Destaques


1 – HÁ 50 ANOS… REVOLUÇÃO RUSSA
2 – A SEITA COMUNISTA NÃO MORREU
3 – PASSANDO O PODER PARA O DITADOR?

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1Há 50 anos… Revolução russa

Em 1967, por ocasião do lúgubre aniversário dos 50 anos da revolução russa, a Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP) publicou um manifesto de autoria do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, no qual o ilustre pensador sentenciava o fracasso da seita comunista. Dele publicamos os trechos abaixo. A sequência virá posteriormente:

Para professar uma atitude definidamente anticomunista, é preciso coragem nos dias que correm. A TFP quer ter essa coragem, afirmando de público, nesta data cinquentenária, sua posição anticomunista.
O comunismo se encontra, é certo, em um apogeu. Domina um dos mais extensos impérios da História.

Entretanto, tal império de nenhum modo foi formado pela persuasão ideológica ou pelo livre assentimento dos povos que o integram. Nasceu ele da força brutal, do maquiavelismo político, da fraqueza quando não da cumplicidade de elementos instalados em posições de cúpula das próprias nações cuja missão é conter a expansão do comunismo.

Dado que este é principalmente uma seita, e que enquanto tal visa convencer toda a humanidade do acerto de suas doutrinas, constitui para ele um fracasso iniludível o fato de que suas vitórias hajam sido sistematicamente filhas da violência, da traição e da imprevidência, e não da persuasão.

O manifesto comunista de Karl Marx foi lançado em 1848. Durante cento e vinte anos, portanto, o comunismo vem conclamando as massas para o confisco, para o morticínio e para a impiedade. Nesta faina lhe têm sobrado os meios de propaganda: dinheiro fácil, agentes numerosos, técnicas de intimidação e confusão requintadas. Entretanto, nem uma só vez conseguiu ele apossar-se do governo pelo sufrágio popular. Nos próprios países em que chegou a arrebatar o poder não lhe foi possível até agora persuadir e menos ainda entusiasmar as multidões. Os seus déspotas só logram governar apoiados na opressão, na força e na espionagem policial [e] para evitar evasões em massa é mister fechá-lo como uma prisão.

É patente que o marxismo perdeu nestes cem anos a batalha pela conquista da opinião mundial. Se disto mais alguma prova fosse necessária, dá-la-ia o repetido insucesso das guerrilhas que ele vem ateando com insistência em diversos países da América Latina [as FARC que o digam]. Lançadas habitualmente com sobejos recursos materiais e técnicos, acabam por se extinguir como uma chama à qual falta o ar. Por que? Sabe-se que nenhuma guerrilha é capaz de prolongar-se muito, sem o apoio das populações. E as guerrilhas comunistas têm definhado e morrido porque jamais obtiveram a simpatia dos honrados trabalhadores a que visam “libertar”.

2A seita comunista não morreu

Putin, Lenin, Engels, Marx: a continuidade em metamorfose

A East Stratcom Task Force, uma equipe de especialistas constituída pela União Europeia para detectar ataques cibernéticos provenientes da Rússia, detectou nos últimos meses um aumento acentuado de informações destinadas a piorar a crise na Catalunha. Segundo os analistas, o objetivo das fake news em russo, inglês e castelhano é contribuir para a queda das democracias, sugerindo a Rússia como alternativa. (Leia mais: “Grupo detecta ciberataque russo a catalães”, O Estado de S. Paulo, sexta-feira, 10 de novembro de 2017)

Como se vê, é o mesmo objetivo da falida União Soviética, da qual Putin tem saudades. Isso quer dizer que a seita comunista não morreu, mas continua latente sob as cinzas de seu fracasso. Só mesmo uma seita – e a pior de todas – para tanta pertinácia no mal!

3Passando o poder para o ditador?

Segundo o noticiário sobre a viagem do presidente Donald Trump à China e a países aliados do Oriente, fica-se com a forte impressão de que a liderança do Ocidente está sendo passada para o ditador chinês Xi Jinping através do reconhecimento tácito pelo presidente americano de um novo equilíbrio de forças. Ora, isso não é verdade. Mas por que passar essa ideia de igualdade de forças? Querer granjear a simpatia do ditador com sorrisos e mesuras é uma ilusão. Melhor exemplo desse erro de tática é o caso de Chamberlain em face de Hitler: achou que evitaria a última guerra mundial sorrindo para o ditador nazista.

Durante a visita de Trump, a arrogância comunista fez questão de salientar que a China não é um aliado submisso como a Coreia do Sul ou o Japão, e que Pequim dialogaria com o presidente americano em igualdade de condições. É propriamente o complexo de quem se sabe inferior e quer afirmar-se com ares de prima donna.

Confira em “sinais de perda de liderança”, O Globo, sexta-feira, 10 de novembro de 2017.