Infanticídio em povos indígenas põe em xeque o Sínodo da Amazônia

Nosso site já comentou a infeliz resposta dada pelo Cardeal Pedro Barreto ao periodista suíço Giuseppe Rusconi, na coletiva de imprensa, 8 de outubro, em Roma.

Giuseppe Rusconi indagou: “um dos leitmotiv deste Sínodo é a apresentação dos povos indígenas, como se vivessem no Paraíso Terrestre, antes do pecado original.” É sabido que cerca de 20 povos indígenas praticam o infanticídio.

“Pergunto aos senhores se os direitos humanos têm um valor universal ou se valem para uns e não para outros”, concluiu Rusconi. https://ipco.org.br/sinodo-em-cheque-mate-a-pergunta-indesejada-e-a-questao-infanticidio-cuidadosamente-escondida/

Na resposta, o Cardeal Pedro Barreto, — declarando-se a favor da vida —  afirmou não ter conhecimento de infanticídio indígena, acrescentando que, a afirmação — de que havia cerca de 20 povos indígenas praticavam o infanticídio, — precisava de provas.

Rusconi apresentou 4 provas concludentes, inclusive um artigo publicado em site do CIMI, que em seguida foi retirado do ar.

Mais dois bispos falam do infanticídio entre tribos indígenas

Dias depois, dois bispos, também na coletiva de imprensa, 10 de outubro, dão depoimentos sobre o infanticídio nas tribos indígenas.

           “Vaticano, 10 Out. 19 / 01:50 pm (ACI).- O Bispo Prelado de Itaituba (Brasil), Dom Wilmar Santin, comparou o aborto que se comete “na civilização” com os infanticídios que, tal como denunciou um chefe nativo, são realizados em alguns povos indígenas da Amazônia.

Na coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira, 10 de outubro, na Sala de Imprensa do Vaticano, o Prelado brasileiro explicou que o povo indígena dos Mundurucus, ao qual serve, distinguia-se por serem “muito guerreiros e muito bélicos. Quando matavam seu adversário ou inimigo, cortavam a sua cabeça e a levantavam como um troféu. E tinham o costume de certas coisas na hora do nascimento. Se nascesse uma criança defeituosa, a parteira lhe torcia o pescoço e a criança morria”.

“Se nascessem gêmeos, eles diziam que um era do mal e o outro do bem. Então, matavam o segundo e, em alguns casos, matavam os dois; e, se nascesse de uma mãe solteira, na hora que a criança nascia, esta morria porque diziam que ‘criança sem pai não vale nada’”, continuou o prelado.

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Ainda ACI: “Sobre o tema, o Vigário Apostólico de Mitú (Colômbia), Dom Medardo de Jesús Henao del Río, explicou que no departamento amazônico de Vaupés “temos a evangelização desde 1914. Antes, havia esse costume das crianças com defeitos ou gêmeos. Nesse caso, um dos dois era deixado para ser comido pelos animais ou pelas formigas”.

“No acompanhamento da Igreja com a atenção às crianças, continuou o Bispo colombiano, “os sacerdotes começaram, de maneira muito titânica, a visitar comunidade por comunidade e foram educando neste sentido, de mostrar-lhes que, a partir da ciência, não era um fenômeno e não havia um duende ou espírito encarnado na mulher”.

Para surpresa do Cardeal Pedro Barreto

Continua ACI: “Ambos os bispos participaram da coletiva na Sala de Imprensa dois dias depois da participação do Arcebispo de Huancayo (Peru) e vice-presidente da REPAM, Cardeal Pedro Barreto, que, ao ser perguntado (pelo periodista suíço Giuseppe Rusconi) sobre o tema, negou que o infanticídio ainda aconteça entre os povos amazônicos”.

“Afirmar o que você disse me surpreende. Eu nunca ouvi dizer que neste momento existem 20 povos amazônicos praticando infanticídio. Isso não pode ser afirmado tão facilmente, porque isso indica uma situação selvagem. Eu não conheço isso. E o digo com toda força e com toda clareza. Às vezes se lançam coisas que normalmente não deveriam ser ditas, a não ser que você me prove e me diga em tais e tais povos”, disse o Purpurado na coletiva de imprensa realizada em 8 de outubro”.

A denúncia do cacique Macuxi, em evento promovido pelo IPCO, em Roma

A declaração do Cardeal contrasta também com o que foi dito pelo chefe da tribo Macuxi no Brasil, Jonas Marcolino, que em 5 de outubro disse que na Amazônia “o canibalismo acabou, mas o assassinato de crianças não. Pensei muito sobre isso. De acordo com a religião tradicional (indígena), quando uma criança nasce com um defeito, ela é enterrada viva, e isso continua”.

Continua o cacique Macuxi, lamentando os erros da neo missiologia: “Essas coisas estavam acabando; mas agora, com a ideia de que temos que voltar ao primitivismo, permanecem”, disse o líder da Amazônia numa conferência intitulada “Amazon: The Stakes”, organizada em Roma pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, que faz parte do Movimento Tradição, Família e Propriedade do Brasil”.   https://www.acidigital.com/noticias/bispo-compara-aborto-na-civilizacao-com-infanticidio-praticado-na-amazonia-33593

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Esperamos que, em consequência das afirmações de dois bispos (presentes no Sínodo), das provas apresentadas pelo periodista suíço Giuseppe Rusconi, das denúncias do cacique Macuxi, finalmente, o Cardeal Pedro Barreto (vice-presidente da REPAM) mude suas convicções equivocadas sobre os povos indígenas.

E use de sua elevada condição de Cardeal, vice-presidente da REPAM, para promover efetivamente a catequização, a civilização de nossos índios amazônicos.

Somente assim, os povos indígenas realizarão sua missão dada por Deus e se integrarão como um fator dinâmico para a grandeza do nosso Brasil.

3 COMENTÁRIOS

  1. Culturas Indígenas são de muito difícil entendimento para povos não-índios. A propósito, estude-se em Les Essais, de Montaigne, o texto DOS CANIBAIS. Escrito no século XVI. Então, como Pensar Cultura Indígena? Óbvio que não gostaríamos, jamais, que os nossos Irmãos Índios perpetrassem tais atos culturais que entendemos contra a VIDA. Perdemos a oportunidade de erradicá-los no século de Montaigne, mas os colonizadores “cristãos” preocuparam-se em roubar a terras dos Índios, escravizá-los, violentar as suas mulheres, assassinar as suas crianças – inclusive recém-nascidas – e os seus idosos. Agora, como pensar os infanticídios praticados sob os viadutos das grandes metrópoles brasileiras por mulheres trucidadas pela fome, pelo abandono, pela miséria extrema e pela repressão policial? Como pensar os infanticídios ocorridos nas cracolândias em que mães usuárias de drogas agonizam à margem da atenção do Estado de Direito? Como pensar os juvenicídios perpetrados pela ROTA nas periferias de São Paulo? O Sínodo da Amazônia, também, pode nos levar a botar o dedo nessas feridas. E aí vai doer!

    José Plínio de Oliveira
    (Serrinha-Bahia)

    • José Plinio, obrigado por entrar com sua colaboração. Veja que o infanticídio e o canibalismo eram frequentes e fazim parte da cultura de diversas tribos. Trata-se, portanto, de um fenômeno coletivo. Quanto à comparação com nossas grandes metrópoles, como você observa não são frutos da Civilização Cristã. São, na verdade, frutos do neo paganismo, da falta de evangelização ou do abandono das práticas cristãs. São, portanto, fenômenos muito diversos. Nas tribos indígenas o infanticidio ou canibalismo são parte de cultura pagá deles. Os problemas da civilização moderna, pelo contrario, é fruto do abandono de Nosso Senhor Jesus Cristo.

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