Igualitarismo – Quase inacreditável!

Resumindo bem o pensamento de certa faixa da opinião pública, lá ia a cançãozinha, chamada Senhas:

Eu não gosto de bom gosto

Eu não gosto de bom senso

Eu não gosto de bons modos

Não gosto.

É tão radical o que aí está escrito, que bem se pode dizer que é o cúmulo da falta de nível. Do caos. Da revolta. Do igualitarismo.

Mas, perguntará alguém, porque igualitarismo, se é apenas uma questão de gosto e não de doutrina?

A resposta é simples: há aí uma doutrina subjacente. Há o ódio ao burguês e também ao que está acima deste, no melhor estilo marxista, pois as classes médias e altas devem se caracterizar exatamente pelo bom gosto, pelo bom senso, pelos bons modos. Como também inúmeras pessoas das classes mais modestas.

Um comunista poderia assinar estes simples versos, se estivesse na hora de dizer as coisas como são, sem os habituais subterfúgios. O mérito da cançãozinha é dizer o que ninguém nas esquerdas diz francamente. E assim proclamar o nivelamento por baixo, com boa dose de vulgaridade, por elas desejado.

Dr. Plinio descreve assim esse pensamento errôneo: “Todo mundo é igual, ninguém é mais do que ninguém, e todo mundo é nada. Quer dizer, ninguém tem direito a uma forma de respeito especial e de consideração especial”.

Quem não é assim,  “colocado diante de uma superioridade, fica encantado e se sente dignificado. O igualitário é aquele que se sente roubado, sente-se pisado e que declara: não senhor! Eu não gosto disso!”[1] Não gosta de bem gosto, de bom senso, nem mesmo de bons modos…


[1] Conferência pronunciada em 15-6-73.