No dia 31 deste mês, a Santa Igreja celebra a festa de Santo Inácio de Loyola. Em memória dessa significativa data, reproduzimos a seguir um comentário de Plinio Corrêa de Oliveira (em conferência proferida em 30-7-66) sobre o fundador dos jesuítas, em especial sobre o aspecto militar de sua obra, a Companhia de Jesus.

“Santo Inácio de Loyola desejou fundar uma cavalaria que se opusesse à degradação da Cavalaria, como esta se encontrava em sua época no século XVI.

“Ele desejou a restauração da idéia de luta pelo Rei Sagrado contra o herege, seu adversário. Era a volta da sacralização da Cavalaria. Essa foi a idéia de Santo Inácio: uma arqui-sublimação da Cavalaria. Por isso ele concebeu sua ordem religiosa em termos militares. Ou seja, uma Companhia (que naquele tempo queria dizer exército), um exército de Jesus, no qual o chefe era um general — o Geral, que manda em tudo e opera como um general, com uma hierarquia militar e com uma obediência militar.

“O estilo de ação de seu apostolado era militante, combativo e guerreiro. Daí vermos que a Companhia de Jesus foi muito guerreira e muito guerreada, e viveu como uma verdadeira Ordem de Cavalaria”.

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Plinio Corrêa de Oliveira
Homem de fé, de pensamento, de luta e de ação, Plinio Corrêa de Oliveira (1908-1995) foi o fundador da TFP brasileira. Nele se inspiraram diversas organizações em dezenas de países, nos cinco continentes, principalmente as Associações em Defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP), que formam hoje a mais vasta rede de associações de inspiração católica dedicadas a combater o processo revolucionário que investe contra a Civilização Cristã. Ao longo de quase todo o século XX, Plinio Corrêa de Oliveira defendeu o Papado, a Igreja e o Ocidente Cristão contra os totalitarismos nazista e comunista, contra a influência deletéria do "american way of life", contra o processo de "autodemolição" da Igreja e tantas outras tentativas de destruição da Civilização Cristã. Considerado um dos maiores pensadores católicos da atualidade, foi descrito pelo renomado professor italiano Roberto de Mattei como o "Cruzado do Século XX".

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