O Reino de Cristo, ideal da Contrarrevolução Vs. Novo Normal

0

Continuamos nosso propósito de apresentar o modelo ideal de socidade orgânica católica em oposição à Revolução Cultural, à destruição da Família, ao Metaverso. https://ipco.org.br/2022-os-delirios-do-metaverso-ou-a-civilizacao-crista/

O metaverso é um ataque metafísico à cosmovisão da Igreja. Ele oblitera a natureza de um universo criado por Deus e tornará possíveis atos imorais que ofenderão gravemente o Criador.

Desfile da TFP no Viaduto do Chá, SP

Um processo de imaginação e destruição

O metaverso deve ser entendido no contexto de um processo de esforço contínuo da modernidade para colocar a humanidade, e não Deus, no centro de todas as coisas.

Em janeiro de 1951 — 70 anos passados — iniciou o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, através da páginas do mensário Catolicismo, uma conclamação para a Cruzada do Século XX.

Desse artigo de abertura destacamos alguns tópicos que continuam a orientar, no século XXI, a Contrarrevolução. Os princípios não mudam, os acidentes históricos são adaptados, em nosso caso, em oposição ao Metaverso, à Nova Ordem Mundial, ao Great Reset.

Nossa meta — O Reino de Cristo na Terra — a Cruzada do Século XXI, toma outros contornos, outros contrafortes em função das novas armas lançadas pelos inimigos da Santa Igreja e da Civilização Cristã.

***

O Reino de Cristo é o oposto ao Great Reset

“● A Igreja Católica foi fundada por N. S. Jesus Cristo para perpetuar entre os homens os benefícios da Redenção. Sua finalidade se identifica, pois, com a da própria Redenção: expiar os pecados dos homens pelos méritos infinitamente preciosos do Homem-Deus; restituir assim a Deus a glória extrínseca que o pecado Lhe havia roubado; e abrir aos homens as portas do Céu. Esta finalidade se realiza toda no plano sobrenatural, e com ordem à vida eterna. Ela transcende absolutamente tudo quanto é meramente natural, terreno, perecível. Foi o que N. S. Jesus Cristo afirmou, quando disse a Pôncio Pilatos “meu Reino não é deste mundo” (João, 18-36).d

“● A vida terrena se diferencia, assim, e profundamente, da vida eterna. Mas estas duas vidas não constituem dois planos absolutamente isolados um do outro. Há nos desígnios da Providência uma relação íntima entre a vida terrena e a vida eterna. A vida terrena é o caminho, a vida eterna é o fim. O Reino de Cristo não é deste mundo, mas é neste mundo que está o caminho pelo qual chegaremos até ele.

Academia Westpoint EUA

“● Assim como a Escola Militar é o caminho para a carreira das armas, ou o noviciado é o caminho para o definitivo ingresso numa Ordem Religiosa, assim a terra é o caminho para o Céu.

Temos uma alma imortal, criada à imagem e semelhança de Deus. Esta alma é criada com um tesouro de aptidões naturais para o bem, enriquecidas pelo batismo com o dom inestimável da vida sobrenatural da graça. Cumpre-nos, durante a vida, desenvolver até a sua plenitude estas aptidões para o bem.

Com isto, nossa semelhança com Deus, que era em algum sentido ainda incompleta e meramente potencial, torna-se plena e atual.

A semelhança é a fonte do amor. Tornando-nos plenamente semelhantes a Deus, somos capazes de O amar plenamente, e de atrair sobre nós a plenitude de Seu amor.

Ficamos, assim, preparados para a contemplação de Deus face a face, e para aquele eterno ato de amor, plenamente feliz, para o qual somos chamados no Céu.

A vida terrena é, pois, um noviciado em que preparamos nossa alma para seu verdadeiro destino, que é ver a Deus face a face, e amá-Lo por toda a eternidade.

***

● Apresentando a mesma verdade em outros termos, podemos dizer que Deus é infinitamente puro, infinitamente justo, infinitamente forte, infinitamente bom. Para O amarmos, devemos amar a pureza, a justiça, a fortaleza, a bondade. Se não amamos a virtude, como podemos amar a Deus que é o Bem por excelência? De outro lado, sendo Deus o Sumo Bem, como pode amar o mal? Sendo a semelhança a fonte do amor, como pode Ele amar a quem é totalmente dessemelhante dEle, a quem é consciente e voluntariamente injusto, covarde, impuro, mau?

Deus deve ser adorado e servido sobretudo em espírito e em verdade (João 4,25). Assim, cumpre que sejamos puros, justos, fortes, bons, no mais íntimo de nossa alma. Mas se nossa alma é boa, todas as nossas ações o devem ser necessariamente, pois que a árvore boa não pode produzir senão bons frutos (Mat.7,17-18). Assim, é absolutamente necessário, para que conquistemos o Céu, não só que em nosso interior amemos o bem e detestemos o mal, mas que por nossas ações pratiquemos o bem e evitemos o mal.

● Mas a vida terrena é mais do que o caminho da eterna bem-aventurança. O que faremos no Céu? Contemplaremos Deus face a face, à luz da glória, que é a perfeição da graça, e O amaremos inteiramente e sem fim. Ora, o homem já goza da vida sobrenatural nesta terra, pelo Batismo. A Fé é uma semente da visão beatífica. O amor de Deus, que ele pratica crescendo na virtude e evitando o mal, já é o próprio amor sobrenatural com que ele adorará a Deus no Céu.

O Reino de Deus se realiza na sua plenitude no outro mundo. Mas para todos nós ele começa a se realizar em estado germinativo já neste mundo. Tal como em um noviciado, já se pratica a vida religiosa, embora em estado preparatório; e em uma escola militar um jovem se prepara para o Exército… vivendo a própria vida militar.

***

Nossa Meta é a Nova Cristandade

1. O que restaurar

Se a Revolução é a desordem, a Contra-Revolução é a restauração da ordem. E por ordem entendemos a paz de Cristo no reino de Cristo. Ou seja, a civilização cristã, austera e hierárquica, fundamentalmente sacral, anti-igualitária e antiliberal.

2. O que inovar

“Entretanto, por força da lei histórica segundo a qual o imobilismo não existe nas coisas terrenas, a ordem nascida da Contra-Revolução deverá ter características próprias que a diversifiquem da ordem existente antes da Revolução. Claro está que esta afirmação não se refere aos princípios, mas aos acidentes. Acidentes, entretanto, de tal importância, que merecem ser mencionados.

“Na impossibilidade de nos estendermos sobre este assunto, digamos simplesmente que, em geral, quando num organismo se opera uma fratura ou dilaceração, a zona de soldadura ou recomposição apresenta dispositivos de proteção especiais.

“É, pelas causas segundas, o desvelo amoroso da Providência contra a eventualidade de novo desastre. Observa-se isto com os ossos fraturados, cuja soldadura se constitui à maneira de reforço na própria zona de fratura, ou com os tecidos cicatrizados. Esta é uma imagem material de fato análogo que se passa na ordem espiritual.

***

Ficam aí os contornos traçados pelo Prof. Plinio como a meta da Contra Revolução: combater o mal em nossos dias e restaurar a Civilização Cristã.

Essa nova Civiização será o oposto da Revolução Cultural, oposto da ideologia de gênero, oposto à desagregração da família.

Na sequencia publicaremos o curso de formação doutrinária apresentado pelo Prof. Plinio

***

Nossa Senhora, Sede da Sabedoria nos ilumine para discernirmos os meios adequados para esse bom combate, de que falava o Apóstolo São Paulo.

Deixe uma resposta