Resumo: A alienação parental é analisada pelos danos psicológicos aos filhos, pelas punições previstas em lei e pelas consequências sociais do divórcio. O texto examina conflitos entre adultos que acabam atingindo crianças, discute a dificuldade de provar interferências na relação familiar e questiona soluções jurídicas que podem agravar a disputa em vez de restaurar a convivência.
Alberto Távora
Tudo o que trata da instituição da família tem para nós suma importância. Não só porque todos pertencemos a uma família, mas porque, sem família, não existe sociedade. Sabemos disso, e temos por indiscutível. Com razão. E com mais razão nos preocupa a crise pela qual ela passa. O sintoma mais recente dessa crise parece ser a Lei da Anistia Parental, conforme detalhada por O Estado de S. Paulo, em 22/10/10.
O objetivo da lei é tentar evitar que os filhos de casais divorciados sejam “objeto dos esforços de um dos cônjuges para desqualificar, desacreditar e desmoralizar o antigo cônjuge, por ciúme, inveja ou vingança”. Estima-se que tal acontece em 80% dos casos.
O resultado, continua o jornal, é que os filhos, divididos entre a opinião dos pais separados, ficam com a estrutura psicológica abalada: insegurança, desconfiança, timidez crônica e mal aproveitamento escolar são alguns sintomas.
A lei ainda prevê punições para os pais, desde (mais…)