Missa de Natal e comemoração em Família se tornam alvos da União Europeia com anuência do Vaticano

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O destacado site de notícias italiano, La Nuova Bussola Quotidiana, dezembro de 2020, por Riccardo Cascioli, fez um alerta que é uma denúncia, onde “as directrizes anti-Covid da Comissão Europeia (CEI) irão pedir aos estados membros que proíbam as missas de Natal ou, em qualquer caso, que as celebrem com um número mínimo de fiéis.” E ainda com “uma ingerência cada vez mais pesada, até agora endossada também pela CEI, ainda que alguns bispos – como Mons. Camisasca – alerta sobre ameaça à liberdade religiosa.”  

Contudo, o Mundo – e de modo especial o Católico – está se perguntando: Mas agora estamos olhando para a resposta do Papa Francisco, até agora em apoio aberto aos governos que impõem bloqueios. E cujas intervenções são utilizadas nos Estados Unidos por Jeffrey Sachs – durante anos um dos principais assessores do Santa Marta – para apoiar o fechamento de igrejas.”. ¹ 

No documento “Estratégia Fique Seguro” (“Stay Safe Strategy”), apresentado em 2 de dezembro último, recomenda aos estados membros da CEI considerarem “não permitir a celebração de missas”, e continua “não apenas a polêmica missa da meia-noite, mas todas as missas de Natal.”.¹

Comemorar o Natal nas Igrejas e em Família será inadmissível? Mas o carnaval, praias, campanha política e funeral de ídolo “é proibido proibir”.

Perplexitante mesmo! Continua: “Agora fica difícil negar que estamos enfrentando um ataque gratuito contra as Missas e contra toda presença cristã visível. Em vários países, as missas com os fiéis foram suspensas nas últimas semanas, e onde são celebradas – como na Itália – existem até medidas exageradas para evitar contatos perigosos.” ¹

Todavia, “é mais uma prova de que a verdadeira questão em jogo na disputa das missas não é a saúde dos cidadãos, mas a liberdade religiosa; é a prova da ingerência do Estado (não importa se nacional ou europeu) na vida da Igreja.” ¹

Estamos presenciando a triste anuência do Vaticano diante do despotismo dos governos, aliás, “para as quais o alarme da UE está completamente deslocado, até porque as igrejas nunca foram denunciadas como locais de focos.”.  Então, o jornalista questiona:Em todo caso, agora a Comissão Europeia está trabalhando para tornar o Natal para os católicos ainda mais sóbrio. Eles ficarão felizes no CEI?”. ¹

É o mesmo enigma em outros locais pelo Mundo… Misteriosamente nas praias, nos supermercados, no enterro de ídolo de futebol, – Ai! – nos ônibus, ou como aqui no Brasil no carnaval e nas campanhas políticas o vírus não tem interesse de agir. Mas! Nas Igrejas com os sacramentos e em especial nas Missas de Natal e também nas ceias de Natal em família, o vírus é implacável!

Estas desculpas já não estão mais convencendo, nem aos mais ingênuos. O vírus-chinês vem demonstrado um certo “ateísmo militante”, por não poder suportar mais a cura da saúde das almas que é proporcionada pelos sacramentos e pelas graças próprias do Natal! Estes sim, devem-se proibidos e proibidos!

Pouquíssimos Bispos se pronunciam contra o despotismo dos governos, enquanto o Vaticano…

O bispo italiano de Reggio Emilia, Dom Massimo Camisasca, depois de zombar do vírus, que é mais contagioso à meia-noite do que às 20 horas, – por que haverá o toque de recolher às 20 horas – disse: “Como cidadão, estou muito atento ao que o Estado me pede e quero absolutamente salvaguardar a minha saúde e a dos meus irmãos. Mas, ao mesmo tempo, não quero um Estado que regule o que a Igreja tem de decidir. Portanto, neste ponto deve haver um foco forte nos significados simbólicos, culturais e de fé do que vive a Igreja”. ¹

Estarrecido, continua Cascioli: Portanto, o tema da liberdade religiosa, e em particular a liberdade da Igreja, foi finalmente levantado por um bispo italiano. Provavelmente outros bispos pensam o mesmo, mas agora os olhos estão voltados sobretudo para o Santa Marta. Na verdade, até agora, o Papa tem sido o principal defensor da obediência total aos governos que impõem bloqueios.Ele mesmo já cancelou a tradicional cerimônia de 8 de dezembro na Piazza di Spagna e, embora o programa das celebrações do Natal ainda não tenha sido divulgado, presume-se que haverá uma presença mínima de fiéis. Além disso, mesmo nas prévias do último livro a ser lançado (“Voltemos a sonhar“- escrito pelo Pontífice com o jornalista Austen Ivereigh,), varas (pune) severamente aqueles que protestaram contra as medidas de bloqueio.” ¹

Governos e Mídias leem que postura do Papa Francisco favorecem o bloqueio e até o das Igrejas

A exemplo de jornais e governadores norte-americanos nos Estados Unidos, de fato, a abordagem do Papa Francisco à questão da Covid e do bloqueio – destacado pelo New York Times, que publicou a parte do livro [Voltemos a sonhar] que trata do assunto em forma de editorial – serviu justamente para apoiar a decisão do Estado de Nova York de fechar igrejas e outros locais de culto. Acontece que foi Jeffrey Sachs, o economista defensor do desenvolvimento sustentável da ONU, que por anos se tornou um verdadeiro guru no Vaticano, que escreveu as coisas mais venenosas contra os juízes da Suprema Corte que rejeitaram a medida de Nova York em nome da liberdade religiosa.”. ¹

Reações surgem na Suprema Corte americana: “Sachs, em um longo artigo escrito para a CNN ,ele está especialmente zangado com a nova juíza indicada por Trump, Amy Coney Barrett, que mudou o equilíbrio da Suprema Corte e afirma que a ciência (mas qual?) determina as decisões. Se a ciência diz que fechar igrejas salva vidas, não há liberdade religiosa que ela mantenha, diz Sachs. Uma pena que a equação fechamento de igrejas = salvar vidas tenha que ser demonstrada. Mas é interessante notar como Sachs menciona o Papa Francisco em seu favor que ele aceitou a quarentena “por se concentrar em massas online”.”. ¹

E ainda: E no artigo relançado pelo New York Times, Sachs novamente diz, o Papa “deixa claro que o bem comum tem precedência sobre os apelos simplistas à “liberdade pessoal” em protestos contra medidas justificadas de saúde pública”. Para a parte que nos interessa, a visão de Sachs é que, uma vez que a ciência tenha esclarecido o que é o bem comum, os líderes religiosos devem se juntar a políticos e cientistas para promovê-lo. Em suma, servas de poder das religiões. E podemos ter certeza de que Sachs está hospedado no Vaticano exatamente com o mesmo propósito; assim se explicam, por exemplo, a encíclica Laudato Si ‘ e a conferência sobre a Economia de Francisco (ambas com o conselho decisivo de Sachs), que vão nessa direção. ¹

O Silencio Obsequioso dói mais nas almas do que as dores que vem do vírus chinês… Vozes que clamam no deserto!

O jornalista Riccardo Cascioli, por último, faz uma indagação – que bem representa os subconscientes de inúmeros católicos perplexos atualmente – que mostra como estão agindo os inimigos da Igreja, ao ponto de estarem usando os argumentos do Papa Francisco para justificar o fechamento de igrejas: haveria necessidade de uma resposta clara do Vaticano. Talvez as orientações da Comissão Europeia sejam a ocasião certa para tirar a Santa Sé da ambiguidade.” ¹

Será que diante deste silêncio obsequioso do Vaticano, devemos esperar uma palavra de conforto, de estímulo para resistir e para manter a nossa esperança?

Tantos os católicos chilenos com suas igrejas queimadas, como os chineses perseguidos – onde estranhamente por detrás ocorre um acordo do Vaticano com o Partido Comunista da China –, ou ainda as milhares não nascidas crianças argentinas – e outras nacionalidades – entre elas algumas que poderiam jogar bola e até se tornar um ídolo do futebol… e toda a Urbe Católica esperam, e esperam…

Estão esperando com os seus joelhos genuflexos uma mensagem revigorante, mas a cada tempo que se passa, a esperança de ver atitudes firmes desvanece! O mundo católico assim se encontra hoje.

Vozes que clamam no deserto!!! Neste Grande Desterro da Fé…

Fonte:

¹ = Tradução livre: https://www.lanuovabq.it/it/attacco-alle-messe-di-natale-ora-arriva-dallunione-europea 

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