Museus sobre o horror soviético são reprimidos

Boris Trenin e Vasily Khanevich no museu dedicado às 23.000 pessoas assassinadas em Tomsk durante a ditadura de Stalin

Em Tomsk, na Sibéria (3.000 km a leste de Moscou), remexendo-se a terra surgem lembranças sinistras: um pedaço de roupa, um fragmento de osso, uma caveira furada por bala — tudo fala de massacres horríveis nos tempos comunistas. Historiadores locais querem recolher as provas dessas chacinas e perpetuar-lhes a lembrança. Em toda a Rússia há muitos arquivos documentando à saciedade assassinatos, perseguições e torturas ideológicas cometidos pelas autoridades soviéticas em aras à utopia socialista. Mas isso contradiz a orientação do todo-poderoso premiê Vladimir Putin e de seus colegas da ex-KGB: eles glorificam os “triunfos soviéticos” e querem apagar a lembrança dos horrores desse sistema.

Fonte: Revista Catolicismo