A importância das relações familiares pode também, entre diversas razões, ser constada nos benefícios para a saúde que advêm de laços afetivos entre parentes.

Em um estudo realizado nos anos cinquenta, a um grupo de estudantes da Universidade Harvard (na cidade de Cambridge – EUA), escolhidos aleatoriamente, foi solicitado aos alunos que descrevessem o nível de calor de seus relacionamentos com os pais. Cerca de 35 anos depois, foi feita uma verificação de seus registros médicos.

 O psicólogo britânico Prof. David Halpern** [foto ao lado] destacou que: “Entre aqueles que classificaram os relacionamentos com os pais como calorosos e estreitos, um pouco menos da metade (47%) teve doenças graves diagnosticadas na meia-idade; mas entre aqueles que descreveram os relacionamentos com os pais como tensos e frios, todos (100%) tinham doenças graves diagnosticadas na meia-idade”.

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Fonte: David Halpern, Social Capital, Polity Press: Cambridge, 2005, p. 81).

* John Horvat II, é vice-presidente da TFP norte-americana, autor do best-seller “Return to Order”.

** David Halpern foi professor de ciências sociais humanas na Universidade de Cambridge. Atualmente ele supervisiona a resposta do governo do Reino Unido à pandemia de coronavírus como parte do Grupo Consultivo Científico para Emergências, concentrando-se em mudanças comportamentais.

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