Pátria armada ou Pátria amada? Pacifistas negam o pecado original

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A midia alinhada, a esquerda católica — minoritária e isolada no contexto nacional — tentou jogar com as palavras do Arcebispo de Aparecida, no Dia das Crianças: “E para ser pátria amada não pode ser pátria armada”, disse D. Orlando Brandes.

Pátria amada não poder ser Pátria armada? Que contradição há entre amor e armas? Não se combate o inimigo por amor à Pátria? Como veremos, esse pacifismo — rejeição e ódio em princípio às armas — não vem da Paz ensinada pelo Divino Mestre.

Celebramos, há pouco, os 450 anos da batalha de Lepanto, organizada e dirigida do alto do Vaticano, por São Pio V, a qual infligiu nos turcos uma derrota secular. https://ipco.org.br/450-anos-da-batalha-de-lepanto-vitoria-da-civilizacao-crista-sobre-o-mundo-islamico/

Certamente, os pacifistas modernos se estivessem no sólio pontifício em 1571 — então ocupado por São Pio V (o mesmo da missa tridentina) teriam feito um grande ato ecumênico no qual seriam degolados pelos turcos sob o comando de Mehmet Ali-Pachá.

Por que a Igreja abençoa as espadas

“Por que razão a Igreja abençoa a espada dos militares que, recebendo as dragonas do oficialato, se incorporam à alta direção das forças armadas? Por que timbra ela em dar às espadas, que são instrumentos de morte, uma bênção que é o penhor da proteção do Deus vivo? Porque a Igreja não vê na espada dos militares senão o baluarte da justiça.

“A espada do militar é, para a Igreja, não o instrumento com que se mata em guerra de conquista, mas o meio de defesa do direito lesado, da civilização agredida, da moral conspurcada. E se o próprio Salvador não relutou em empunhar o açoite com que flagelou vigorosamente os vendilhões do templo que conspurcavam os direitos de Deus, a Igreja não poderia deixar de abençoar as espadas com que o Estado arma seus paladinos, para a defesa dos direitos da Igreja, da Civilização e da Pátria.

Batalha de Lepanto, 1571, organizada e inspirada por São Pio V

“Em outros termos, significa isto que a Igreja, a despeito das entranhas maternais que A movem em relação a todos os seus filhos, não reluta em abençoar a violência, desde que ela seja a santa violência da ordem contra a desordem, do bem agredido contra o mal agressor, da vítima prejudicada contra o causador do dano injusto.

“É necessário, evidentemente, que a violência só seja empregada quando todos os outros meios se esgotaram para restabelecer o direito lesado. É necessário, além disto, que ela não exceda em virulência ao limite do estritamente indispensável para a defesa da Justiça. Estas duas ressalvas feitas, entretanto, o exercício da violência não constitui apenas um direito, mas deve, às vezes, constituir um imperioso dever.

“Realmente, quando a espada da Justiça se deixa paralisar pela inércia, embora a civilização periclite, a Pátria corra risco e os direitos da Igreja sejam calcados aos pés, ela colabora por omissão com o mal contra o bem, com a anarquia contra a civilização, com o demônio contra Deus. Deserta de seu dever sagrado. Perde o direito ao respeito que merecia. E se transforma, de sublime instrumento de defesa, em inútil fonte de gastos inúteis, ou odioso meio de opressões.” https://www.pliniocorreadeoliveira.info/LEG%20370523_B%C3%AAn%C3%A7%C3%A3odeespadas.htm

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A onda pacifista contra o legítimo direito natural de defesa — a legítima defesa — encabeçada por membros do Clero e do Episcopado, surfada pela mídia de esquerda, “colabora por omissão com o mal contra o bem, com a anarquia contra a civilização, com o demônio contra Deus. Deserta de seu dever sagrado“, afirmou o Prof. Plinio.

O profeta Jeremias dá uma espada a Judas Macabeu

Vejamos o que narra a Sagrada Escritura, quando o Profeta Jeremias aparece a Judas Macabeu, líder e comandante para liberdade de Israel, do Templo: “Este é o amigo de seus irmãos e do povo de Israel, é Jeremias, profeta de Deus, que ora muito pelo povo e por toda a cidade santa. 15 Depois Jeremias, estendendo a sua mão direita, deu a Judas (Macabeu) uma espada de ouro, dizendo-lhe: 16 Toma esta santa espada como um presente de Deus, com a qual deitarás por terra os teus inimigos.”

“17 Excitados, pois, com estas excelentes palavras de Judas (Macabeu), capazes de dar brios e fortalecer os ânimos dos jovens, resolveram não adoptar a defensiva, mas atacar vigorosamente os inimigos, a fim de, num combate encarniçado, decidir a guerra, porque a cidade santa e o templo estavam em perigo. 18 A sua maior preocupação não era por suas mulheres e filhos, por seus irmãos e parentes: o maior e o primeiro temor que tinham, era pelo santo Templo.” (II Macabeus 15-14,18).

Um jogo de palavras, um slogan midiático

Colocar uma antítese entre Pátria amada e Pátria armada é servir aos interesses da revolução pacifista mundial.

Como misturar e confundir direito à legítima defesa com a acusação de armar a população? Está havendo distribuição governamental de armas ao povo?

Lamentamos profundamente, como católicos, que a Paz seja confundida com Pacifismo. Ser pacífico é ser amante da Paz, que por sua vez é definida como a tranquilidade da Ordem.

Ser pacifista é querer a paz a todo custo, ainda que seja contra a nossa honra, nosso legítimo direito de defesa, nosso exercício da virtude cardeal da fortaleza.

O Divino Mestre, que ensinou “seja o seu sim, sim; seu não, não”, que empunhou o látego contra os mercadores do Templo, que é o Cordeiro de Deus e ao mesmo tempo Leão de Judá nos ensina a temperar a fortaleza e a bondade, o amor ao bem e o ódio ao mal, ao pecado.

Vejamos um trecho do livro Revolução de Contrarrevolução

  1. INCOMPATIBILIDADE DOUTRINÁRIA ENTRE A REVOLUÇÃO E A
    FARDA

    A farda, por sua simples presença, afirma implicitamente algumas verdades, um tanto
    genéricas, sem dúvida, mas de índole certamente contrarrevolucionária:
  • A existência de valores que são mais que a vida e pelos quais se deve morrer – o que é
    contrário à mentalidade socialista, toda feita de horror ao risco e à dor, de adoração da segurança, e
    do supremo apego à vida terrena.
  • A existência de uma moral, pois a condição militar é toda ela fundada sobre ideias de honra,
    de força posta ao serviço do bem e voltada contra o mal, etc.
  1. O “TEMPERAMENTO” DA REVOLUÇÃO É INFENSO À VIDA MILITAR
    Por fim, entre a Revolução e o espírito militar há uma antipatia “temperamental”. A
    Revolução, enquanto não tem todas as rédeas na mão, é verbosa, enredadeira, declamatória.
    Resolver as coisas diretamente, drasticamente, secamente more militari, desagrada o que
    poderíamos chamar o atual temperamento da Revolução. “Atual”, frisamos, para aludir a esta no
    estágio em que se encontra entre nós. Pois nada há de mais despótico e cruel do que a Revolução
    quando é onipotente: a Rússia dá disto um eloquente exemplo. Mas ainda aí a divergência subsiste,
    posto que o espírito militar é coisa bem diferente de espírito de carrasco.” (baixe o pdf gratuitamente) Revolução e Contra-Revolução (pliniocorreadeoliveira.info)

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Nossa Senhora, “terrível como um exército em ordem de batalha”, proteja o Brasil e nosso povo ante os sofismas e as ciladas dos progressistas, que pregando uma falsa paz (pacifismo) negam os efeitos do pecado original, decretam uma nova era da bondade, erigem o ecumenismo acima do Amor de Deus. Quem me ama segue meus mandamentos, ensinou Nosso Senhor.

A tão almejada Paz vem da tranquilidade da ordem ensinam doutores como Santo Agostinho e São Tomás. Se queremos a Paz ponhamos em primeiro lugar a Ordem, a qual é uma decorrência da observância dos Mandamentos.

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