Medalha Milagrosa para a Ucrânia em guerra

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Miguel Angel Gutiérrez (na foto à direita). 
  • Oscar Vidal

Afim de ajudar espiritualmente os ucranianos que combatem contra o invasor russo, Miguel Angel Gutiérrez, espanhol de Granada e membro da TFP italiana, da associação Luci sull’Est e da Federação Pro Europa Christiana, entrou no início de abril na Ucrânia levando consigo 50 mil unidades da Medalha Milagrosa de Nossa Senhora das Graças.

Na distribuição que fez delas, boa quantidade ele destinou a freiras que as costuraram nos coletes antibalísticos dos militares e civis que se alistaram para lutar pelo país, deixando-os especialmente protegidos.  Essa Medalha Milagrosa é uma arma muito poderosa que a Santa Mãe de Deus nos concedeu para vencermos as dificuldades. Assim, numa aparição a Santa Catarina Labouré em 27 de novembro de 1830, Ela assegurou: “Fazei cunhar uma medalha conforme este modelo. Todas as pessoas que a usarem ao pescoço receberão grandes graças. As graças serão abundantes para as pessoas que a levarem com confiança”.  

Entidades religiosas ucranianas estão pedindo mais Medalhas para distribuição entre os devotos, e logo serão atendidas pelas três associações mencionadas.  

Em entrevista no dia 5 de abril a Javier Navascués, do site espanhol Infocatólica, Miguel Angel declarou: “Como é difícil chegar às aldeias e às pequenas cidades da Ucrânia, enviamos 20 mil Medalhas para o Bispo Auxiliar de Lviv, Mons. Kava, que sendo um franciscano conventual, segue a espiritualidade de São Maximiliano Kolbe de difundir a Medalha Milagrosa. E 30 mil Medalhas distribuímos aos fiéis das igrejas de Lviv, especialmente onde se encontrava a imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima.”  

Ao ser perguntando se teve medo de entrar num país em guerra, bombardeado a todo instante, com os evidentes riscos, além do perigo de não conseguir retornar à Itália, onde reside, Miguel Angel afirmou:

“Quando recebi a mensagem de um amigo sacerdote, o Padre Paulo Vyskosky, missionário dos Oblatos de Maria Imaculada, de que ele e sua comunidade se dirigiam a Kiev para dar assistência espiritual e caritativa às pessoas afetadas, pensei que se tinham essa coragem e zelo pelas almas numa zona muito próxima da frente de batalha, mais uma razão para eu me armar com esta coragem.”

O que mais o impressionou nessa perigosa aventura “foi o quanto as pessoas ficavam agradecidas ao receber as Medalhas. Os católicos na Ucrânia sofreram perseguição e martírio durante décadas, a sua fé é muito profunda porque foi forjada no sangue. E saber que em outros países estão rezando por eles e que esta Medalha é o símbolo desta união na oração, deixou seus corações repletos de emoção. Deve-se dizer que as medalhas são muito bem cunhadas e feitas de bom metal, o que as torna ainda mais apreciáveis. Para Deus o melhor, como dizia São Francisco de Assis.”

Miguel Angel sentiu uma graça de, em meio à guerra, ser muito protegido pela Santíssima Virgem. “Encontrar um povo que está sofrendo os horrores da guerra e vê-los rezar com aquela profunda fé e confiança em Deus, por intermédio da Virgem Maria, de quem são muito devotos, fez-me refletir sobre como vivemos tão tibiamente nos nossos países ocidentais.” E deu um admirável exemplo: “A Virgem peregrina de Fátima encontrava-se na maior paróquia greco-católica do país. Todas as noites fazem uma procissão em torno da igreja, recitando o terço. Quando as sirenes antiaéreas soam, a procissão não é suspensa… continua nos subterrâneos da igreja.”

Com uma nota de muita esperança, o corajoso granadino disse que “os bispos ucranianos viram muito claramente que com a conversão do coração dos homens os problemas se resolvem. Se não houver conversão, o pecado continuará a produzir males maiores. Foi por isso que, em Fátima, Nossa Senhora pediu a consagração da Rússia, e também penitência e conversão. Esta foi a forma que nos indicou para que pudéssemos ver o quanto antes o triunfo do Seu Coração Imaculado.”

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