Raúl Castro cumprimentando o cardeal Jaime Ortega, arcebispo de Havana, e D. Dionísio García, arcebispo de Santiago de Cuba
Raúl Castro cumprimentando D. Dionísio García, arcebispo de Santiago de Cuba, e o cardeal Jaime Ortega, arcebispo de Havana.

Cinco jovens católicos cubanos, em carta entregue ao papa Francisco, lamentam o colaboracionismo eclesiástico com o regime marxista de uma parte dos bispos da ilha-cárcere, “cujo timão tem sido, durante décadas, o cardeal Ortega”.

Os jovens afirmam que “nós que conhecemos desde dentro e vastamente a realidade da Igreja em Cuba, sabemos que dos salões do Palácio Apostólico em Havana”, com o “selo do ilustre purpurado que o habita”, se estabelece uma “confusa” política, “da pior diplomacia”, que “sacrifica a verdade” e que “está atada aos mesmos temores, prisões, chantagens, compromissos e pactos tácitos ou explícitos” que “marcam sua relação atual com o Estado” comunista.

Os jovens manifestam “dor e preocupação” com relação a essa política dos referidos eclesiásticos que têm “o denominador comum de legitimar ao governo” e que caracteriza uma “omissão cúmplice às diárias violações dos direitos humanos e às ações repressivas, despóticas e impunes do Estado cubano contra a oposição pacífica”.

A carta define Cuba como “um país devastado”, com uma “sociedade de máscaras e simulação” cujo princípio maior é “o medo e a mentira” e alerta para o fato de que depois de “cinquenta anos onde se há oprimido, psicológica e fisicamente”, a identidade dos fiéis católicos cubanos “se dilui e se liquefaz em uma pseudo-religião de masas” e está inclusive “em perigo de extinção”.

Esse documento histórico merece a maior difusão. A preocupação dos jovens firmantes da carta a Francisco alenta e fortalece na fé a tantos cubanos que desde muito tempos têm manifestado críticas ao colaboracionismo do Cardeal Ortega e do episcopado cubano.

 

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