Extraímos de uma conferência do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira esse trecho esclarecedor sobre a Militância da Igreja Católica e o erro do Ecumenismo. Seja o seu   Sim-sim, não-não, ensina o Evangelho.

      “Pergunta – “Como devemos atuar diante do perigo que põe a interpretação do ecumenismo de alguns hierarcas da Santa Igreja, dado que entendemos tratam de unir a todo custo a verdade e o erro”?

Plinio Corrêa de Oliveira: “É realmente um grande perigo. O que nós devemos fazer? Nós devemos não dar o nosso consentimento. E para isso nós devemos entender qual é o erro fundamental do ecumenismo: ele nega essa idéia na qual nós fomos educados, (ou seja) a idéia de que a Santa Igreja Católica se divide em Igrejas gloriosa, constituída pelas almas gloriosas que se salvaram e estão no Céu; depois, Igreja penitente, são as almas que estão no Purgatório; e a Igreja militante é a Igreja que na terra luta! Portanto, a Igreja Católica luta e lutará até o fim dos tempos, Ela é militante por definição!

“E como Ela se defende enquanto militante, Ela deixaria de ser Ela mesma no momento em que Ela deixasse de lutar. Mas ninguém luta sozinho. Só um Dom Quixote luta contra moinhos de vento. Quem luta é por definição militante, terá sempre com quem lutar. E, portanto, está envolvido nessa ideia de que mais ou menos continuadamente, não quero dizer de uma continuidade ininterrupta, mas mais ou menos continuadamente a Igreja vá ter que lutar contra tentativas de estabelecer doutrinas erradas. Continuamente Ela vai ter que lutar contra o pecado, contra o mal que vai procurar arrastar os homens no terreno da prática das virtudes. Ela é militante.

“Quem imagina que as igrejas constituídas para negar a Igreja Católica não são inimigas, mas são uma espécie de raizesinhas ou de desdobramentozinhos pequenos, mas sadios da Igreja Católica e não são, portanto, inimigos, mas colaboradores, este nega o caráter militante da Igreja. Contra esse eu estou em atitude militante, porque sou filho da Igreja militante!

““Que meios temos para lutar contra a infiltração do ecumenismo na Igreja”.

“Em primeiro lugar é repetir isto que eu estou dizendo e o que se lê em revista, em jornais de caráter contra-revolucionário e que dão artigos a respeito desse assunto. Mas há um ponto muito importante: é que o ecumenismo não consiste só em afirmar esse erro explicitamente. Há um modo de ser ecumenista, há um modo de a gente se apresentar, até existe um modo de pronunciar as palavras que é ecumenista.

                                Sim-sim, não-não

“Quem é filho da Igreja militante, que sabe que essa vida é uma luta, que o demônio nos espreita a todo momento, que sabe, portanto, que tem de guerrear, este, normalmente, é afirmativo no que diz. Ele segue a linguagem de Nosso Senhor, obedece ao preceito de Nosso Senhor: “Seja a vossa linguagem sim-sim, não-não”. E, portanto, até o timbre de voz é um timbre de voz habituado a dizer um “sim” carregado de afirmação e um “não” carregado de negação.

“Outrora isso caracterizava o varão que tinha verdadeiramente a nobreza e a força de caráter de sua varonilidade. Caracterizava a dama de fé, parecida com “a mulher forte do Evangelho”, cujo preço deve ser buscado até os confins da terra porque o valor dela é colossal.

“Hoje em dia isso está desaparecendo. Os senhores vejam como as pessoas falam: “É… talvez… quem sabe… é bem possível, não é”?

“Modo das pessoas se interpelarem hoje. Antigamente se dizia “Fulano” [tom normal]. Hoje é “fulaaanooo [meloso, adocicado]”.

“Isso, por detrás, tem ecumenismo dentro.

“A gente deve ser muito amável, muito gentil. Se isso não é dado a todos, alguns de nós participamos bem menos desse dom, outros tem mais, ser até agradável. Muitos Santos foram de uma companhia deliciosa. Mas de tal maneira que aos bons atraía para o bem, aos maus atraía para o bem também. E os outros que não se deixavam atrair para o bem, atacavam a eles. E por isso todos os Santos foram perseguidos.

“Quem tem o programa de vida de não ter inimigos para não ter amolação, esse é um homem maculado de ecumenismo no seu temperamento e no seu modo de ser, porque não vive sem inimigos quem segue a Nosso Senhor Jesus Cristo, que foi o homem…. o homem! O Homem-Deus a quem foi preferido Barrabás, o bandido!”

https://pliniocorreadeoliveira.info/Mult_840622_ecumenismo.htm

 

Deixe uma resposta