Dom Josef Bode quer “reformar” o Sínodo pelas bases

    Dom Franz Josef Bode
    Dom Franz Josef Bode

    Na tentativa de obter autonomia para a Igreja Católica na Alemanha e de distanciá-la do Vaticano, a delegação alemã no Sínodo da Família não poupa nenhum esforço.

    Um dos três delegados, Dom Franz-Josef Bode, bispo de Osnabrück, apresentou a sugestão de que o “o instrumento Sínodo universal” deveria ser reformado e que fosse dado o direito de palavra “aos leigos e especialmente às mulheres” – noticia a Radio Vaticano.

    Essa reforma deveria se dar a nível local.

    A argumentação bizarra de Dom Bode: tais reformas não são fáceis de passar nos níveis mais altos, mas nos níveis locais vão sendo cada vez mais usadas e procuradas.”

    Nisso ele tem razão: nenhum católico normal vai se deixar levar pelas propostas dos católicos de esquerda alemães.

    Dom Franz Josef Bode
    Dom Franz Josef Bode

    Mas a coisa se torna ainda mais grotesca quando um bispo apresenta justamente a Alemanha como um modelo a ser seguido pela Igreja universal: A Igreja Católica na Alemanha é a favor hoje em dia da inclusão de muitos grupos, como se viu nos últimos cinco anos do processo de dialogo, noticia a Radio Vaticano citando Dom Bode.

    O objetivo dos alemães é claríssimo. Eles veem poucas chances de impor suas concepções no âmbito do Vaticano e da Igreja universal. Por isso querem conseguir o maximo de autonomia possível.

    É obvio que isso representaria uma catástrofe para a Fé católica na Alemanha. Pois teólogos e grupos, financiados pelo Estado, como o Comitê Central dos Católicos Alemães (ZdK) ou a União da Juventude Católica  (BDKJ) acabariam ditando as regras.

    Tradução do original alemão: Renato Vasconcelos