Lula Miami HeraldEu, como a maioria dos habitantes deste mundo globalizado, não escapo de receber em minha caixa postal eletrônica spans. Irritam, dispende tempo na tarefa de apagá-los.

Às vezes acontece de uma dessas mensagens chamar a atenção e você clica para apenas “dar uma olhadinha”. O resultado pode ser desastroso caso lhe remetam a um site malicioso ou inoculem um vírus, malware, trojans, keylogger e outros bichos, resultando em que você se arrepende de ter um computador ou se esquece do dito que diz “homem não chora” e o manda às favas.

Não aconteceu com esta mensagem encabeçada com “só estou repassando”, assim, não me resta alternativa a não ser seguir o gesto globalizado:

Só estou repassando …

Um embaixador americano explica porque seu governo espiona Dilma

por Rodrigo Constantino

Carlos Alberto Montaner é um jornalista e escritor cubano, autor do clássico e imperdível Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano, em parceria com o peruano Alvaro Vargas Llosa e o colombiano Plinio Apuleyo Mendonza. Em sua coluna no Miami Herald, ele conta que um antigo embaixador americano lhe confidenciou porque o governo Dilma é espionado pelo governo americano.

Sua resposta não poderia ser mais franca e direta:

Do ponto de vista de Washington, o governo brasileiro não é exatamente amigável. Por definição e história, o Brasil é um país amigo que ficou do nosso lado durante a II Guerra Mundial e na Coréia, mas seu atual governo não é.

O embaixador pediu para não ter seu nome revelado, pois isso iria gerar um grande problema para ele. Mas autorizou que o jornalista, de quem é amigo, transcrevesse a conversa, sem citar a fonte. O embaixador conhece mais o nosso governo do que nossa imprensa, pelo visto. Diz ele (tradução livre):

Tudo que você tem a fazer é ler os registros do Foro de São Paulo e observar a conduta do governo brasileiro. Os amigos de Luis Inácio Lula da Silva, de Dilma Rousseff e do Partido dos Trabalhadores são os inimigos dos Estados Unidos: a Venezuela chavista, pela primeira vez com (Hugo) Chávez e agora com (Nicolás) Maduro; Cuba de Raúl Castro, Irã, a Bolívia de Evo Morales, Líbia nos tempos de Kadafi; Síria de Bashar Assad.

Em quase todos os conflitos, o governo brasileiro concorda com as linhas políticas da Rússia e da China, em oposição à perspectiva do Departamento de Estado dos EUA e da Casa Branca. Sua família ideológica mais parecida é a dos BRICS, com quem ele tenta conciliar sua política externa.

A grande nação sul-americana não tem nem manifesta a menor vontade de defender os princípios democráticos que são sistematicamente violados em Cuba. Pelo contrário, o ex-presidente Lula da Silva, muitas vezes leva os investidores a ilha para fortalecer a ditadura dos Castros. O dinheiro investido pelos brasileiros no desenvolvimento do super-porto de Mariel, próximo a Havana, é estimado em US $ 1 bilhão.

A influência cubana no Brasil é secreta, mas muito intensa. José Dirceu, ex-chefe de gabinete e o ministro mais influente de Lula da Silva, tinha sido um agente dos serviços de inteligência cubanos. No exílio em Cuba, ele teve o rosto cirurgicamente alterado. Ele voltou para o Brasil com uma nova identidade e funcionou nessa condição até que a democracia foi restaurada. De mãos dadas com Lula, ele colocou o Brasil entre os principais colaboradores com a ditadura cubana. Ele caiu em desgraça porque ele era corrupto, mas nunca recuou um centímetro de suas preferências ideológicas e de sua cumplicidade com Havana.

Algo semelhante está acontecendo com o professor Marco Aurélio Garcia, atual assessor de política externa de Dilma Rousseff. Ele é um contumaz anti-ianque, pior do que Dirceu mesmo, porque ele é mais inteligente e teve uma melhor formação. Ele fará tudo o que puder para frustrar os Estados Unidos.

Mas isso não é tudo. Há outras duas questões sobre as quais os Estados Unidos querem ser informados sobre tudo o que acontece no Brasil, pois, de uma forma ou de outra, elas afetam a segurança dos Estados Unidos: a corrupção e as drogas.

O Brasil é um país notoriamente corrupto e tais práticas afetam as leis dos Estados Unidos de duas maneiras: quando os brasileiros utilizam o sistema financeiro americano e quando eles competem de forma desleal com empresas norte-americanas, recorrendo a subornos ou comissões ilegais.

A questão das drogas é diferente. A produção de coca boliviana se multiplicou cinco vezes desde que Evo Morales assumiu a presidência, e a saída para essa substância é o Brasil. Quase tudo acaba na Europa, e os nossos aliados nos pediram para obter informações. Essa informação, por vezes, está nas mãos de políticos brasileiros.

A pergunta final feita por Montaner foi se o governo americano continuaria espionando o brasileiro. A resposta do embaixador não poderia ser mais objetiva: “Claro, é nossa responsabilidade para com a sociedade americana”.

 

4 COMENTÁRIOS

  1. Não disse e nem acrescentou nada aos que participam das transformações do Estado brasileiro e já conhece estes fatore e muitos outros, se bem que esta seja uma pequena parcela do povo, a grande massa, esta não consegue responder nem por si só. Minha preocupação é quanto a bagunça generalizada que ocorre nas manifestações. Ainda estamos sob um terreno de período colônia (lado ruim), seria muito bom um sistema monarquista, pelo menos teríamos, honra, moral, dignidade, família tradicional, menos corrupção e orgulho de ser brasileiro. Srs. o bolivarianismo não esta próximo, ele já esta implantado no Brasil e um partido político junto com seu asseclas tomaram conta do Estado através de um aparelhamento nunca antes visto em nossa história.

  2. Muito boa matéria !! é bem clara e pedagógica, especialmente para aqueles que não querem ver e nem entender o que está acontecendo com este grande Brasil e também de um modo geral em nossa América Latina,os arautos da destruição, a mentira, a difamação, a intriga os complots a violência direta e a disfarçada e por aí van os ensinamentos e métodos da velha cúpula do kremlin e do polit bureau uma nota 100 merece IPCO !!

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