Por que o Brasil é perseguido pelas esquerdas e pela Teologia Indigenista?

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O modelo das esquerdas é o socialismo, uma gradual ditadura em que as qualidades nacionais, as aptidões humanas e os recursos naturais são triturados a fim de transformar o Povo em Massa.

Qual a diferença entre os habitantes de Cuba, da Venezuela, da Coreia do Norte ou da China em nossos dias? Alguns dirão que na China aumentou a riqueza … e foram transformados quase em robôs: um Partido que alista apenas 7% da população que por sua vez é controlado por uma dúzia de membros, tendo à testa Xi Jinping, escolhido Presidente vitalício (não é muito diferente de ditador).

Isso não é Povo, isso é Massa. O traço em comum dos países socialistas e comunistas é exatamente o fato de transformarem o Povo em Massa. E por isso um venezuelano de hoje, um cubano, ou norte coreano são pessoas tristes, despersonalizadas, massificadas.

E o Brasil, traçado na pena de um não brasileiro?

Vejamos agora, como nasceu e se formou o Brasil. “A data de nascimento do Brasil é 22 de Abril de 1500, quando as naus com as suas brancas velas –onde refulgia a cruz rubra da Ordem de Cristo– da armada portuguesa, comandada por Pedro Alvares Cabral, lançaram âncoras em terras brasileiras. O primeiro gesto dos descobridores foi plantar uma Cruz na praia e fazer celebrar o sacrifício incruento do Calvário no território descoberto. Desde então, o Brasil foi a Terra de Santa Cruz (10).”

Temos, portanto, um nascimento sob o signo da Cruz.

“A constelação do Cruzeiro do Sul parecia selar nos céus esta cena, que ficaria impressa para sempre na alma brasileira. “O Cruzeiro do Sul, emblema heráldico da Pátria, através da sua doce luz recorda para sempre, durante a noite, a perpetuidade do pacto de aliança. Ela diz palavras de imortal esperança à nação cristã que cresce sobre a Terra da Santa Cruz” (11). Desde então, observou um diplomata italiano “o perfume originário do cristianismo difundiu-se em todos os rincões da terra brasileira, como se tivesse sido espargido de uma só vez, para sempre” (12).”

“A Cruz, como recorda o P. Serafim Leite, S. J. “era um símbolo e uma promessa. Mas não era ainda a semente. Esta viria, prolífica e abundante, quase meio século depois, em 1549, com a instituição do Governo Geral e a chegada dos Jesuítas” (13). Naquele ano, seis missionários da Companhia recém fundada por Santo Inácio, acompanharam o governador Tomé de Souza, enviado por D. João III de Portugal para evangelizar a nova terra (14). Estes, observou Stefan Zweig, trouxeram “consigo a coisa mais preciosa que é necessária para a existência de um povo e de um país: uma ideia, e precisamente a ideia criadora do Brasil” (15).”

Esse germinar do povo brasileiro, através da evangelização adaptada às circunstâncias do País, é propriamente o desabrochar da “alma nacional”, como veremos adiante.

Os Jesuítas Nóbrega e Anchieta viram aqui a sua Missão

“Os jesuítas infundiram uma alma naquela terra potencialmente riquíssima –e não só em bens materiais– mas até então adormecida. “Esta terra é a nossa empresa” (16), declarou o P. Manuel da Nóbrega (17), que, com o P. José de Anchieta (18) pode ser considerado o fundador do Brasil. Do descobrimento até aos nossos dias os missionários desenvolveram uma “obra sem exemplo na história” (19), de cristianização e, ao mesmo tempo, de civilização das terras brasileiras. Os jesuítas catequizaram os nativos, reunindo-os em aldeamentos, abriram as primeiras escolas, construiram colégios, igrejas, estradas, cidades (20).”

“Quando os huguenotes tentaram apropriar-se da nova terra, os padres Nóbrega e Anchieta foram os inspiradores das operações militares contra os protestantes franceses que desembarcaram na Baía de Guanabara (21). No centro da orla marítima da esplêndida baía reconquistada pelos portugueses (22), foi fundada uma pequena cidade destinada a tornar-se a capital: o Rio de Janeiro, em que parecem confluir, numa síntese irrepetível, todas as belezas naturais do Brasil: montes, colinas, florestas, ilhas, enseadas (23). A capital dos domínios portugueses na América, São Salvador da Bahia, foi uma das “células genéticas” (24) do Brasil, juntamente com São Paulo, São Sebastião do Rio de Janeiro e as capitanias de Pernambuco e Maranhão.” (*)

Tudo isso não é poesia: é a “alma nacional” brasileira

O que é essa “alma nacional”?

Escreveu o Prof. Plinio: “Se a História de cada indivíduo é sobretudo essencialmente a história de sua alma, é obvio que a história de um povo é sobretudo e essencialmente a história daquilo que se costuma chamar de mentalidade do país. É ponto indiscutível em Teologia que assim como perante Deus cada alma tem sua responsabilidade própria, também as coletividades humanas, como as famílias, as cidades, as classes sociais, os países, têm responsabilidades coletivas.”

“Para se ver isso, basta considerar que um povo tem responsabilidade própria e definida perante o tribunal de Deus. E um dos maiores deveres de um povo consiste principalmente na criação de um ambiente favorável à virtude e infenso ao vício.” (1)

E conclui: “é propriamente a história da vicissitude das lutas que na alma nacional de cada povo as virtudes travam contra o demônio, que constitui a medula da história nacional.”

A Teologia indigenista, a esquerda ecologista renegam nosso passado

Como pode os fanáticos da teologia indigenista, da Pachamama, gostarem desse Brasil que se formou à luz dos Evangelhos? “Os jesuítas infundiram uma alma naquela terra potencialmente riquíssima –e não só em bens materiais– mas até então adormecida. “Esta terra é a nossa empresa” (16), declarou o P. Manuel da Nóbrega (17), que, com o P. José de Anchieta (18) pode ser considerado o fundador do Brasil.”

Em seu livro Tribalismo Indígena, escreveu o Prof. Plinio:

“Participando das concepções da missiologia “atualizada”, Frei Beto, o dominicano tristemente conhecido por sua atuação no “caso Marighela”, e posteriormente condenado a dois anos de reclusão pelo Supremo Tribunal Federal, escreveu em seu livro Cartas da Prisão, o que segue:
“Se dentro de alguns anos não houver mais índios no Brasil, a Igreja terá de reconhecer sua parte de culpa nisso. No passado nossos missionários internaram-se na selva sem preparo e contaminaram os índios com o seu caldo de cultura europeizada. Creram que civilizar era ensinar o índio a ter vergonha da nudez e usar roupa, a repudiar a vida coletiva da aldeia, a aprender nossas línguas e adquirir nossos costumes. Muitos missionários abriram caminho para os mascates que exploraram o índio, comprando seu artesanato e sua mulher por uma garrafa de álcool. Sob o pretexto de anunciar o Evangelho contribuímos para o extermínio da raça. Levamos a morte onde havia vida.
São raros os missionários que respeitaram a cultura do índio e tudo fizeram para preservá-la. Raros os que se tornaram índios com os índios. Mas felizmente eles existem” (doc. 23, p. 118).”

Baixe o pdf gratuitamente (**)

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Vimos os dois Brasis; aquele que nasce sob o Signo da Cruz, evangelizado por Nóbrega, Anchieta e tantos outros missionários e, de outro lado, a nova Teologia Indigenista que nega toda civilização, toda cristianização e considera a vida selvagem o “modelo” que irá salvar o planeta.

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