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Bishop Rob Mutsaerts Open Letter to His Holiness Pope Leo XIV: In the Face of the Confusion About Synodality, Holy Father, Give us Clarity

Entre as críticas e observações feitas por eclesiásticos a respeito do atual Processo Sinodal em curso na Igreja, destaca-se, por sua simplicidade e clareza, a Carta Aberta a Sua Santidade o Papa Leão XIV, de Dom Rob Mutsaerts, bispo auxiliar da Diocese de ’s-Hertogenbosch, nos Países Baixos.1

“A salvação das almas é a lei suprema”

O raciocínio da carta de 16 de agosto fundamenta-se no ponto essencial da missão primordial da Igreja, que é “uma preocupação que, em última análise, transcende todas as demais considerações eclesiais: a salvação das almas. Salus animarum suprema lex — a salvação das almas é a lei suprema”.2

Com base nisso, Dom Mutsaerts pergunta: “Minha pergunta é simples e sincera: o Processo Sinodal realmente ajuda a aproximar as almas de Cristo e da salvação eterna? Essa é, para mim, a questão decisiva”.

A resposta a essa pergunta é fundamental porque “o próprio Cristo nos deu um critério simples para isso: ‘Pelos seus frutos os conhecereis’. Portanto, creio que, após anos de consultas sinodais, reuniões, relatórios e documentos, chegou o momento de perguntar abertamente quais são esses frutos”.

O Processo Sinodal levou a mais conversões?

“É necessário ter respostas claras e objetivas para as seguintes perguntas: ‘A fé se tornou mais forte? Cristo foi proclamado com maior clareza? A identidade católica se aprofundou? Mais pessoas chegaram à conversão? A Missa dominical passou a ser mais frequentada? Há mais vocações sacerdotais? A catequese se tornou mais vigorosa? Surgiu maior reverência pela Eucaristia? O ensinamento moral da Igreja se tornou mais claro? A coragem missionária aumentou?’”

Não basta responder apenas “quantas reuniões foram organizadas”, “quantos relatórios foram escritos” e “quantas pessoas participaram”, deixando de lado aquilo que é mais importante: a salvação das almas.

Dom Mutsaerts adverte que a conversão é “a grande ausente” do Processo Sinodal.

E a carta prossegue: “Aqui está a fraqueza mais profunda de todo o projeto. A Igreja não existe primordialmente para confirmar as pessoas naquilo que já são. Ela existe para levá-las a Cristo. As primeiras palavras da pregação pública de Jesus não são: ‘Dizei-Me primeiro o que sentis a respeito das atuais estruturas da Igreja’. Mas sim: ‘Convertei-vos e crede na Boa-Nova’”.

A triste realidade que não pode ser negada

A Carta Aberta resume assim a triste situação da Igreja, que não pode ser negada:

“As igrejas estão se esvaziando. Paróquias estão sendo fundidas. Mosteiros estão desaparecendo. Ordens religiosas estão envelhecendo. O conhecimento da fé católica está diminuindo. Para muitos católicos, a confissão praticamente desapareceu. O número de vocações sacerdotais continua baixo em muitos lugares. Muitos batizados quase já não creem nas verdades essenciais da fé. Entre grandes grupos de católicos, a vida sacramental foi gravemente enfraquecida. Diante disso, seria de esperar que uma iniciativa eclesial de alcance mundial se ocupasse primordialmente de uma pergunta: como podemos reconquistar o mundo para Cristo?”

O problema mais profundo: a eclesiologia

Dom Mutsaerts afirma, com razão, que o Processo Sinodal é um processo eclesiológico, uma tentativa de mudar a essência da Igreja:

“Em última análise, portanto, a discussão não é realmente sobre reunir-se. Trata-se da pergunta: o que é a Igreja? É ela primordialmente uma comunidade que busca coletivamente aquilo em que deve se tornar? Ou é primordialmente uma realidade divina que recebeu aquilo que deve ser?”

A Igreja Católica não precisa de um sínodo permanente: precisa de santos

Não são reuniões constantes que superarão a crise na Igreja, mas a santidade. A Carta Aberta prossegue:

“Em última análise, a Igreja Católica não precisa de um sínodo permanente sobre si mesma. Precisa de santos. (…) Pois, em última análise, Cristo não enviou Sua Igreja ao mundo com as palavras: ide e organizai processos sinodais por toda parte. Ele disse: ‘Ide por todo o mundo e proclamai o Evangelho a toda criatura’. Foi assim que a Igreja começou. E, sempre que foi verdadeiramente renovada, foi a partir daí que recomeçou.”

Santo Padre: dai-nos clareza

Diante da enorme confusão em torno da sinodalidade, Dom Rob Mutsaerts conclui sua Carta Aberta com um apelo ao Papa:

“Minha súplica, portanto, é simples: dai-nos clareza. Quando o mundo falar com incerteza, que Pedro fale com clareza. Quando a Igreja se cansar de discussões internas, reconduzi-nos a Cristo. Quando nos perdermos em processos e estruturas, recordai-nos nossa missão. Quando tivermos medo de proclamar o Evangelho em sua plenitude por receio de ofender o homem moderno, recordai-nos as palavras do próprio Pedro: ‘Senhor, a quem iremos? Tuas palavras são palavras de vida eterna’.”

Notas de rodapé

Carta Aberta a Sua Santidade o Papa Leão XIV, de Dom Robert Mutsaerts. Disponível em [https://rorate-caeli.blogspot.com/2026/08/open-letter-to-his-holiness-pope-leo.html](https://rorate-caeli.blogspot.com/2026/08/open-letter-to-his-holiness-pope-leo.html)

Cf. cânon 1752 do CIC.


Fonte: The American TFP — https://www.tfp.org/bishop-rob-mutsaerts-open-letter-to-his-holiness-pope-leo-xiv-in-the-face-of-the-confusion-about-synodality-holy-father-give-us-clarity

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