Apertura do ano parlamentar na Câmara dos Lordes

Luis Dufaur

A nomeação de 50 novos membros da Câmara dos Lordes da Inglaterra suscitou cóleras igualitárias.

Os lordes equivalem aos senadores em outros países, atuando também em alguns casos como ministros do Supremo Tribunal de Justiça.

São vitalícios e não eleitos, assumindo às vezes em virtude de privilégios medievais hereditários.

O jornalista Timothy Garton Ash, do jornal socialista “The Guardian”, embora avesso à nobreza e aos Lordes, reconheceu que os 714 nobres são “uma barreira contra as tendências populistas e autoritárias de um governo eleito”, e suas decisões são de “altíssimo nível”.

Concluiu afirmando: “A última coisa de que os britânicos precisam é uma versão piorada da Câmara dos Comuns, com homens fortes dos partidos sendo reciclados a partir de listas”.

Uma lição de bom senso e de genuína democracia, revelando que os melhores são os nobres independentes, nomeados em atenção a privilégios hereditários multisseculares.

6 COMENTÁRIOS

  1. Aliás, pouquíssimas entidades organizadas apoiaram a monarquia em 93. Eu, pessoalmente, votei nela. Salve a Digníssima Casa Imperial !!!! A cobertura antimonarquia era um massacre… Por que foi assim ??? A resposta está no Brasil de hj…..

  2. Caro @José Lorêdo de Souza Filho , seus questionamentos são interessantes, de fato!…

    O fundador da TFP, Plínio Corrêa de Oliveira, apesar de monarquista, dizia que não obrigava ninguém na TFP a apoiar a Monarquia… Mas, se não me falha a memória, militantes tefepistas batalharam arduamente pela mesma Monarquia no “plebiscito’ de 1.993…!
    Teria a TFP já perdido credibilidade com a população?

    O brasileiro “comum” é, sabemos, no geral, cristão, católico e conservador (e, se não o é na prática, ao menos apoia, em massa, as diretrizes de uma vida cristã…). Será, então, que não gostaria de saber que o Brasil poderia ter um Chefe de Estado que, em hipótese alguma, assinaria uma lei abortista aprovada pelo Senado?
    Assim como um católico tem o direito de votar em alguém que defenda os valores familiares cristãos para a Presidência, pergunto: não teriam os religiosos o direito a dar sua opinião na vida política de um País?

    Perderia o IPCO a sua credibilidade?
    E bem possível, sim, mas esse risco é pequeno, bem pequeno.

  3. Interessante o comentário do sr. Paulo Evaristo: a Câmara dos Lordes seria mais importante até que a própria instituição da monarquia.

    Ou, melhor, mais importante que a Família Real.

    Não sei.

    Seria, então, o caso de admitir a viabilidade de uma Câmara Alta, nos moldes da Câmara dos Lordes inglesa, na qual estariam representados a Nobreza e as autoridades eclesiásticas, numa república?

    Talvez. Quem sabe?

    O fato de, no Senado, estarem representadas aquelas boas famílias que fizeram a grandeza de determinada nação, além da mais alta hierarquia eclesiástica – essa idéia, atrás da qual repousa o reconhecimento da nação às suas elites de sangue e de espírito, é perfeitamente consentânea com a república e, portanto, com ou sem rei.
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    Já quanto ao comentário do sr. Alex Diniz, é evidente que seria interessantíssimo uma caravana com o intuito de propagar a monarquia parlamentarista (a meu ver, o regime para o século XXI…).

    Entretanto, não estaria fora do campo de ação do Instituto Plínio Corrêa de Oliveira, que, a bem da verdade, é o mesmo da velha TFP, nomeadamente difundir a ordem social cristã, ou seja, a doutrina católica no plano estritamente temporal – continuando, não estaria fora do campo de ação do IPCO propagar os benefícios de determinado forma/sistema de governo, perdendo inevitavelmente seu caráter apolítico?

    E, mais ainda, não seria um risco seríssimo de perder a credibilidade perante a opinião pública, justamente pelo motivo acima ressaltado?

    É bem possível…

  4. De uma certa forma, a Câmara dos Lordes é mais importante do que a Monarquia. Isso se dá pelo fato de que são eles q representam a verdadeira Inglaterra, o verdadeiro Reino Unido, a Grã-Bretanha real. A Família Real é, mesmo hj, vista como alemã, e se Elizabeth II é prestigiada, o é por dotes pessoais, não por seus ancestrais. Um dos maiores erros de nossa monarquia foi o de ignorar os filhos dos que lhe apoiavam. Nossos títulos eram vitalícios, muitas vzs pouca atenção se dava a uma possível perenidade da honra das famílias. Na minha família sempre se brincava sobre o caso do segundo Visconde com grandeza de Jaguari. Nada tinha a ver com o primeiro, independente da glória de ambos. Seja como for, Altar e Trono devem sempre se dar as mãos, um Rei sem nobreza corre o risco de no futuro fomentar uma nobreza sem rei.

  5. Eu já “disse”, porém repito:

    …Seria muito bom caso, num futuro não muito distante, os membros do IPCO e congêneres, organizassem caravanas que rodasse todo o Brasil, fazendo propaganda do PARLAMENTARISMO MONÁRQUICO, um(a) Forma/Sistema de Governo muito melhor do que a nossa república!

    Ter um Chefe de Estado cristão e conservador, tal qual a imensa maioria dos brasileiros, seria muito bom para nosso país, e isto deveria ser esclarecido à nossa população!

    A república é boa, porém REPUBLICANISMO é melhor, e isso, no Brasil, só com uma cabeça coroada na Chefia do Estado!…

  6. Eu não sabia que ainda existia isso no mundo, eu gostaria de saber mais, acho que senadores como os nossos não resolvem muito. Quem sabe mudanças de base ou de fundamento político possa dar um rumo melhor do que a que tem sido dado por essa turma que está aí.

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