Destaque 1

No dia 19 de setembro, “Civiltà Cattolica”, a principal revista da Companhia de Jesus, simultaneamente com outras publicações da mesma Ordem, publicou uma entrevista concedida pelo Papa Francisco, a qual foi comentada favoravelmente pela mídia internacional.

O impacto da entrevista sobre a opinião pública foi enorme e deu origem a muito debate. Inúmeros setores católicos conservadores ficaram perplexos, enquanto os secularistas — incluindo os movimentos abortista e pró-homossexual — lhe deram um surpreendente apoio.

Causaram particularmente escândalo as afirmações do Papa de que “não podemos insistir somente sobre questões ligadas ao aborto, ao casamento homossexual e ao uso dos métodos contraceptivos. Isto não é possível”. E que “uma pastoral missionária não está obcecada pela transmissão desarticulada de uma multiplicidade de doutrinas a se impor insistentemente”.(1)

Posteriormente, no dia 1º de outubro, o mesmo Soberano Pontífice concedeu uma entrevista ao jornalista e político ateuEugenio Scalfari, fundador do jornal secularista radical “La Repubblica”.(2) [foto no topo]

O destaque desta última entrevista foi para as afirmações do Papa de que “não existe um Deus católico”; de que o proselitismo “é um solene disparate” (solenne sciocchezza); de que ao encontrar um clerical, ele (o Papa)se “torna imediatamente anticlerical”;deque cada um pode seguir a sua concepção do bem e do mal; de que os chefes da Igreja foram com frequência narcisistas, etc.

Não foi empenhada a infalibilidade

O porta-estandarte do movimento abortista nos Estados Unidos, a National Abortion and Reproductive Right Action league - Naral - Pro-Choice America, colocou uma nota de agradecimento ao Papa em sua página do "Facebook"
O porta-estandarte do movimento abortista nos Estados Unidos, a National Abortion and Reproductive Right Action league – Naral – Pro-Choice America, colocou uma nota de agradecimento ao Papa em sua página do “Facebook”

É bem evidente que em tais entrevistas o Papa não fez uso de sua prerrogativa de infalibilidade, isto é, não falou empenhando sua suprema autoridade apostólica, nem definiu doutrinas em matéria de fé e moral que devem ser aceitas por toda a Igreja.(3)

“Lifesitenews.com” publicou estudo de um teólogo romano especializado em eclesiologia, que após explicar que as entrevistas do Papa não envolvem infalibilidade, afirmou:

“Nós podemos olhar para as palavras e ações do Papa e, com espírito de humildade e caridade, chegar à conclusão de que elas não são de nenhuma ajuda particular, ou que são positivamente contraproducentes e mesmo perigosas. Nesse caso, podemos ter a obrigação de nos pronunciar ou mesmo de resistir ao Papa. Eu digo podemos: uma pessoa não tem sempre a obrigação de agir, especialmente quando percebe que a ação não resultará em um bem, ou que ela poderia, inclusive causar um mal maior”.(4)

O movimento abortista agradece ao Papa

A freira Jeanniane Gramick, co-fundadora do New Ways Ministry, uma organização oposta à doutrina católica em relação à prática homossexual, contou que chorou de alegria ao ler a entrevista do Papa
A freira Jeanniane Gramick, co-fundadora do New Ways Ministry, uma organização oposta à doutrina católica em relação à prática homossexual, contou que chorou de alegria ao ler a entrevista do Papa

O porta-estandarte do movimento abortista nos Estados Unidos, a National Abortion and Reproductive Rights Action League — NARAL-Pro-Choice America, colocou uma nota de agradecimento ao Papa em sua página do “Facebook” com os dizeres:

“Caro Papa Francisco: Obrigado. Assinado, mulheres pró-escolha de todas as partes. NARAL Pro-choice America”.(5)

Por seu lado, Carmen Barroso, diretora regional da International Planned Parenthood Federation — Western Hemisphere Region, que promove o aborto em todo o mundo, escreveu esta carta ao Editor de “The New York Times”, publicada em 21 de setembro:

“Nós saudamos o desejo do Papa Francisco de encontrar ‘um novo equilíbrio’ dentro da Igreja Católica e assegurar que ela seja verdadeiramente um ‘lar para todos’.

“O reconhecimento de que a Igreja está fora do ritmo dos tempos modernos não poderia chegar em momento melhor: quando os líderes mundiais estão reunidos nas Nações Unidas para discutir os parâmetros da agenda do novo desenvolvimento global e da saúde, em que os direitos das mulheres e dos jovens devem ser priorizados. Isso significa assegurar acesso a uma ampla educação sexual, contracepção e facilidades para o abortoseguro —necessidades às quais o Vaticano tem se oposto com veemência.

“Nós esperamos que este seja um passo adiante na linha de tornar as violações dos direitos reprodutivos e sexuais uma coisa do passado.”(6)

Em uma entrevista à Rede de televisão MSNBC, a freira Jeannine Gramick [foto], co-fundadora do New Ways Ministry, uma organização oposta à doutrina católica em relação à prática homossexual, contou que chorou de alegria ao ler a entrevista do Papa.(7)

Da mesma maneira, Marianne T. Duddy-Burke (“casada” com uma ex-freira), (8) diretora executiva do movimento homossexual “católico” DignityUSA, declarou: “LGBTs católicos e seus aliados se regozijarão com a conclamação do Papa para que os líderes da Igreja focalizem mais em ser pastores do que aplicadores de leis. Esperamos que os bispos atendam a essa diretriz e cessem imediatamente suas campanhas anti-LGBT, [como também] as demissões de empregados da Igreja pelo que eles são[isto é, por serem homossexuais], os ataques às pessoas que questionam os ensinamentos oficiais [da Igreja], e a retórica exclusiva e crítica que muito frequentemente se ouve dos púlpitos”. E continua: “O Papa não teve ambiguidades: abandonem as intimidações dos púlpitos e acompanhem seu povo.” (9)

Confusão entre os católicos

D. Charles Chaput, Acerbispo de Filadélfia: "As [mensagens] mais comuns eram os emails de catequistas, de pais e de católicos comuns que se sentiam confusos pelas manchetes da mídia sugerindo que a igreja, de algum modo, tinha mudado seu ensinamento numa variedade de questões morais."
D. Charles Chaput, Acerbispo de Filadélfia: “As [mensagens] mais comuns eram os emails de catequistas, de pais e de católicos comuns que se sentiam confusos pelas manchetes da mídia sugerindo que a igreja, de algum modo, tinha mudado seu ensinamento numa variedade de questões morais.”
Por sua vez, o Arcebispo de Filadélfia, D. Charles Chaput [foto], na sua coluna de 25 de setembro no jornal diocesano, diz que entre as mensagens que recebeu sobre a entrevista do Papa:

“As mais comuns eram os emails de catequistas, de pais e de católicos comuns que se sentiam confusos pelas manchetes da mídia sugerindo que a Igreja, de algum modo, tinha mudado seu ensinamento numa variedade de questões morais.”

E exemplifica: “Ouvi de uma mãe de quatro filhos — um adotado, outro deficiente desde o nascimento — e que passou anos aconselhando jovens grávidas [a não abortarem] e abrindo clínicas pró-vida. Ela queria saber por que o Papa parece rejeitar os seus sacrifícios. Um padre disse que o Papa ‘implicitamente acusou de serem obtusos seus irmãos no sacerdócio que tomam com seriedade os problemas morais’ e que ‘[se você é um padre], ser moralmente sério é mais provável que venha a ser agora classificado publicamente como um problema.’ Um outro padre escreveu que ‘o problema é que [o Santo Padre] torna feliz as pessoas erradas, pessoas que nunca irão acreditar no Evangelho e continuarão a perseguir a Igreja’”. (10)

“Questões sobre as quais devemos ser incisivos”

Em uma declaração ao jornal “The Press Democrat”, de Santa Rosa (Califórnia), o bispo dessa cidade, Dom Robert Vasa [foto], disse que não tem visto obsessão a respeito do aborto, contracepção e homossexualidade.E comentou:

“Conheço pessoas — entre as quais certamente me incluo — que acreditam firmemente que essas são questões culturais fundamentais sobre as quais se deve ser incisivo”. E acrescentou: “Mas eu não estou obcecado com elas. A grande maioria das coisas que escrevo não inclui os temas da contracepção ou do divórcio e novo casamento”.

Ele se pergunta: “Há uma necessidade de se pregar sobre essas questões?” E responde com firmeza: “Não há dúvida”. (11)

A moral católica, conjunto de doutrinas desconjuntadas?

Em carta publicada num boletim católico na Internet, Germain Grisez, professor emérito de Teologia Moral no Seminário Mount Saint Mary, de Maryland, e autor de inúmeros livros sobre a matéria, fez o seguinte comentário:

“Qual a razão de dizer que o ministério pastoral da Igreja não pode estar obcecado com a ‘transmissão desarticulada de uma multiplicidade de doutrinas a se impor insistentemente’? Fazer essa afirmação sugere, infelizmente, uma caricatura dos ensinamentos dos recentes pontificados. […] A frase é impactante. Ela repercute no nosso íntimo. Mas se ela foi sugerida por um espírito, não foi o Espírito Santo, porque ela confunde e engana”.(12)

“Obsessão” ou “dedicação”?

O bispo de Santa rosa(Califórnia), Dom Robert Vasa, disse que não tem visto obsessão a respeito do aborto, contracepção e homossexualidade. E comentou: "Conheço pessoas - entre as quais certamente me incluo - que acreditam firmemente que essas são questões culturais fundamentais sobre as quais se deve ser incisivo".
O bispo de Santa rosa(Califórnia), Dom Robert Vasa, disse que não tem visto obsessão a respeito do aborto, contracepção e homossexualidade. E comentou: “Conheço pessoas – entre as quais certamente me incluo – que acreditam firmemente que essas são questões culturais fundamentais sobre as quais se deve ser incisivo”.

A Dra. Janet E. Smith, professora de Teologia Moral no Seminário Maior do Sagrado Coração, em Detroit, no Michigan, disse que se sentiu “perturbada” com o comentário do Papa de que há uma “obsessão” em relação ao aborto, à homossexualidade e à contracepção, porque ela passou a maior parte de sua vida tratando dessas questões. Mas, diz que, em vez de “obsessão”, ela crê que foi a “dedicação” e o “empenho” que a levaram a tratar dessas matérias. E explica: “Ajudar as pessoas a entender por que o aborto, a contracepção e os atos homossexuais não estão de acordo com os planos de Deus para a felicidade humana é um meio muito efetivo de tornar as pessoas mais próximas de Jesus e da Igreja e é por isso que passei a maior parte de minha vida adulta evangelizando dessa maneira.”

Pensam do mesmo modo as legiões de lutadores pela vida, os educadores dos métodos naturais de planejamento familiar e de abstinência sexual, e aqueles que se dedicam em organizações comoCoragem, que ajudam pessoas com tendências homossexuais a viverem castamente e que se sacrificam por amor a Deus e à Igreja. A Dra. Janet diz que pode haver um ou outro exagero, mas que ela nunca se deparou com um deles na vida real.(13)

“Movimentos pró-vida atirados aos lobos”

Dra. Mônica Migliorino Miller, professora de Teologia na Madonna University, de Michigan, e diretora de Citizen's for a Pro-life Society(Cidadões por uma Sociedade Pró-Vida): "Estou certa de não ser o único lider ativista pró-vida que tem a sensação de ter sido deixado em uma posição difícel na tarefea, já de si difícel, de lutar pelo fim do aborto legalizado - certamente não somenete pela entrevista do Papa - mas, naturalmente, pelo modo como os militantes pró-vida, deliberadamente ou não, foram atirados aos lobos".
Dra. Mônica Migliorino Miller, professora de Teologia na Madonna University, de Michigan, e diretora de Citizen’s for a Pro-life Society(Cidadões por uma Sociedade Pró-Vida): “Estou certa de não ser o único lider ativista pró-vida que tem a sensação de ter sido deixado em uma posição difícel na tarefea, já de si difícel, de lutar pelo fim do aborto legalizado – certamente não somenete pela entrevista do Papa – mas, naturalmente, pelo modo como os militantes pró-vida, deliberadamente ou não, foram atirados aos lobos”.

Por sua vez, a Dra. Mônica Migliorino Miller [foto], professora de Teologia na Madonna University, de Michigan, e diretora do Citizen’s for a Pro-life Society (Cidadãos por uma Sociedade Pró-Vida), expressou muito bem a frustração do movimento pró-vida com as declarações do Papa:

“Eu não estou afirmando que o Papa quis deliberadamente desaprovar, deslegitimar ou desacreditar o trabalho dos movimentos pró-vida. Mas há suficiente ambiguidade em sua declaração, feita ademais num certo tom — que, infelizmente, essas são as consequências de sua entrevista. Estou certa de não ser o único líder ativista pró-vida que tem a sensação de ter sido deixado em uma posição difícil na tarefa, já de si difícil, de lutar pelo fim do aborto legalizado — certamente não somente pela entrevista do Papa — mas, naturalmente, pelo modo como os militantes pró-vida, deliberadamente ou não, foram atirados aos lobos. “Eu me pergunto se o Papa Francisco está inteiramente consciente do tamanho da injustiça que significa o aborto. Eu não estou certa de que ele leva suficientemente em conta o quanto custa aos ativistas pró-vida salvar bebês do aborto. Faço aqui uma analogia sobre as consequências concretas das afirmações do Papa — seria como se o Papa Pio XII tivesse dito a Oskar Schindler: “pare de estar obcecado com o Holocausto dos judeus”.

Mas, como a maioria do movimento pró-vida, a Dra. Miller não desanimou:

“Mas — apesar de tudo — das declarações ambíguas e perturbadoras do Papa e da zoeira da mídia, isto representa apenas uma coisa a mais que Deus nos pede para sofrer por Ele. Portanto,NÃO nos desencorajemos! Façamos nosso trabalho salvador.Isto é o que Deus nos pede e devemos ser seus fiéis servos. Em frente, meus amigos.”(14)

“Cobertura” para os políticos católicos

O Pe. Michael P. Orsi, pesquisador assossiado de Direito e Religião na Ave Maria School of law: "As reflexões do Papa providenciaram uma cobertura para os políticos católicos que apoiam as leias abortistas liberais e a legalização do casamento homossexual. Eles podem agora argumentar que, a exemplo do Papa, estão ocupados com questões mais graves, como a pobreza e a preocupação com os porbres".
O Pe. Michael P. Orsi, pesquisador assossiado de Direito e Religião na Ave Maria School of law: “As reflexões do Papa providenciaram uma cobertura para os políticos católicos que apoiam as leias abortistas liberais e a legalização do casamento homossexual. Eles podem agora argumentar que, a exemplo do Papa, estão ocupados com questões mais graves, como a pobreza e a preocupação com os porbres”.

O Pe. Michael P. Orsi [foto], pesquisador associado de Direito e Religião na Ave Maria School of Law, assinala que a afirmação do Papa Francisco em sua entrevista – de que ele é “um filho leal da Igreja” – “não é suficiente para mitigar o estrago que suas palavras causaram no movimento pró-vida e naqueles que estão procurando defender o casamento como sendo entre um homem e uma mulher. Suas palavras efetivamente deram uma arma para aqueles que querem reprimi-los”.

Do mesmo modo, diz ele, “as reflexões do Papa providenciaram uma cobertura para os políticos católicos que apoiam as leis abortistas liberais e a legalização do casamento homossexual. Eles podem agora argumentar que, a exemplo do Papa, estão ocupados com questões mais graves, como a pobreza e a preocupação com os pobres”.(15)

Representação do Nosso Senhor Jesus Cristo com a tiara papal(Ghent Altarpiece - detalhe) - Jan van Eyck, séc. XV. Catedral de São Bavão, Gante, Bélgica.
Representação do Nosso Senhor Jesus Cristo com a tiara papal(Ghent Altarpiece – detalhe) – Jan van Eyck, séc. XV. Catedral de São Bavão, Gante, Bélgica.

“Cristo o chefe da Igreja”

Deixamos de transcrever aqui os comentários a respeito da entrevista do Papa ao jornal “La Repubblica”porque alongariam por demais este artigo. Só chamamos a atenção para a dubiedade da afirmação do Papa Francisco ao ateu Scalfari de que “não existe um Deus católico, existe Deus”. Como ensina São Paulo, “Cristo é o chefe da Igreja, seu corpo, da qual ele é o Salvador” (Ef 5,23). Portanto, a união de Cristo, o Verbo Encarnado, com a sua Igreja é tal, que não se pode separar, pura e simplesmente, Deus de Sua Igreja.

Fidelidade à Igreja

Em tempos de extrema confusão como o nosso, no qual domina a sede de novidades, devemos nos lembrar da exortação do Apóstolo São Paulo: “permanecer firmes, mantendo as tradições que nos foram ensinadas”(2Tes 2,14).

Peçamos a Nossa Senhora a graça de termos uma constante fidelidade à Igreja, Una, Santa, Católica, Apostólica, Romana, a única verdadeira Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Fonte: Revista Catolicismo, Nº 755, Novembro/2013
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Notas:
1. Íntegra da entrevista do Papa Francisco à ‘Civiltà Cattolica’, in“Brotéria”, Julho de 2013, Vol. 1.
2. Il Papa a Scalfari: così cambierò la Chiesa — “Giovani senza lavoro, uno dei mali del mondo”, in “La Repubblica”, 01 ottobre 2013.
3. Cf. Denzinger, Enchiridion Symbolorum, 1839. Ver Arnaldo Vidigal Xavier da Silveira, Qual a autoridade doutrinária dos documentos pontifícios e conciliares?, in Catolicismo, nº 202, outubro de 1967.
4. A definition of infallibility in light of the Pope Francis interviews, in “Lifesitenews,com”; ver também Plinio Corrêa de Oliveira, A política de distensão do Vaticano com os governos comunistas — Para a TFP: omitir-se? ou resistir? In “Folha de S. Paulo”, 10 de abril de 1974, http://www.pliniocorreadeoliveira.info/MAN%20-%201974-04-08_Resistencia.htm#.Uk9IsFPimos
5. https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10151858307184321&set=a.146691269320.105115.80562389320&type=1&theater
6. “The New York Times”, September 21, 2013.
7. Emma Margolin, Progressive Catholics hail Pope Francis’ position on social issues, in MSNBC — NewNation with Tamron Hall, 09/19/2013.
8. Cf. 15 Years in the Lives of a Catholic Lesbian Couple, in “The Huffington Post” — Gay Voices, 09/19/2013.
9. Pope’s Comments Signal New Direction for Catholic Church — LGBT Catholics Welcome Pastoral Tone and Substance, in DignityUSA, September 19, 2013.
10. POPE FRANCIS AND ‘THE INTERVIEW’ — Weekly Column by Archbishop Charles J. Chaput, O.F.M. Cap., September 25, 2013.
11. Catholics diverge on pope’s message, By MARTIN ESPINOZA, “The Press Democrat”, September 20, 2013.
12. Letter #90: Editorial on Pope’s Interview, September 29.
13. Janet E. Smith, Are We Obsessed? In “First Things”, September 25, 2013.
14. Unpacking the Pope’s PR Debacle — What Happened and What It Means for Pro-Lifers A Critique of the Pope’s America Interview, By Monica Migliorino Miller, in “Citizens for a Pro-Life Society”.
15. The pope’s blurred red lines, By Michael P. Orsi, in “The Washington Times”, September 26, 2013.

7 COMENTÁRIOS

  1. 1) Graças a DEUS, esse homem falou como Jorge Bergoglio; não ex-cathedra.

    2) Portanto, suas palavras NÃO são lei.

    3) Ingenuidade tem limite. Quem fala deve ater-se ao ouvinte e à ESPERADA INTERPRETAÇÃO que esse ouvinte terá, bem como à DIVULGAÇÃO que esse ouvinte fará.

    4) Não são as primeiras palavras que MUITO me decepcionam vindas do Papa Francisco.

    5) Já houve Papas ruins na história da Igreja, mal escolhidos pelos Cardeais, que lastimavelmente seguiram a própria cabeça e não se abriram ao ESPÍRITO SANTO. Como homens, aqueles Papas eram extremamente pecadores e isso só prova que a Nossa Mãe Igreja Católica é realmente a Igreja de CRISTO. JESUS, mesmo com tais Papas, NUNCA a abandonou. Pelo contrário: honrou sua IRREVOGÁVEL promessa solene de Mt 16, 18-19 e manteve pura a DOUTRINA Oficial, pronunciada ex-cathedra.

    6) As anteriores palavras ruins do Papa Francisco já me fizeram pensar: “Que pena Bento XVI ter renunciado! Por que ele fez isso? Diante desse novo Papa, estou decepcionado com Bento XVI”.

    6) Agora, com essas últimas palavras do atual Papa que foram simplesmente a gota d’água, mudei meu pensamento sobre Bento XVI. Suponho que ele tenha refletido:
    “A ordem natural das coisas é: um dia morrerei de qualquer jeito. Estou muito velho e esse dia, mui provavelmente, está próximo. E tudo indica que os Cardeais, infelizmente como no tempo dos Papas ruins, NÃO escolherão um bom sucessor. Já que as coisas estão assim, é melhor que esse futuro e INADEQUADO sucessor RENUNCIE, pelo bem do Povo de DEUS. Porém ele certamente NÃO irá fazer isso de um modo guiado apenas pela própria consciência. Então, essa renúncia dele só será possível se…EU der o RECENTÍSSIMO EXEMPLO! Terei então de, ENQUANTO AINDA POSSO, enquanto AINDA ESTOU VIVO, pagar esse preço, esse sacrifício pelo bem da Santa Mãe Igreja. Renuncio”.

    Senhor, nesses tempos que só podem ser os finais, TENDE PIEDADE DE NÓS E DO MUNDO INTEIRO!

  2. A melhor arma do inimigo é dividir para reinar. Esta confusão pode ter consequências péssimas comparadas com a cisão da Igreja no séc. XV na Europa. Agora é o mundo inteiro mergulhado num separatismo onde os maus se apoiam em ditos incossequentes do Vigário de Cristo. Ainda o mal sabe que ferindo o pastor as ovelhas se dispersam… Que Deus reaja ‘inova signa, imuta mirabília’. Assim seja!

  3. De facto o papa tem sido de uma infelicidade atroz naquilo que diz sem pensar maduramente no que diz.
    Parece ser um indivíduo que gosta de falar e tem grande prazer em ser ouvido. E se não tem coisas preparadas para falar, não custa nada dizer coisas que um Papa jamais devia dizer.

    Mas o Papa é o Papa e a história tem-nos mostrado que tem havido algumas pessoas terríveis de todos os pontos de vista, mas que como Papa se portaram de forma magnífica. Uma prova de que o papado tem a garantia de Deus.

    Assim, julgo que devemos ser muito críticos com as palavras do Papa (para nós mesmos) e rejeitar tudo aquilo que está contrário ao Evangelho e à Tradição. e esperar que com o tempo o próprio Papa venha repor a verdade.
    Contudo, devemos ter a certeza de que ele tem um auxílio especial da graça em função da sua posição e que,portanto, o nosso primeiro desejo seja descobrir o que, de facto, o Papa quis dizer. A priemira posição deve ser: o Papa tem razão e depois fazer análise profunda

    Uma coisa é certa. O mal que ele tem feito é de dificil cura.

  4. Não me atrevo a opinar. Terei de “escrever no chão”, como foi lembrado acima, antes de defender as minhas convicções. Peço a Deus que me permita chegar ao núcleo da verdade que Jesus ensinou. Até que possa entender melhor o significado das palavras do nosso Santo Papa Francisco, seguirei a linha do Catecismo da Igreja Católica. Só nela encontrarei “O Esplendor da Verdade”, VERITATIS SPLENDOR, de João Paulo II, que surgiu bem antes da “Evangelii Gaudium”, A Alegria do Evangelho”, do Papa Francisco.

  5. ESTÁ NA BÍBLIA:

    -“MUITOS VIRÃO EM MEU NOME ….”;
    -“SEJA O SEU FALAR SIM, SIM, NÃO, NÃO”;
    -“HÁ UM TEMPO PARA CADA COISA …”;
    -“À QUEM ESTÁ ESCUTANDO AS PALAVRAS DA PROFECIA DESTE LIVRO, EU
    DECLARO; “SE ALGUÉM ACRESCENTAR QUALQUER COISA A ESTE LIVRO, DEUS
    VAI ACRESCENTAR A ESSA PESSOA AS PRAGAS AQUI DESCRITAS. E SE ALGUÉM
    TIRAR ALGUMA COISA DAS PALAVRAS DESTA PROFECIA, DEUS VAI RETIRAR
    DESSA PESSOA A SUA PARTE NA ÁRVORE DA VIDA E NA CIDADE SANTA, QUE
    ESTÃO DESCRITAS NESTE LIVRO”. (AP 22 – 18-19);
    -“E DEI-LHES TEMPO PARA QUE SE ARREPENDESSEM DE SUA PROSTITUIÇÃO, E
    NÃO SE ARREPENDERAM!!!”. (APOCALÍPSE).

    PAZ E BEM À TODOS.

  6. A operação do erro está pegando o nosso papa pelas palavras. A midia satanica usa suas indagaçōes para colher sua respostas esperadas. Percebo que o papa é posto a prova diante dessas midias farisaicas. A meu ver, seria a hora dele abaixar e começar a escrever no chão ao invés de responder de pronto.

  7. Firmes nos conceitos de FAMILIA e nos valores cristãos que nos ensinaram quando pequenos e que nos acompanham até hoje em nossa vidas já adultos, isso é força, caráter e temperamento. Existem agora todo tipo de crimes velados e sutis e claro também os mais violentos e absurdos, só resta um caminho é Deus em toda sua plenitude é a única chance de nos manter como seres humanos decentes e apreender a valorar a vida.!! Já destruíram muitos lares e Nações agora querem também apagar conceitos e preceitos que são necessários à vida a deturpação e a mentira são elementos que estão sendo usados pelos arautos da desgraça é contra eles que devemos lutar !!

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