Boris Trenin e Vasily Khanevich no museu dedicado às 23.000 pessoas assassinadas em Tomsk durante a ditadura de Stalin

Em Tomsk, na Sibéria (3.000 km a leste de Moscou), remexendo-se a terra surgem lembranças sinistras: um pedaço de roupa, um fragmento de osso, uma caveira furada por bala — tudo fala de massacres horríveis nos tempos comunistas. Historiadores locais querem recolher as provas dessas chacinas e perpetuar-lhes a lembrança. Em toda a Rússia há muitos arquivos documentando à saciedade assassinatos, perseguições e torturas ideológicas cometidos pelas autoridades soviéticas em aras à utopia socialista. Mas isso contradiz a orientação do todo-poderoso premiê Vladimir Putin e de seus colegas da ex-KGB: eles glorificam os “triunfos soviéticos” e querem apagar a lembrança dos horrores desse sistema.

Fonte: Revista Catolicismo

4 COMENTÁRIOS

  1. Horrores são inerentes, infelizmente, da natureza humana, egoista, buscando poder. Em todos os tempos e locais… dos Maias as fogueiras da ‘santa madre igreja’ (i minisculo mesmo), passando pelo imperialismo ‘aristocrático’ europeu ‘cristão’ no século XIX a outras ações em todas as culturas. Não existe bonzinhos nessa história, aqui ou lá, é tudo a mesma coisa: poder, poder e poder. O sujo falando do mal lavado… rs

  2. Por que a grande mídia não propaga os horrores do comunismo? Nem mesmo os governos ditos democráticos que sempre dizem abominar as ditaduras não demonstram nenhum repúdio a esses verdadeiros crimes. Eu acho que é porque eles tem um peso na consciência (?) pois eles sempre foram cumplices desses mesmos crimes uma vez que nunca os denunciaram.

  3. É bom lembrar que aqui no Brasil, temos que pagar do nosso bolso pensão pra gente do mesmo nivel, “vitimas da ditadura”. Enquanto as vitimas reais de tudo vivem enclausuradas no esquecimento.

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