Animalismo

Vô! Bicho tem alma? Bicho vai pro Céu?

Uma das correntes mais atuantes do ambientalismo radical é o animalismo. Divididos em vários grupos, alguns disfarçadamente pregando a sua ideologia através de dietas vegetarianas, de desenhos animados, de programas de TV sobre a natureza, de filmes, como o AVATAR, outros agressivos, como certas ONGs de defesa das mais variadas espécies de animais, que não se importam em por em risco o sustento e a vida das pessoas, com ações violentas e abusadas.

Estes grupos animalistas, no fundo, são adeptos de religiões, geralmente orientais, que defendem a idéia de que todo ser vivo tem a mesma origem na natureza, evoluindo de uma espécie para outra: o homem seria o final dessa cadeia.

Segundo essas religiões, a cada morte, ocorre uma transformação, em que a alma do morto volta para o corpo de outro ser. Assim, ao morrer o homem, sua alma voltará para a natureza, “encarnada” numa planta, num inseto ou numa vaca, por exemplo, iniciando uma nova cadeia de transformações. Negando a ação criadora de Deus, consideram as plantas, os animais e os homens portadores dos mesmos direitos.

Respondo, então, ao meu neto:

_Sim. Bicho tem alma, mas não vai para o Céu, pois somente o homem pode ir para o Céu, porque possui uma alma espiritual, que é imortal.

Todos os seres vivos tem alma, em Latim, anima, daí serem chamados de seres animados, isto é, com vida.

A alma dos vegetais, a vegetativa, e a dos animais, sensitiva, tem origem na própria matéria, sendo a responsável pela sua organização: a alma da minhoca dirige o desenvolvimento das células da minhoca para que ela se desenvolva como uma minhoca e aja como uma minhoca e não como um rato. Dependente da matéria, a alma dos vegetais e dos animais se extingue com a morte destes e a sua capacidade se limita ao atendimento das necessidades materiais destes.

A “inteligência animal” está determinada pelo tamanho e organização do cérebro do animal, cujo pensamento se dá através de imagens e conhecimentos concretos, sendo o modo de agir de cada espécie, determinado pelo instinto.

O pensamento abstrato é privilégio do homem.

Também, em razão desse determinismo da matéria, os animais não possuem o livre arbítrio, isto é, a capacidade de escolher livremente o seu destino: um cavalo não tem a liberdade de escolher entre puxar uma carroça ou praticar hipismo. A sua inteligência, sequer permite-lhe conhecer essas diferenças, o que lhe torna impossível decidir pelo que lhe seja melhor.

A alma do homem não é apenas mais complexa que a do animal, mas é de outra natureza: ela é espiritual, tendo a sua origem em Deus e sendo por Ele criada no momento da concepção de cada novo ser humano. Em razão dessa alma espiritual é que somos a imagem e a semelhança de Deus.

A alma espiritual tem capacidades que suplantam as simples necessidades da matéria, permitindo ao homem o raciocínio abstrato, o entendimento do bom, do belo e do verdadeiro, a prática das virtudes, do amor e do livre arbítrio. Somos responsáveis, na justa na medida em que exercemos o nosso livre arbítrio: eu conheço as coisas e decido livremente escolhendo a que mais me interessa.

Não sendo originária da matéria, morto o homem, a sua alma volta ao seu Criador, para, julgada, receber o seu merecido destino.

Devemos cuidar bem das coisas da natureza, pois todas elas nos revelam a ação e a presença de Deus, entretanto, tratá-las como se fossem da mesma natureza do homem, é pecado grave.

Então Deus disse: ”Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Que ele reine sobre os peixes do mar, sobre os pássaros da terra, sobre os animais domésticos s sobre toda a terra…” (Gen 1; 26-27).