Continuação do post anterior: Produtores e indígenas vitimados pela conduta ilícita do CIMI

Prossegue a conclusão da CPI do CIMI:

al_brasaoTodavia, ainda se tratando de responsabilidade civil, é de se considerar quem mais poderá responder pelos prejuízos causados pelo CIMI, além da própria entidade.

Entrevista Mirian Belchior,ministra
Dom Leonardo Ulrich, secretário geral da CNBB e Tito Vilhalva, da etnia Guarani Kaiowá. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil.

O CIMI inegavelmente é vinculado à Igreja Católica.

Consta expressamente em seu site que se trata de uma instituição ligada à Confederação Nacional dos Bispos Brasileiros que, por via de consequência, é vinculada à Igreja Católica.

No sitio eletrônico da CNBB é possível encontrar, no tópico que trata das missões ou finalidades do órgão que: [página 217]

A CNBB, no âmbito de suas finalidades e competência:

• manifesta solicitude para com a Igreja e sua missão universal, por meio de comunhão e colaboração com a Sé Apostólica e pela atividade missionária, principalmente ad gentes;

• favorece e articula as relações entre as Igrejas particulares do Brasil e a San ta Sé;

• relaciona-se com as outras Conferências Episcopais, particularmente as da América, e com o Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM).Resta inequívoco que a atuação da CNBB é vinculada à Igreja Católica e, por conseguinte, o mesmo se pode concluir em relação ao CIMI.

Ainda, no depoimento prestado por D. Roque Paloschi a essa CPI, perguntado a respeito de seu incompreensível (ou conveniente) estado de ignorância quanto aos ilícitos praticados por membros do CIMI no Estado de Mato Grosso do Sul, expressamente afirmou que seria a Igreja Católica a responsável pelo acompanhamento de suas ações no Estado, devido à impossibilidade de controlar todos os seus colaboradores.

Inclusive nesse momento de seu depoimento [página 218] D. Roque Paloschi expressamente referenciou o Bispo Dom Dimas, como sendo um dos responsáveis pela orientação desses missionários no Mato Grosso do Sul, na qualidade de Bispo da Igreja Católica.

Dom Roque Paloschi, atual presidente do CIMI
Dom Roque Paloschi, atual presidente do CIMI

De modo que, nos termos do que estabelece o art. 932, III e art. 933 do Código Civil, entendo que poderá a Igreja Católica ser responsabilizada pelos prejuízos causados pelo CIMI, tendo em vista a vinculação das entidades, a utilização de estruturas em comum, do apoio mútuo, enfim, da cumplicidade nos atos praticados, por ação ou omissão.

Por fim, entendo que há a pertinência de apuração de outras responsabilidades além dos membros do CIMI.

Verifica-se pelos documentos acostados ao presente procedimentos quemembros de outros órgãos e instituições podem, potencialmente, estar interferindo nas condutas adotadas pelos indígenas, o que seria, no entendimento deste relator, identicamente ilegal.

De modo que é necessário que todos os crimes e ilícitos cometidos sejam apurados com rigor e severidade máximos, pelas autoridades competentes. [página 219]

Os encaminhamentos propostos por este relator são o envio do relatório para os seguintes órgãos e autoridades, com requisição por parte da CPI, para a tomada das medidas e providências cabíveis em relação aos membros do CIMI mencionados no tópico anterior:

1. Governador do Estado de Mato Grosso do Sul.

2. Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul.

3. Ministério Público Federal, na pessoa do Procurador-Geral da República.

4. Conselho Nacional de Justiça.

5. Conselho Nacional do Ministério Público.

6. Polícia Federal.

7. Secretaria de Segurança Pública do Mato Grosso do Sul.

8. Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil.

9. Seccional de Mato Grosso do Sul da Ordem dos Advogados do Brasil. [página 220]

10. Presidência da República.

11. Ministério da Defesa.

12. Comissão Parlamentar de Inquérito da FUNAI e do INCRA, no Congresso Nacional.

13. Senado Federal.

14. Vaticano.

15. Representação da Santa Sé no Distrito Federal.

16. CAFOD. [CAFOD= Agência Católica para o Desenvolvimento Exterior, fundo católico de Inglaterra e Gales, parte da Cáritas Internacional, que financia o CIMI desde o exterior]

O CAFOD financia múltiplos movimentos da revolução esquerdista no Brasil 2
Órgãos católicos do exterior como o CAFOD financiam muitos agentes da revolução esquerdista no Brasil. Fotos do site do CAFOD. ‘CPI do CIMI’ denuncia “um plano contrário ao Estado de Direito, em âmbito nacional e internacional”

Em meu entendimento, o envio de documentos desta CPI com requisição de providências é ato da maior importância, porquanto o que se requer é a tomada efetiva de providências por parte dos órgãos competentes, com base no poder de polícia de que é investida a Comissão Parlamentar de Inquérito.O envio do presente relatório aos órgãos acima mencionados tem por finalidade que estas nominadas instituições, no âmbito de suas competências e atribuições, possam [página 221] tomar as medidas necessárias e cabíveis para a apuração das responsabilidades de todos os envolvidos.Nesse ponto entendo que é importante inclusive haver uma investigação mais rigorosa a respeito do ingresso de valores de organizações internacionais para projetos deliberadamente contra o desenvolvimento do país, pois trata-se de um ataque que vem sendo realizado contra a soberania do país, na clandestinidade e por meios aparentemente legais, mas que chama a atenção no que tange aos volumes de recursos e também na organização dos movimentos.Pude constatar, ao longo dos trabalhos, que o alcance das conclusões dessa CPI acabaram por ultrapassar a conduta de uma pessoa jurídica de direito privado e seus membros (CIMI) na segurança pública do Mato Grosso do Sul, mas descobrimos, em meu entendimento, muito mais do que isso, um plano, um agir contrário ao Estado de Direito, em âmbito nacional e internacional, que precisa ser tornado público, do conhecimento de todas as autoridades competentes, para que as providências urgentes e veementes possam ser tomadas para a preservação da soberania nacional. [página 222]Por ser este o entendimento deste relator, notadamente no que diz respeito à responsabilidade de membros do CIMI pelos ilícitos praticados, conclui-se pela pertinência do encaminhamento do presente relatório, para a tomada das medidas cabíveis.É o relatório.

PAULO CORREA 

Deputado Estadual –Relator

O texto completo pode ser lido ou descarregado no site da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul neste endereço.

2 COMENTÁRIOS

  1. COPIADO DE UM TEXTO:Teologia da Libertação: simples coincidência?

    É bem evidente que as razões mais profundas que explicam a perda de fiéis pela Igreja Católica são de caráter religioso e devem ser procuradas na crise que abala a Igreja no Brasil (como por quase todo o mundo).

    Não é simples coincidência que a aceleração da perda dos fiéis pela Igreja, na década de 1970, se tenha dado ao mesmo tempo em que se disseminavam entre o clero e o episcopado os princípios da Teologia da Libertação. Como essa “teologia” confunde a libertação espiritual com a libertação política, e o estabelecimento do “Reino de Deus” na terra com a implantação uma sociedade socialista e igualitária, os sermões nas igrejas, em sua maioria, assim como os temas das Campanhas da Fraternidade promovidas pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), referem-se mais a luta de classes e reformas político-sociais e econômicas do que ao Evangelho.

    Tomemos um exemplo concreto. O boletim da Conferência Episcopal assim descreve a Campanha da Fraternidade de 2010 :

    “Lema: Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro (Mt 6,24)

    Tema: Economia e Vida
    Objetivo Geral:Colaborar na promoção de uma economia a serviço da vida, fundamentada no ideal da cultura da paz, a partir do esforço conjunto das Igrejas Cristãs e de pessoas de boa vontade, para que todos contribuam na construção do bem comum em vista de uma sociedade sem exclusão”.[6]

    Como se vê, não se econtram referências à vida eterna, à salvação das almas, ao pecado, Céu e Inferno. É um linguajar puramente político, de luta de classes, que espanta os fiéis desejosos de ouvir falar das verdades eternas. A referência a “uma sociedade sem exclusão” baseia-se no conceito marxista de que a riqueza dos ricos é constituída mediante a exclusão ou opressão dos pobres. (Sem querermos nos aprofundar, notemos de passagem o caráter “ecumênico” dessas campanhas, que colocam a Igreja Católica não como a única Igreja de Cristo, mas apenas como uma das “Igrejas Cristãs”, entre outras. Isso não facilita o proselitismo das seitas protestantes?).

    O hino da Campanha dos Bispos para este ano tem a seguinte estrofe:

    “Levem a todos meu chamado à liberdade (Cf. Gl 5,13)
    Onde a ganância gera irmãos escravizados.
    Quero a mensagem que humaniza a sociedade
    Falada às claras, publicada nos telhados. (Cf. Mt 10,27).”[7]
    Em suma, a Teologia da Libertação é um veículo religioso a serviço da revolução, conforme a apresentava o Pe. Gustavo Gutierrez, considerado o “pai” dessa corrente, em seu livro Teologia da Libertação, de 1971:

    “O homem latino-americano … na luta revolucionária liberta-se de algum modo da tutela de uma religião alienante que tende à conservação da ordem.”[8]

    Considerarando a Santa Igreja uma “religião alienante” (conceito marxista: “A religião é ópio do povo”, na frase de Marx), os teólogos da libertação e seus seguidores procuram construir uma igreja “desalienada”, que tende, não “à conservação da ordem” mas à sua subversão.

    A consequência é que os fiéis, cansados dessa “religião desalienada”, revolucionária e materialista, centrada em questões econômicas e sociais, acaba muitas vezes apostatando tragicamente, da única e verdadeira Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. Vão procurar alhures as palavras de conforto da religião e de guia para sua vida moral: “A quem iremos, Senhor, só tu tens palavras de vida eterna” (Jo 6,68).

    Acordarão, por fim, os Senhores Bispos brasileiros e se darão conta de que a missão precípua da Igreja não é oferecer solução para os problemas econônicos e sociais, menos ainda procurar estabelecer uma sociedade igualitária, mas sim salvar as almas? Ou continuarão eles enfeitiçados pela miragem utópica da Teologia da Libertação?

    [1] Denise Menchen-Fabio Brisolla, “Católicos passam de 93,1% para 64,6% da população em 50 anos, aponta IBGE” in Folha de S. Paulo, 29/06/2012 edição on line. http://www1.folha.uol.com.br/poder/1112382-catolicos-passam-de-931-para-646-da-populacao-em-50-anos-aponta-ibge.shtml

  2. “Daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” – Marcos 12-17.

    Não é papel primordial da Igreja estas ações sociais, ainda mais vinculadas a grupos claramente socialistas…Padres ingênuos caem facilmente na falácia do comunismo que, na realidade, querem apenas o poder, e não fazer caridade!

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