O Sínodo Pan Amazônia ocorre no mês das missões e ao mesmo tempo no mês do descobrimento da América.

         Paradoxalmente os dois pontos são esquecidos (ou contestados) pelo Sínodo. Nenhum ato lembrando o Descobrimento da América, e menos ainda um elogio aos jesuitas que esgotaram em solo brasileiro suas vidas: São José de Anchieta, Pe. Manoel da Nóbrega e os 40 mártires que nem chegaram a aportar em território nacional.

        Comenta o Prof. Plinio em 1941:

“Justamente agora, que corre o mês das Missões, será interessante relembrar certas noções, que infelizmente parecem um tanto esquecidas.

Contribuição do índio na formação da nacionalidade

“Em primeiro lugar, não se pode esquecer a contribuição do índio na formação da nacionalidade. Os bandeirantes eram, em geral, de meio sangue selvícola e, nas suas expedições, se utilizavam largamente do esforço indígena, pois os índios formavam grossas coortes, dentro da organização das bandeiras. Além disso, teria sido impossível a exploração agropecuária no sul do Brasil, nos tempos coloniais, sem o largo emprego do braço indígena. De fato, a escassez de numerário para a importação do braço africano e a esparsa população branca, teriam constituído óbices insuperáveis.

“Porém, mais do que tudo isto, o índio tem, como qualquer um de nós, uma alma imortal, feita à imagem e semelhança de Deus, e remida pelo sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. Se alguém tem o direito de se queixar do índio, será em primeiro lugar a Igreja que, indo buscá-lo no recesso das selvas, cheia de amor e de zelo, recebeu dele tantas ofensas. Mas a Igreja não se queixa; pelo contrário, redobra de solicitude maternal, para com estes órfãos da civilização, que Ela quer fazer Seus filhos.” https://pliniocorreadeoliveira.info/LEG_411012_indios_e_missoes.htm#.XazMhehKjIU

     Lamentamos, como católicos, que a orientação do Sínodo não seja a conversão dos silvícolas à Fé católica, à civilização, ao aperfeiçoamento. Antes, pelo contrário: os índios são nossos modelos …

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