Notícia de elpais, MACARENA VIDAL LIY, 5 de março – “China luta contra a desaceleração econômica com grandes cortes de impostos e maior gasto público” vem confirmar o que dizem outras fontes sobre a desaceleração da economia chinesa.

            Os dados são extraídos diretamente do discurso do primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, “sobre os objetivos do Governo, na inauguração da sessão anual da Assembleia Nacional Popular”, no Grande Palácio do Povo de Pequim.

         O “gigante” faz a maquiagem aos comemorar 70 anos de comunismo

         Continua elpais: “Um ambiente “mais grave e mais complicado”. Um “cenário de fundo de pressões à baixa”. Um clima internacional “complexo e que está mudando rapidamente”. Soa pouco otimista o panorama que a China prevê para este ano, em meio a uma guerra comercial com os Estados Unidos, queda da demanda global e o ressurgimento do populismo e do protecionismo. Panorama que fez o país diminuir suas previsões de crescimento (…)  E a reforçar uma mensagem: estabilidade. Uma estabilidade imprescindível neste ano: o sistema (comunista) faz 70 anos e quer comemorar com toda a pompa”.

         Aumento no gasto público e no déficit orçamentário

         “Diante dos ventos contrários, a China responderá – como adiantou o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang –, com um aumento do gasto público, que crescerá 6,5% até chegar aos 23 trilhões de yuans (13 trilhões de reais). A parte orçamentária para a Defesa, que no ano passado aumentou 8,1%, terá nesse ano um aumento mais moderado, de 7,5%. Não existirá um plano de estímulo como o adotado para responder à crise financeira global de 2008, e sim medidas que alegrarão os setores econômicos. Entre elas, promete reduzir a carga fiscal das empresas – especialmente mediante diminuições no IVA (imposto sobre produtos) e suas contribuições ao Seguro Social – em dois trilhões de yuans (1,1 trilhão de reais). O déficit orçamentário crescerá ligeiramente, 0,2% para ficar em 2,8%”.

         Xi Jinping aumenta o poder e perde autoridade

         “O modelo chinês não funciona para resolver a miríade de problemas econômicos do país que já surgiram antes da guerra comercial. Xi Jinping não fez as reformas de mercado defendidas durante quarenta anos de abertura econômica iniciada por Deng Xiaoping”, diz Lam (cientista político Willy Lam, da Universidade Chinesa de Hong Kong), que cita, entre outros exemplos, a recusa em reformar o setor das todo-poderosas, mas pouco eficientes, empresas estatais”.

     “Isso não quer dizer que Xi Jinping enfrenta qualquer tipo de desafio ao seu mandato, pois mantém um controle férreo sobre o Exército e a Polícia. “Não corre risco de perder poder. Mas sua autoridade diminuiu”, afirma o cientista político de Hong Kong”.

    Estabilidade, a nova palavra de ordem chinesa

     Prossegue a notícia de elpais destacando que a estabilidade (nova palavra de ordem) – “mencionada sete vezes no discurso de Li” (primeiro ministro) – a sequencia de vários outros aniversários políticos muito menos favoráveis ao regime, entre eles o massacre da Praça da Paz Celestial (foto do protesto) que completa 30 anos em junho e também os “surtos de descontentamento entre a população, especialmente entre os trabalhadores que veem seus empregos desaparecer” são nuvens negras e sintomáticas na ditadura chinesa de Xi Jinping.

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     Uma propaganda midiática (pró China comunista) invectiva o governo brasileiro quando este afirma que não permitirá que a China compre o Brasil.

     Tivemos também as ameaças chinesas caso a diplomacia brasileira se alinhe aos EUA.

     É o caso de lembrar que nessa queda de braços quem produz (e exporta) alimentos é o Brasil. A China é dependente …

     Quem tem minérios e matéria prima é o Brasil. A China é dependente … Ou seja, os fortes somos nós. Saibamos defender nossa honra, nosso brio, nossa soberania.

     https://brasil.elpais.com/brasil/2019/03/05/internacional/1551767449_736766.html

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