Pode a Igreja aceitar a coexistência com um regime que oprime a família e o direito de propriedade? A inauguração do seminário “católico” em Cuba levanta novamente a questão.

Foi inaugurado em 3 de novembro o primeiro seminário católico em Cuba depois de 50 anos de governo Comunista. A inauguração contou com a presença de Raul Castro e fez parte de acordos do governo com o Cardeal de Havana, D. Jaime Ortega.

Ao longo dos dois últimos meses, por mediação do Cardeal Ortega, 52 presos políticos foram exilados para a Espanha, e outros ainda permanecem presos por se negarem a aceitar o exílio.

Intrigante é a questão de como serão formados esses novos seminaristas num país em que a oposição política ou vai para as masmorras ou é enviada para fora do país. Serão seminaristas subservientes ao governo? Terão eles aulas de Filosofia e Teologia tradicional ou serão escolados na já condenada e anticatólica teologia da libertação?

Em discurso pronunciado dois dias antes da inauguração, a propósito da monumental crise em que passa a ilha cárcere, Raul Castro anunciou a líderes sindicais que a ilha “vai ao precipício” se não aplicar as reformas econômicas necessárias, mas deixou muito claras suas posições ideológicas, dizendo que as mudanças seriam feitas “sem renúncias, as mínimas que sejam, à construção do Socialismo”.

Pelos presos políticos, pelos exilados, pela declaração de seu ditador, o leitor bem vê que orientação terá que ter este seminário para poder continuar aberto…

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Com o PNDH 3, não caminha o Brasil para uma perseguição religiosa em que os estabelecimentos religiosos – colégios, seminários, hospitais, orfanatos, etc. – ou se alinham com a “construção do Socialismo” ou serão fechados, podendo permanecer assim durante décadas?

Essa pergunta precisa ser respondida logo, pois daqui a pouco será tarde! O que pensa sobre isso o leitor?

Veja o livro de Plinio Corrêa de Oliveira sobre a Liberdade da Igreja no Estado Comunista, que prova, com base na doutrina da Santa Igreja, como os católicos não podem aceitar uma coexistência com um regime intrinsecamente mau.