Alois Glück Mitglied
Alois Glück Mitglied, presidente do Comitê Central dos Católicos Alemães.

Por ocasião do Sínodo da Família, iniciado no último domingo, o Comitê Central dos Católicos Alemães da ênfase à sua exigência de uma via própria alemã, fazendo dela até mesmo uma pedra de toque do pontificado do Papa Francisco:

Será uma pedra de toque para a ‘mudança pastoral’ conclamada pelo Papa Francisco, se as Conferências Episcopais recebem a liberdade de no âmbito de suas atribuições desenvolver e definir padrões adequados para os curas de almas tratarem segundo o Evangelho pessoas que fracassaram no matrimônio.”

É insuportável que um grêmio de leigos alemães apresente neste tom arrogante semelhantes exigências ao Papa.

A intenção é obvia: já ficou claro que a delegação alemã (Cardeal Marx, Arcebispo Koch e o Bispo Franz-Josef Bode) não consegue impor seu curso liberal à Igreja universal.  A resistência é muito grande na Polônia, na África e em outras regiões.

Agora, a trancos e barrancos, tenta o catolicismo de esquerda alemão fazer com que a Alemanha se torne autônoma da Igreja universal. Dessa forma poderiam Marx & Cia modelar a Igreja local a seu bel prazer.

O Comitê Central dos Católicos Alemães é apoiado neste desiderato pela delegação alemã enviada ao  Sínodo: “Estamos gratos de saber que nesta questão (da autonomia) somos um com os três Bispos e Arcebispos que participam do Sínodo dos Bispos representando a Conferência Episcopal Alemã”, afirma o Comitê Central.

Se conseguirem o que desejam, seria uma catástrofe para a Fé católica na Alemanha.

O catolicismo de esquerda alemão nega abertamente conteúdos fundamentais do Magistério católico. Querem substitui-los pelas teorias loucas de teólogos alemães. Mais autonomia representaria um cisma de facto na Igreja Católica da Alemanha. Mais autonomia levaria a uma ocupação da Igreja por professores universitários de Teologia que não servem a Igreja, mas tão somente a seu próprio orgulho.