Artigos sobre a situação brasileira.
Dom Bertrand trata dos assuntos polêmicos que os candidatos destas eleições se abstiveram com o aborto, a reforma agrária e o Programa Nacional de Direitos Humanos, PNDH-3
Nos conturbados anos de 1960, alastrava-se pelo País uma agitação agrária... quase toda ela feita na cidade.
Imprensa, rádio e TV se ocupavam do problema. Era assunto corrente nas tribunas, nos meios políticos, nas universidades... e igualmente nas sacristias.
Textos incendiários – como a poesia abaixo, de Vinicius de Morais – eram publicados em jornais da corrente comuno-progressista, de que era exemplo característico o semanário "Brasil, Urgente", dirigido por Frei Josaphat, O.P.:
Os serviços de extensão rural existem há décadas no Brasil. Simplificando muito a questão, nas últimas décadas vêm coexistindo duas visões paradigmáticas de ATER.
Uma que defende a implantação de modelo de desenvolvimento rural.
Lastreada no aumento da produtividade por meio da difusão de técnicas, de sementes melhoradas, de fertilizantes e defensivos eficazes, de preservação ambiental por meio de manejos adequados, num contexto de economia capitalista (maximação dos lucros) à procura de maior eficiência administrativa e racionalidade empresarial.
O moloch burocrático que envolve atualmentre a Reforma Agrária se vê refletido num organograma do complexo Ministério do Desenvolvimento Agrário-INCRA.
Há 30 superintendências regionais com a finalidade de coordenar e executar as ações do INCRA nos Estados.
Por sua vez, cerca de 500 empreendedores sociais têm como principal atividade a articulação de parcerias com prefeituras, conselhos municipais e organizações sociais visando à implementação de projetos de assentamentos sob sua supervisão.
Em ano ruim, o agronegócio poderá salvar as contas externas do País. A exportação de cana trará us$ 12 bi, a de laranja, us$ 2 bi, a de carne bovina, us$ 5 bi, a de café, us$ 5 bi.
É provável que o agronegócio traga mais de us$ 70 bi ao país neste ano. Quero compartilhar com o leitor da Folha um incômodo.
Por interesses distintos e por falta de conhecimento, insiste-se em contrapor no Brasil três coisas que não são contrapostas e que atrapalham nosso planejamento e nosso desenvolvimento.
O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) negou recurso do município de Sete Quedas (MS) que pedia o cancelamento dos estudos de identificação e delimitação de terras indígenas em sua área.
O desembargador Henrique Herkenhoff, relator do processo, indeferiu pedido de liminar e afirmou que o município confunde interesse financeiro com interesse jurídico, ao invocar direito de propriedade de terceiros (proprietários de terras).