THOMAS D. WILLIAMS, PH.D.
20 Março 2019

Notícia publicada em março de 2019, um mês antes da grande tragédia que se abateu sobre um dos maiores símbolos da Cristandade, a Catedral de Notre-Dame de Paris, mostra a crescente onda de ódio à Fé Católica, na nação filha primogênita da Igreja.

Nada menos que 12 igrejas católicas foram profanadas em toda a França em apenas uma semana em um flagrante ato de ódio anti-cristão.

Incendio criminoso na Igreja de Saint Sulpice 1 mês antes da destruição da Catedral de Notre Dame por outro incêndio – 17/03/2019

A recente onda de sacrilégios e profanações de igrejas têm intrigado tanto a polícia quanto os líderes eclesiásticos franceses, embora, a grande maioria permaneça em uma escandalosa posição de silêncio enquanto as violações se espalham pela França.

No domingo passado, os saqueadores incendiaram a igreja de Saint-Sulpice – uma das maiores e mais importantes igrejas de Paris – pouco depois da missa do meio-dia.

A polícia concluiu que o incêndio foi intencional e resultado de uma atitude criminosa e agora está à procura de possíveis suspeitos. Caso o incêndio tivesse se alastrado, as obras de restauração teriam custado várias centenas de milhões de euros.

Em Nimes (departamento de Gard), perto da fronteira com a Espanha, a igreja de Notre-Dame des Enfants foi profanada de maneira particularmente odiosa, com vândalos pintando uma cruz utilizando excremento humano, saqueando o altar principal e o sacrário, e roubando as hóstias consagradas, que foram descobertas mais tarde entre pilhas de lixo.

Da mesma forma, a igreja de Notre-Dame em Dijon, no leste do país, sofreu o saque do altar-mor e as hóstias também foram tiradas do sacrário, espalhadas pelo chão e pisoteadas.

Em Lavaur, no departamento sulista de Tarn, a igreja da aldeia foi atacada por jovens, que torceram um braço do Cristo crucificado para fazer parecer que ele estava fazendo um gesto obsceno.

Nas periferias de Paris, no departamento de Yvelines, várias igrejas sofreram profanações de importância variável, em Maisons-Laffitte e em Houilles.

Embora os comentaristas relutem em atribuir uma origem religiosa ou cultural específica às profanações, todos compartilham um evidente caráter anticristão.

Nos últimos meses, gangues anti-semitas profanaram cemitérios judaicos, assinando suas ações com suásticas. No caso da profanação das igrejas católicas, o vandalismo falou por si mesmo: a ridicularização da sagrada figura de Cristo na cruz e a profanação das hóstias e dos principais altares.

A hierarquia católica manteve escandaloso silêncio sobre os episódios, limitando-se a destacar essa ameaça anticristã e expressando esperança de que políticos e policiais cheguem ao fundo dos crimes.

Relatos indicam  que 80% da profanação de locais de culto na França diz respeito a igrejas cristãs e no ano de 2018 isso significou a profanação de uma média de duas igrejas cristãs por dia na França, embora essas ações raramente cheguem às manchetes.

Em 2018, o Ministério do Interior registrou 541 atos anti-semitas, 100 atos antimuçulmanos e 1063 atos anticristãos.

Fonte: https://www.breitbart.com/faith/2019/03/20/twelve-french-churches-attacked-vandalized-in-one-week/?fbclid=IwAR2l5yU5bxrtEuvexIZYTQWXPSH568U34br0IX0E8C20jkMJzw-yI3PG0D0

1 COMENTÁRIO

  1. “Em 2018 … 1063 atos anticristãos.” Quase o dobro dos ataques contra as outras duas religiões monoteístas! Logo na nação considerada filha da Igreja. Tão danoso quanto ao espírito intolerante da ‘revolução francesa’, é a omissão da hierarquia católica francesa, quase um ‘crime’, quando banaliza de forma covarde a Misericórdia do Nosso Senhor Jesus Cristo em nome do politicamente correto.

    Que o amor de Nossa Senhora de La Salette e da Santa Joana D’Arc protejam a França, confortem os cristãos perseguidos e toquem no coração do clero francês!

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