Repressão socialista ostenta crueldade.

Uma missão internacional da ONU para investigar a situação dos direitos humanos na Venezuela concluiu que o presidente Nicolás Maduro e seus ministros do Interior e da Defesa estão envolvidos em graves crimes cometidos pelas forças de segurança do país, noticiou “Clarín”.

O relatório divulgado pela Missão oferece extensa informação “que mostra que as autoridades do Estado – tanto a nível presidencial como ministerial – exerceram poder e supervisão sobre as forças de segurança civil e militar e as agências identificadas como perpetradores das violações e crimes documentados”.

“A Missão tem motivos razoáveis para acreditar que tanto o Presidente como os Ministros do Interior e da Defesa contribuíram para a perpetração dos crimes documentados neste relatório”, concluiu a investigação.

As graves violações de direitos humanos denunciadas foram perpetradas em operações realizadas por todas as entidades de segurança do Estado na Venezuela. O número das 2.000 execuções extrajudiciais perpetradas pelas forças do regime superaria os 2.000 de janeiro até agosto de 2020.

Quer dizer, as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB), incluindo a Guarda Nacional Bolivariana (GNB); a Polícia Nacional Bolivariana (PNB) e as Forças de Ação Especial (FAES).

Também estão incluídos o Corpo de Investigações Científicas, Criminais e Criminalísticas (CICPC), o Serviço Nacional de Inteligência (SEBIN), a Direção-Geral de Contra-espionagem Militar (DGCIM) e as polícias estaduais e municipais.

FAES é uma das forças mais mortíferas.

Os investigadores recolheram provas que – desde os responsáveis das entidades envolvidas aos políticos – tiveram conhecimento dos crimes cometidos de 2014 para cá (período abrangido pelo relatório), até ajudaram a cometê-los com as políticas e planos que adotaram.

“As autoridades deram ajudas essenciais, incluindo materiais, logística e recursos humanos, necessárias às operações de segurança e inteligência que resultaram na perpetração dos crimes”, denuncia o relatório, que será apresentado na próxima semana ao Conselho de Direitos Humanos da ONU.

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