Continuamos hoje os comentários sobre tática da confusão — a única via que resta ao petismo em 2018.

Os vais-e-vens da recente tentativa se soltar de qualquer jeito Lula da Silva da prisão só vêm confirmar a atualidade de nossos comentários.

Desbancado do poder pela sucessão de formidáveis e monumentais movimentos de opinião pública a partir de 2013, com muitos de seus chefes condenados em 2ª Instância, e, sobretudo, com uma rejeição maciça da população — o Brasil é antipetista e o petismo é antibrasileiro —, ao PT só resta uma via: criar a confusão, alimentar a confusão e tentar pescar na confusão.

Ao petismo não tem faltado bons aliados, colocados em altos postos, os quais parecem, entretanto, não atinar para a grande realidade: o Brasil está acordando!

Esquecem-se os petistas e seus apadrinhados de que somos um povo, e não massa.

O povo, segundo Pio XII

Feira de Schanzel, Viena (Friedrich Alois Schonn, 1826-1897), bem representa o povo autêntico.

Não poderia ser mais adequada à nossa realidade brasileira — após 13 anos de (des)governo petista — as palavras de Pio XII sobre o conceito de povo. Deixo à intuição do leitor atualizar o quadro:

“O povo vive com vida própria, da plenitude da vida dos homens que o compõem, cada um dos quais — em sua própria posição, segundo seu próprio modo — é uma pessoa cônscia de sua própria responsabilidade e de suas próprias convicções. Da exuberância da vida de um verdadeiro povo, a vida se difunde abundante, rica, no Estado e em todos os seus organismos, nos quais comunica, com vigor incessantemente renovado, a consciência da sua própria responsabilidade, o verdadeiro sentido do bem comum. Em um povo digno de tal nome, o cidadão sente em si mesmo a consciência de sua personalidade, de seus deveres e de seus direitos, de sua própria liberdade conjugada com o respeito à liberdade e dignidade de outrem.”

Foi esse povo, cônscio de sua personalidade, de seus deveres, de seus direitos, que se levantou contra o petismo.

O que é a massa petista?

Pio XII passa a definir o que é a massa:

A massa é amorfa.

“A massa por si mesma é inerte, e não pode ser movida senão por agente extrínseco. Ela espera um impulso que lhe venha de fora, fácil joguete nas mãos de quem quer que lhe explore os instintos e impressões,pronta a seguir, com inconstância, hoje esta, amanhã aquela bandeira. Da força elementar da massa, habilmente manejada e utilizada, pode servir-se também o Estado: nas mãos ambiciosas de um só ou de poucos, que as tendências egoísticas de alguns tenham artificialmente reunido, o próprio Estado pode ser reduzido, com apoio da massa, a não ser mais do que uma simples máquina, impondo seu arbítrio à parte melhor do verdadeiro povo: o interesse comum ficará assim gravemente golpeado, e por longo tempo, e a lesão daí resultante é muitas vezes dificilmente curável.”

Os eleitores de cabresto recrutados pelo programa “Bolsa família”, os agitadores profissionais do MTST, os Black-Blocks e os invasores do MST não são senão massa a serviço de “uma simples máquina, impondo seu arbítrio à parte melhor do verdadeiro povo”.

O bem comum gravemente golpeado

A frase “o bem comum gravemente golpeado” não poderia ser mais adequada para qualificar a obra dos 13 anos de governos petistas em itens como: a) enriquecimento ilícito através de propinas e caixa 2; b) complô a favor de Cuba, de regimes bolivarianos [na foto ao lado, Lula e Maduro] e de países socialistas africanos; c) desonrar o Brasil e atentar contra os valores nacionais (certamente o maior crime do petismo).

“Devolvam o meu Brasil”, clamam as ruas contra as esquerdas. E nós acrescentamos uma nota de esperança: este ainda será um grande País.

Rumos futuros — fundamentos da nacionalidade

Somos um povo nascido sob o signo da Cruz, a única nação iberoamericana que tem como primeiro ato a celebração do Sacrifício do Calvário; temos o Cruzeiro do Sul [ilustração ao lado] a indicar a nossa profunda Fé; e uma nacionalidade à qual temos sido fiéis ao longo de tantas tentativas para no-la arrebatar juntamente com a Fé (no século XVII, os franceses no Maranhão e no Rio de Janeiro, e os holandeses na Bahia e em Pernambuco).

Somos uma nação constituída de brancos, negros e índios — que as esquerdas tentam por todas as formas envenenar insuflando a luta de raças —, do que resultou um dos povos mais inteligentes e intuitivos da Terra.

Nossa índole acolhedora, afeita à bondade e à compreensão das necessidades e misérias alheias, jamais será substituída pelas reivindicações petistas do “nós contra eles”.

Então, quais são os rumos? — Cultivar e desenvolver os fundamentos da nossa nacionalidade tão bem sintetizados na trilogia tradição, família, propriedade.

Não somos um deserto de homens e ideias

Anúncio da criação da Liga Eleitoral Católica
no jornal “Legionário” de 15/01/1933.
(Clique aqui para ler o manifesto da LEC).

Oswaldo Aranha escreveu que o Brasil se parecia a um deserto de homens e de idéias. De fato, como observou Oliveira Viana, mesmo no Império, cada ministério que subia procurava de alguma forma realizar algo do programa da oposição.

Foi graças à Liga Eleitoral Católica (LEC), nos anos 30, que o Brasil retomou a via das ideias claras, do programa definido a indicar rumos para o futuro do País. Assim, comentou Paulo Brossard: “A LEC foi a organização extrapartidária que teve a maior influência político eleitoral.”

Com um corpo coeso de deputados e um programa definido de reconstrução do Brasil, a LEC impediu que o País rumasse para a esquerda.

O Brasil autêntico clama por homens, eclesiásticos ou civis, que diante da desonra de 13 anos petistas (e outros tantos de um socialismo mal disfarçado) nos conduzam à nossa missão providencial: não seremos um deserto de homens e de ideias.

Temos o Cristo Redentor, temos Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, a velar por nós e pelo futuro do nosso País, cuja grandeza espiritual será igual ou maior que o nosso território!

 

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