São Leão IX, modelo de Papa combativo (II)

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Continuamos hoje a conferência do Prof. Plinio sobre o Papa São Leão IX:

Acesse o áudio: https://www.pliniocorreadeoliveira.info/Mult_741029_Papa_Sao_Leao9.htm#.YHzYDmdKiMp

          

“Terminado o prazo, apresentou-se diante de toda a Dieta de Worms reunida e disse que ia fazer uma confissão pública de todos os seus pecados, para perceberem como ele era um pecador que não merecia de nenhum modo ser papa. Ajoelhou-se e fez a confissão pública”.

           “A confissão constava de umas matérias tão leves, que o fato mais grave – que ele considerava pavoroso – diz o biógrafo – que mal dava matéria para um pecado venial. Quando ele terminou, todos se levantaram e o aclamaram. Um bispo que tinha uma tal limpeza de consciência, apenas podia ser ele ser o Papa.

           Então, ele levantou um problema – e esse problema era muito sério: o imperador não tem o direito de nomear papa. O papa só pode ser eleito pelo clero de Roma, na forma canônica, ouvido, quando queria, o povo de Roma. Então, ele iria a Roma e iria consultar se o clero e o povo o queriam como papa. Saiu de lá – os srs. vejam a firmeza do homem – tomou o traje de peregrino, e foi de Worms a Roma, a pé.

           É extraordinário! Porque tem a passagem dos Alpes, com neves eternas, montanhas escarpadíssimas, estradas… caminhos de cabras para transpor. Era considerada sempre um perigo a travessia dos Alpes. Se ele ao menos fosse até o Adriático e descesse depois em barco. Não. Ele fez como penitente, foi a pé até Roma.

           “Mas quando ele chegou a Roma, tal era naquele tempo o prestígio da virtude que ele que esperava chegar como um peregrino desconhecido, quando chegou nas cercanias de Roma encontrou a cidade toda que tinha saído…”

           Cidade de Roma: os srs. calculem duzentos ou trezentos mil habitantes – e que estava esperando a ele.

           “Ele entrou em Roma como peregrino, com as vistas baixos, sem olhar para ninguém, sem dar atenção para ninguém, e foi direto ao túmulo de São Pedro e rezou”.

           Os srs. estão vendo um homem reto, que faz as coisas como devem ser.

           “O povo de Roma quis entronizá-lo aclamando-o; ele disse que não. Que deixava para o dia seguinte, para pensarem ainda. Afinal de contas, chegou no dia seguinte e o povo estava de tal maneira resolvido, que ele aceitou e foi entronizado na Sé Romana”.

           Comparem isso com o que veio depois… as intrigas, a movimentação, as encrencas, as políticas. Aí temos o dinamismo oposto, o que lhes dá a ideia do espírito vigorante naquele tempo e lhe faz tocar com a mão como é possível, como é praticável que o estado de graça seja muito frequente, seja abundante em determinada época, ocasionando atos e gestos verdadeiramente extraordinários.

           Mas há uma coisa que é mais impressionante ainda e da qual eu tratarei daqui a pouco com os srs., levanta um problema mais delicado.

           “Ele tomou por inspiração divina, o título de Leão, considerando que devia à testa da Igreja, lutar como um verdadeiro leão. E mal se entronizou, começou a lutar contra os verdadeiros inimigos da Igreja”.

           Ora, quem ele considerava os verdadeiros inimigos da Igreja? Era a maior parte dos Bispos e dos padres no tempo.

           Havia, no tempo, um abuso péssimo, chamado simonia. A simonia introduziu-se da seguinte maneira: como a indicação dos bispos e dos padres, quer dizer, a propositura dos nomes deles aos Papas,  para serem nomeados, como os srs. viram há pouco, pertencia ora ao imperador, ora ao povo – muitos homens vorazes, querendo ter cargos lucrativos, pagavam o povo ou ao imperador para serem eleitos; para serem bispos; ou para que um filho, um primo, um sobrinho, alguém financeira e politicamente ligado a ele, fosse nomeado bispo, fosse nomeado abade, cardeal. Às vezes subornavam os cardeais, ou o povo de Roma, para elegerem um papa. E comprava-se até a tiara romana.

           Esse processo de escolha não podia deixar de trazer os piores inconvenientes porque eram os mais ordinários que, muitas vezes, iam para o lugar. Havia uma quantidade de bispos e padres desavergonhados, que era uma coisa enorme; de onde um escândalo geral na Cristandade, de um lado e, de outro lado, um amolecimento dos católicos diante das investidas dos pagãos.

           Os pagãos vinham de todos os lados. Eram os normandos que vinham pelo Mar do Norte, depois pelo Atlântico, entrevam pelo estreito de Gibraltar e atacavam o sul da Itália; atacavam em geral a Cristandade; depois era ainda restos de bárbaros, que havia nos países eslavos; depois eram os maometanos que atacavam de todos os lados. A Cristandade precisava lutar. No momento em que ela devia lutar se apresentava extraordinariamente debilitada. E debilidade por isto. Porque no que ela tinha de mais interno, essa venda de cargos eclesiásticos – chama-se a isso simonia, por causa de Simão, o Mago – tinha como consequência uma queda, uma decadência de toda a vida espiritual da Cristandade.

           Ele então reuniu uma série de Sínodos e outros tipos de reuniões eclesiásticas, e começou imediatamente a punir e depor os bispos que não prestassem e a nomear outros bons no lugar, com toda a indignação que os senhores podem imaginar.

           Quando ele estava nesse trabalho e que era uma luta feroz – ele recebeu um aviso de que os normandos tinham invadido o território do qual o Papa era rei – a Apúlia – e que competia a ele, como rei, defender os seus súbditos. Ele então abandonou esses trabalhos, e foi à toda pressa à Alemanha pedir ao Imperador, que era parente dele, que mandasse um exército para defendê-lo.

           O Imperador prometeu e ele desceu então até a famosa Abadia de Monte Cassino, não muito longe de Roma, abadia beneditina das mais célebres do mundo e ficou esperando ali na abadia que o exército imperial chegasse. Qual não foi a surpresa dele quando chega, o que? Apenas 500 alemães, 500 lorenos, aliás; não eram propriamente alemães. É que o exército imperial, quando chegou perto dos Alpes, desistiu de descer. E apenas 500 guerreiros da Lorena desceram.

           No caminho tinham se incorporado a eles alguns contingentes italianos, e havia junto ao papa alguns romanos, que eram parentes, amigos, senhores feudais da região, e que serviam também para engrossar, para fazer o exército de resistência.

           Os normandos chegaram e o exército do Papa ofereceu resistência. Os normandos eram muito mais numerosos, travou-se uma batalha que foi uma carnificina tremenda; os italianos fugiram, mas os lorenos lutaram heroicamente. Mas em certo momento via-se que a resistência deles não adiantava de nada. Então, o rei dos normandos, Roberto Ciscard, resolveu cessar a batalha e dizer que não lutava mais, pois os lorenos estavam derrotados. Os lorenos não tinham remédio, entregaram as armas.

           E o Papa? Agora os senhores vão ver o que é um colosso, propriamente dito. O Papa vai ao campo dos normandos, sozinho; quando chega, é tal a impressão que ele produziu, que os normandos, com o rei à testa, se prosternaram e disseram que queriam se converter, se batizar. E levaram o papa em triunfo à cidade de Benevento e depois à Roma, onde receberam a instrução religiosa e depois todos os guerreiros normandos, com as famílias que traziam, se batizaram e receberam locais em certos pontos do sul da Itália. E ali ficaram. Os senhores estão vendo uma conversão em massa produzida pela presença de um só homem.

           Haveria alguma comparação [com os dias] de hoje a fazer? Grande. O que foram naqueles tempos os normandos, poderiam bem ser hoje os comunistas. Um Papa imbuído da teologia de hoje, quantas concessões faz aos comunistas para não avançarem e quanto cede, e quanto colabora? Um homem de Deus que se aproximasse e se apresentasse aos comunistas, convertê-los-ia como a Roberto Giscard e aos normandos? Deus pode tudo, mas também não seria provável, porque a maldade dos comunistas é incomparavelmente pior do que a maldade dos normandos.

           Mas uma coisa é positiva: Deus nunca abandona os que lutam por ele com coragem e com destemor. Ainda mais quando é seu próprio Vigário. E alguma solução a coisa teria, que não era a solução que temos hoje.

           Vamos comparar as duas lutas e as duas épocas. Comparem São Leão IX com Paulo VI! Comparem os normandos bárbaros, mas ao menos capazes de olhar para um santo e se converterem. Comparem isto com os comunistas de hoje, com a fotografia do Breznev, que o “Estado de S. Paulo” publicou hoje, por exemplo, que coisa terrível! Dir-se-ia que a cabeça daquele homem é a boca do inferno! Comparem uma coisa com outra e os senhores compreendem quanto nós caímos! Mas quanto nós caímos!

           Então, a gente é levado a fazer uma pergunta: não é apenas verdade que os católicos de hoje são muito piores do que os católicos daquele tempo; mas é verdade também que os bárbaros de hoje são incomparavelmente piores do que os bárbaros daquele tempo; mas é verdade também – e aqui está o ponto central da história – que Deus está muito mais ausente dos acontecimentos do mundo do que naquele tempo.

           Naquele tempo Deus suscitava um santo, e na pessoa desse santo Ele impressionava um povo e convertia o povo. Onde está esse santo hoje em dia? E esse santo que houvesse, Deus faria através desse santo esse milagre? Deus está longe, Deus está distante. Esses grandes milagres, esses grandes lances quase não se realizam. A graça parece que está suspensa. Ela brota no fundo de certas almas; no resto é um mundo que Deus rejeitou, que Deus não quer mais; que está marcado para o castigo, marcado para a ruína e para a destruição. Este é o quadro. Enquanto na Idade Média era um mundo agitado, mas que os srs. estão vendo que ia subindo; hoje os senhores têm um mundo angustiado e que vai descendo. Vai descendo, não; já está no fundo de um abismo. E para que outros abismos vai descendo! Que coisa terrível.

           Bem, dos fatos da vida dele, todos mais ou menos nessa linha, eu não a posso dar inteira aqui [da ficha], acho que nenhum é mais marcante de quanto Deus aprovava toda essa energia, do que o modo pelo qual ele morreu.

           “A doença…”

           O biógrafo tem uma muito bonita expressão:

           “doce mensageira da felicidade eterna”.

           Como essa expressão é contrária do paganismo higiênico de nossos dias, do horror da doença de nossos dias; deve-se combater a doença, é evidente, mas há “combater” e “combater” a doença. A expressão eu achei linda!

           “…a doença veio anunciar-lhe que sua hora tinha chegado. No dia 12 de fevereiro de 1054, ele celebrou pela última vez o Santo Sacrifício da Missa e dirigiu à multidão uma exortação comovedora. No dia seguinte…”

           Os srs. vejam que ele sabia que ia morrer.

           “…sabendo que sua hora estava próxima, ele quis ser transportado da cidade Benevento…”

           Era uma cidade de certa importância dentro do território de São Pedro, que era o reinado do Papa.

           “…para Roma. Os normandos reivindicaram a honra de o levar numa liteira”.

           Que esplêndida glória, não é?

           “Foi assim que o Papa voltou ao palácio de Latrão…”

           O Palácio ainda hoje existe e era habitado, neste tempo, pelos papas.

           “…no mês de abril de 1054. Era a época na qual habitualmente ele reunia o Sínodo dos Bispos das províncias eclesiásticas circunvizinhas de Roma. Ele as convocou para o dia 17 de abril.

           “Reunidos, ele lhes disse: Eu me recomendo à Vossa fraternidade porque o tempo de minha dissolução chegou”.

           É uma reminiscência de uma citação, de uma palavra de São Paulo, que dizia que desejava ser “dissolvido”, quer dizer, separada a alma do corpo para se unir a Jesus Cristo.

           “Na última noite – em visão – a glória da Pátria celeste me foi manifestada. Eu reconheci, entre os grupos de mártires, aqueles que morreram na Apúlia em defesa da Igreja…”

           Os lorenos valentes que morreram na Apúlia, em defesa da Igreja, estavam esperando a ele no Céu, na qualidade de mártires. E ele os viu antes de subir ao céu. Os srs. estão vendo que linda reminiscência desse episódio admirável da vida dele.

           “Venha, lhe disseram eles, e permanece entre nós, porque foi por teu intermédio que nós conseguimos a eterna felicidade. Mas uma voz, ao mesmo tempo, se fez entender, dizendo: Não já, mas daqui a três dias somente.

           “No dia seguinte, ele reuniu de novo os Bispos, se colocou numa liteira, e conduzido pelos seus fiéis normandos, em procissão, ele foi à Basílica de São Pedro”.

           Foi para morrer lá. Os srs. podem imaginar que lindo cortejo! Um Papa numa liteira, deitado, os Bispos formando o cortejo, cantando, com certeza, com círios, com velas, e o tropel dos normandos armados e caminhando para a Basílica de São Pedro. Qual a procissão que pode ser mais bonita do que essa? Pergunto: qual a parada, qual o desfile militar pode ser mais bonito do que esse? Não há coisa mais bonita.

           “Prosternado diante do túmulo do Príncipe dos Apóstolos, ele fez uma oração pela Igreja e pela conversão dos pecadores. Quando ele acabou, um aroma delicioso, cujo perfume era superior ao perfume mais puro se exalava da sepultura de São Pedro”.

           Era São Pedro manifestando seu agrado diante desse sucessor digno dele.

           “O Papa permaneceu mais ou menos durante uma hora em contemplação silenciosa”.

           Bispos, normandos e povo… todo mundo em volta.

           “Depois ele mandou trazer pão e vinho. Ele os abençoou, comeu três pedaços de pão, bebeu um pouco de vinho e distribuiu o resto aos assistentes. Ninguém comeu. Todo mundo guardou como relíquia os pedaços de pão que ele distribuiu”.

           É claro! é claro!

           “Levantando-se então, ele se dirigiu para o túmulo que ele mesmo tinha feito preparar para si na Basílica, e disse para os Bispos: Vede, meus irmãos, como é miserável, frágil e efêmera a glória humana; que esse exemplo jamais saia de vossas memórias. Do nada, eu fui levado, um dia, ao que há de mais alto; e agora, eu vou ser reduzido novamente a nada. Terei como moradia esse cárcere escuro e estreito; hoje ainda convosco carne e sangue, amanhã serei poeira e cinza”.

           Que linda pregação! Imaginem os senhores os Bispos em volta, os normandos e todo mundo olhando isto, um homem ainda em vida dizendo isso. Que anúncio da morte, que coisa maravilhosa!

           “Todos os assistentes se puseram em prantos. E o Papa…”

           Uma coisa que os srs. vão ficar pasmos!

           “O Papa os despediu e disse: Venham, amanhã, assistir meu último suspiro.

           “São Leão retirou-se ao palácio próximo, onde passou toda a noite em oração. Na manhã seguinte, sustentado por dois assistentes, ele voltou para a Basílica, e veio se prosternar diante do altar-mor. Estendeu-se sobre uma cama que tinham preparado junto ao altar, fez sinal com a mão para impor silêncio e dirigiu ao povo uma última exortação.

           “Depois chamou os Bispos para junto de si e fez a confissão de seus pecados. Sob sua ordem, um dos Bispos celebrou a Missa e deu-lhe a Comunhão. Depois do que, o Papa, tendo comungado, disse: ‘Fazei silêncio, porque parece que eu vou dormir’. Inclinando a cabeça, ele adormeceu, com uma calma celeste, e acordou no Céu. Ele morreu diante do altar de São Pedro, no dia 19 de abril do ano da graça de 1057.

           (Prof. Fernando Furquim: Ele foi o primeiro papa gregoriano, e tinha como secretário a São Gregório VII).

           No fundo, o inspirador dele era são Gregório VII.

           Os srs. imaginem ter como secretário um papa que… Não se deve comparar santo com santo, de maneira que não se deve comparar papa santo com papa santo; mas assim como se pode dizer, por exemplo, que Luís XIV foi o rei, e que São Luís Rei foi o rei santo por excelência e que Felipe II, por exemplo, foi o espanhol, assim se pode dizer que São Gregório VII foi o Papa. Para mim, quando se fala “o Papa”, o me vem ao espírito é São Gregório VII. Esse era o secretário dele…

           Os srs. imaginem que coisa linda ver um santo olhando outro santo expirar. São Gregório VII, moço ainda, rezando e vendo a alma de São Leão IX subindo ao Céu. São tais alturas, tais grandezas, tais maravilhas, que eu não sei se os senhores sentem a mesma coisa que eu: lendo uma coisa dessas, parece-me que eu descanso um pouco da vida de todos os dias; parece-me que saio de um charco e respiro um pouco. O resultado é que quando acaba tenho a impressão de que volto para o charco…

           Enfim, nós respiramos um pouco o odor das virtudes de São Leão IX. Vamos pedir que ele reze por nós.

           (Pergunta: … o sr. falou da decadência do mundo, mas a Imagem de Nossa Senhora de Fátima parece ser o elo de ligação entre esse mundo e o Reino de Maria que está chegando. O sr. poderia dizer alguma coisa sobre isso?)

           Direi muito rapidamente por que tenho que passar à segunda parte da reunião que é destinada aos mais velhos. Em duas palavras eu acho isso comovedor. Dir-se-ia que Nossa Senhora, não encontrando, por toda a face da terra quem servisse de mensageiro à sua mensagem, assume uma Imagem [referindo-se à Imagem milagrosa de Nossa Senhora de Fatima, que verteu lagrimas em Nova Orleans em 1972 e que se encontrava então peregrinando pelo Brasil, n.d.c.] para fazer esse papel; o que indica, ao mesmo tempo, o quanto Ela está isolada, mas indica a sabedoria, a realeza, a onipotência suplicante dEla, por onde Ela faz as coisas como ninguém imagina. Então, Ela faz aquilo que os homens se recusaram a fazer.

           Por enquanto Ela se exprime por fisionomia. Não se exprimirá de outra maneira depois? Só Deus sabe. Mas o senhor está vendo que é dentro da névoa tremenda de hoje, [que temos] esse raio de luz puríssima, que é a própria fisionomia de Nossa Senhora “falando” aos homens. Quer dizer, empenhada no seguinte: no meio dessa lama toda, desse charco, há almas que Ela quer salvar. Então, Ela faz uma maravilha por essas almas.

           Então, do mais alto do Céu, baixa essa luz e penetra no charco à procura das almas que Ela quer atrair. É uma verdadeira beleza!

Advertência:

Se Plinio Corrêa de Oliveira estivesse entre nós, certamente pediria que se colocasse explícita menção a sua filial disposição de retificar qualquer discrepância em relação ao Magistério da Igreja. É o que fazemos aqui constar, com suas próprias palavras, como homenagem a tão belo e constante estado de espírito:

“Católico apostólico romano, o autor deste texto  se submete com filial ardor ao ensinamento tradicional da Santa Igreja. Se, no entanto,  por lapso, algo nele ocorra que não esteja conforme àquele ensinamento, desde já e categoricamente o rejeita”.

As palavras “Revolução” e “Contra-Revolução”, são aqui empregadas no sentido que lhes dá Dr. Plinio em seu livro “Revolução e Contra-Revolução”, cuja primeira edição foi publicada no Nº 100 de “Catolicismo”, em abril de 1959.

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