Destaques

 

1 – Implosão da China
2 – Ou o lucro, ou a implosão
3 – É assim mesmo, e daí?
4 – Profundo como uma poça d´água.

 

 

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1Implosão da China

A reconcentração radical de poder nas mãos de Xi Jinping não emana de uma sensação de estabilidade, mas do temor de uma implosão do sistema comunista chinês. A China é palco de um milhão de motins fragmentários, que se sucedem nos níveis local e provincial. Assim, para reprimir essa erisipela de motins no seio da sociedade, o XIX Congresso do Partido Comunista Chinês outorgou plenos poderes para o presidente Xi Jinping reprimir com todo rigor àqueles que ousem manifestar-se. E entre as ditas democracias ocidentais não se vê nenhuma manifestação de indignação pela tirânica repressão às liberdades do povo chinês. E a ONU, templo defensor dos princípios de 1789 – liberdade, igualdade, fraternidade –, onde Pequim tem acento privilegiado, ignora o infortúnio da nação chinesa.

Fonte: O Globo, quinta-feira, 2 de novembro de 2017

2Ou o lucro, ou a implosão

Notícia de um matutino paulista diz que os chineses somente cresceram economicamente a partir do momento que Deng Xiaoping passou a remunerar melhor os trabalhadores que produzissem mais. A China pagava a todos os seus trabalhadores o mesmo salário, mas Deng, esse incrível visionário, “descobriu” o lucro, ou seja, passou a remunerar melhor os que mais produziam e com isso seu país se tornou a segunda maior potência econômica da atualidade.

Para erguer a China da estagnação, o ex-líder comunista não teve receio de contradizer escancaradamente os princípios socialistas adotando o, segundo eles, tão odiado lucro que necessariamente vai gerar desigualdades na sociedade. Percebe-se que, ou ele adotaria isso, ou o comunismo já teria implodido na China devido a miséria em que vivem extensas populações.

Verdade ou não, hoje a China é considerada a segunda economia do mundo (considerando o PIB, Produto Interno Bruto) e o atual ditador, o Sr. Xi, ameaça feroz repressão a inúmeros motins no seio da sociedade. No Ocidente não se vê levantar uma voz sequer em defesa dos legítimos anseios daquele povo tão oprimido.

Aqui, no Brasil, os paladinos que deblateram contra o trabalho escravo no Campo, tantas vezes por motivos infundados, também não dizem absolutamente nada contra a real escravidão dos chineses.

Fonte: Estado de S. Paulo, sexta-feira, 27 de outubro de 2017

3É assim mesmo, e daí?

Editorial da Folha de São Paulo: Há indícios de que Xi possa se manter no poder depois de 2022. Para tanto, faz-se necessária uma emenda à Constituição, algo quase protocolar para uma ditadura de partido único. Ressalte-se que o regime só tem aumentado a repressão contra dissidentes, e a perspectiva de abertura política é mínima, se tanto. Uma vez traçado o caminho de Xi como superlíder, será difícil lhe cobrar mudanças depois ― tanto dentro quanto fora da China.

Pronto! O empoderamento de Xi. Partido único que enfeixa todas as instituições do Estado, dominando-o, cujos cabecilhas se perpetuam no poder e governam como querem. Alguma semelhança com que vinha acontecendo aqui, no Brasil?

Acontecesse em qualquer nação do mundo livre o que está ocorrendo na China e desabaria sobre ela a mais feroz campanha de difamação. Mas, como é a República Popular da China, fica por isso mesmo.

Fonte: Folha de S. Paulo, sexta-feira, 27 de outubro de 2017

4Profundo como uma poça d´água.

Estudantes universitários, e até crianças do ensino básico, terão em seus currículos a filosofia política do Sr. Xi, Presidente da China, como matéria obrigatória. O que diz a filosofia do Sr. Xi? Nenhum periódico publicou nada do pensamento desse potentado da segunda economia do mundo? Estranho… ou será que o pensamento dele não tem a profundidade necessária para ser comentado?

Fonte: O Estado de S. Paulo, sábado, 28 de outubro de 2017

 

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