O presidente Donald Trump escolheu Barrett, — uma mãe católica de sete filhos amplamente considerada uma originalista pró-vida — o seu terceiro nomeado para a mais alta corte do país, para substituir a juíza de esquerda Ruth Bader Ginsburg após sua morte no mês passado.

O valor efetivo da pressão da opinião pública conservadora

Felizmente, os conservadores americanos souberam fazer sentir o seu peso. E a esquerda, como sempre, quis adiar o preenchimento da vaga na Suprema Corte para a pós eleição presidencial.

Essa é uma lição para nós, brasileiros. Historicamente, o movimento conservador americano precedeu a ressurreição brasileira — que derrotou a esquerda nas Ruas e nas Urnas — de algumas décadas. Destacados membros da chamada “Nova Direita” estiveram no Brasil, nos anos 80, para tomar contato com o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira.

Em seu livro, Projeto de Constituição Angustia o País, recomendava o Prof. Plinio o acompanhamento dos projetos em curso no Legislativo, lobby em favor das causas de família e propriedade, e pressão contra os projetos de esquerda.

A esquerda serviu-se da pandemia para impedir o movimento conservador de ocupar as ruas. Saibamos pressionar dentro da Lei, esse é o nosso dever, essa é a nossa dívida com o Brasil autêntico.

Quem é Amy Coney Barrett?

LifeSiteNews: “Uma mãe católica de sete filhos amplamente considerada uma originalista pró-vida, Barrett era membro do grupo Notre Dame’s Faculty for Life, teria assinado outra carta publicada pela Lei Becket criticando o mandato de contracepção do governo Obama e assinado um anúncio de 2006 declarando “Nós … nos opomos ao aborto sob demanda e apoiamos o direito à vida desde a fertilização até a morte natural.” Ela também escreveu vários artigos críticos da doutrina stare decisis, que confere peso ao status de decisões anteriores como precedentes, independentemente de terem sido decididas corretamente.”

A votação final foi de 52 a 48 e, como esperado. O vice-presidente Mike Pence, em última análise, não foi necessário para lançar um voto de desempate.

O silêncio contrafeito ou oposição das feministas

Mais uma vez fica provado que feministas não são pelas mulheres … se estas forem conservadoras. Onde está a comemoração das feministas, no mundo inteiro, por verem uma mãe católica, antiaborto, na Suprema Corte?

A vice de Biden, Kamala Harris, fez um discurso prolixo sobre o aborto na audiência de Barrett.

A senadora republicana Lisa Murkowski, do Alasca, pró aborto, votou contra Barrett. Nas votações processuais na sexta e no domingo, Murkowski votou contra o avanço do processo de confirmação.

A reação jubilosa feminina conservadora

Continua LifeSiteNews: “As mulheres conservadoras que tenho visitado por todo o país em nossa excursão de ônibus‘ Mulheres por Amy ’comemoram ruidosamente por este marco histórico para as mulheres”, comentou Penny Nance da Concerned Women for America, chamando Barrett de “uma inspiração para milhões”.

“Uma mulher conservadora, constitucionalista e pró-vida na Suprema Corte é o motivo pelo qual votamos em Donald Trump. Parabenizamos a juíza Barrett e estamos orando por ela e sua família. A tarefa que temos pela frente será difícil, mas temos plena confiança em suas habilidades como jurista ”.

A diretora da Planned Parenthood que virou defensora pró-vida, Abby Johnson, comentou:

“Vou me lembrar deste dia em que Amy Coney Barrett, uma mulher realizada por seus próprios méritos, alcançou o auge de sua profissão ao criar uma família, assumindo seu papel de esposa e demonstrando que tudo é possível sem aborto. Suas audiências de confirmação foram um testamento por si só de sua mente jurídica astuta, sua compaixão pelos outros e capacidade de cumprir seu papel como a próxima juíza da Suprema Corte.

“O presidente Trump escolheu bem e Amy Coney Barrett esperançosamente permanecerá na Corte por muitas décadas, protegendo a Constituição como foi escrita e protegendo a vida inocente em todos os seus belos estágios. Quando ela for jurada no Tribunal esta noite, uma foto inesquecível dela estará em nossos livros de história: uma que mostra Amy Coney Barrett cercada por seus maiores apoiadores, seu marido e filhos, comprometendo-se a interpretar a lei como ela está escrita. Ela fez tudo isso abraçando sua própria feminilidade, não a rejeitando. “

“A confirmação do juiz Barrett marca uma virada na luta para proteger as crianças e mães que ainda não nasceram”, disse Marjorie Dannenfelser, presidente da Susan B. Anthony List. “O povo americano agora pode ver um raio de luz no fim de um túnel escuro, quando a Suprema Corte pode finalmente devolver ao povo a capacidade de promulgar leis que reflitam seus valores e salvem vidas.”

Lições para o nosso Brasil: façamos valer nossa força conservadora

Cá e lá a esquerda usa processos semelhantes, porque sempre escusos, desleais. Perguntamos: por que as Pautas Conservadoras não são postas em votação na Câmara dos Deputados? Façamos a pressão, dentro da Lei, para valer nossos direitos.

O citado livro do Prof. Plinio sobre a Constituinte de 87 afirma:

“… a relação entre o eleitor e o candidato por ele sufragado é, em essência, a de uma procuração. O eleitor confere ao candidato a deputado ou senador de sua preferência um mandato para que exerça o Poder Legislativo segundo o programa que este deve expor normalmente ao conhecimento do eleitorado durante a campanha eleitoral: programa este que se supõe que o eleitor tenha lido previamente, e que ratifica ao dar seu voto ao candidato em questão.

Deputados ou senadores são mandatários, não são ditadores

“Uma vez eleito, o deputado ou senador é assim um procurador ou mandatário do eleitor. É o executor da vontade deste. Ele será um procurador fiel se agir de acordo com o programa eleitoral com o qual se apresentou às urnas. E será infiel, caso se desinteresse de fazer prevalecer seu programa nos debates parlamentares.

“Ou, pior ainda, caso se manifeste ou vote contra esse programa em relação ao qual assumiu para com o corpo eleitoral um compromisso sagrado de fidelidade.

“Análogas afirmações cabem quanto às eleições para o preenchimento de vagas no Poder Executivo: isto é, em nosso País federativo, as vagas para a Presidência da República, os governos estaduais e as prefeituras municipais.” (pg 10)

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A vitória pró família, pró vida com a nomeação Barrett à Suprema Corte americana representa um avanço, é um grande passo na batalha dos conservadores em todo o Orbe. Saibamos aproveitar a lição, recobremos nossas forças e façamos valer os nossos direitos, os direitos de Deus, a observância da Lei Natural: família e propriedade são fundamentados no Decálogo, no ensinamento perene da Santa Madre Igreja.

O Brasil nasceu católico, sob o Signo da Cruz, com a celebração da Santa Missa. O Cristo Redentor e Nossa Senhora Aparecida nos guiem para a realização de nossa Providencial Missão junto a nossos irmãos latino americanos e exemplo para as Nações livres do mundo.

Fonte: https://www.lifesitenews.com/news/senate-confirms-amy-coney-barrett-fo-united-states-supreme-court

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