Reforma Agrária – Questão de Consciênca …(IV)

… nas páginas da História (IV)

Dom Helder Câmara
E o público em geral começou a ver que D. Helder Câmara não era o porta-voz indiscutido da Igreja, nem levava atrás de si a massa dos católicos.

À medida que se difundia Reforma Agrária – Questão de Consciência, ar puro penetrava na atmos fera confinada que asfixiava as classes produtoras.

Nas mãos dos fazendeiros, o livro passou a servir de inesgo tável fonte de argumentos para a refutação de elementos esquerdistas do Clero, do laicato e da intelligentsia, tanto das capitais quanto do interior, sempre fortemente apoiados por boa parte da imprensa.

Agricultores e pecuaristas readquiriam assim a compreensão e a simpatia que haviam perdido junto a uma parcela ponderável da opinião nacional.

E o público em geral começou a ver que D. Helder Câmara não era o porta-voz indiscutido da Igreja, nem levava atrás de si a massa dos católicos.

O que determinava também sensível desafogo e o saudável propósito de permanecer em suas posições religiosas e sócio-eco nômicas tradicionais.

Esses efeitos conjugados representavam um sério obstáculo ao comunismo. Pois, atingido o “esquerdismo católico” – centro nervoso da propaganda em favor da reforma agrária –, achava-se comprometida a própria marcha do Brasil rumo à esquerda.