para que a vitalidade inexaurível e divina da Igreja parecesse irremediavelmente perdida. Só os que viam a realidade com os olhos penetrantes da Fé podiam discernir, neste aparente inverno, os indícios de uma futura primavera, e nestas ruínas uma miragem aparente que na realidade cederia ante uma estupenda ressurreição.

Leão XIII, ele também, via o domínio do mundo dividido entre duas grandes forças: o liberalismo e o socialismo. Supor a vitória de qualquer coisa que não fosse isto, parecia uma ilusão política vizinha da demência. Ou o mundo seria liberal, ou socialista. Os dois extremos políticos se chocavam ardentemente nos parlamentos, na imprensa, nas universidades e nos comícios eleitorais. O Catolicismo ou se aliaria a uma destas forças contra a outra, ou estaria – é o que diziam os de pouca Fé – irremediavelmente derrotado. E, se abstraísse da indestrutibilidade da Igreja, o argumento era certíssimo. Humanamente falando, os recursos da Igreja não seriam suficientes para enfrentar um só destes adversários, quanto mais a ambos simultaneamente!”

https://www.pliniocorreadeoliveira.info/LEG%20381218_AestrategiaapostolicadeLeaoXIII.htm#.YgEUhOrMKMo

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