Sociedade orgânica, nossa resposta ao Great Reset

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O Great Reset é a realização do socialismo universal, confessa Xi Jinping.

Ida Auken, ex-ministra do Meio Ambiente da Dinamarca e atual deputada socialdemocrata: “Às vezes acho isso divertido e às vezes só quero que o algoritmo faça isso por mim. Ele conhece meu gosto melhor do que eu agora. Quando a I.A. [Inteligência Artificial] e os robôs assumiram grande parte do nosso trabalho, de repente tivemos tempo para comer bem, dormir bem e passar tempo com outras pessoas.”

Fortalecer a governança global: socialismo

Em discurso proferido no dia 20 de abril último no Boao Forum for Asia Annual Conference 2021 – uma espécie de “Davos chinês” –, o presidente Xi Jinping declarou que é preciso “derrotar a pandemia por meio da solidariedade, fortalecer a governança global e continuar buscando uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade”, para o que é necessário “salvaguardar o sistema internacional centrado na ONU”. Precisamos – acrescentou – desenvolver “plenamente o papel-chave da Organização Mundial da Saúde (OMS)”, tomando medidas abrangentes “para melhorar a governança global na segurança da saúde pública” e assim criar “uma comunidade global de saúde para todos”. https://ipco.org.br/manifesto-descritianizacao verde/

Na sequência dos temas abordados sobre o Great Reset, queremos hoje mostrar que a resposta à Nova Ordem Mundial socialista, consiste em restaurar os princípios da Sociedade Orgânica.

Sociedade Orgânica, à maneira do organismo humano

Assim resume o Prof. Plinio a diferença entre organismo e mecanismo:

I — Os órgãos de um corpo agem por um movimento que lhes vêm da vida que está presente neles; o movimento procede das próprias profundezas de seu ser. As peças de uma máquina são incapazes de se mover por si. Todo o seu movimento lhes vem de fora. Elas propriamente não se movem: são movidas.

II — Os órgãos vivos têm uma capacidade não pequena, de se adaptarem por si mesmos a novas condições de existência e funcionamento. É uma adaptação delicada, geralmente lenta, feita aos milímetros, mas exatíssima e durável. A máquina só é como foi feita, e por si mesma não se adapta a nada. Quando alguém a adapta a algum outro fim, pode fazê-lo drasticamente, porque a matéria é cega, e não é necessário empregar contemplações para fundir uma peça de metal, ou lavrar o mármore.

III — Dotado de vida própria, o órgão tem certa porção de independência. Assim, nenhum de nós é livre de impor a suas pernas ou braços o tamanho e a forma que quiser. O que é postiço, artificial, mecânico, pelo contrário, está absolutamente sujeito ao homem. E por isto um aleijado pode impor à sua perna de pau ou de borracha uma cor, um peso, uma forma que lhe parecer mais prática ou mais estética.

IV — Como a natureza é obra direta de Deus, e o mecanismo é mais diretamente obra do homem, apesar de estar tudo quanto é mecânico muito mais sujeito à ciência, tudo quanto é orgânico é muito mais perfeito. Assim, para exemplificar, por mais que a ciência aperfeiçoe as pernas e braços mecânicos — e ela tem conseguido maravilhas neste sentido — qualquer homem preferirá a uma destas “maravilhas” sua perna ou seu braço natural, ainda que deficientes.

Por fim, o funcionamento cego da máquina, lembra o Great Reset:

V — Na máquina, todas as peças obedecem à maneira de escravas, ao impulso de quem as aciona. O principal é pois o papel da vontade de quem as dirige. Com uma máquina só há um meio de direção possível: a ditadura. E quando a máquina é renitente só há uma solução: abri-la, desmontá-la e aplicar a torquês e o martelo no que estiver torto. Um organismo vivo é muito mais livre, a mecânica sempre foi, é, será sempre mais eficiente do que a cirurgia. No organismo humano, o êxito das atividades do corpo depende da cooperação natural, viva, de certo modo (note-se bem a restrição), livre, de cada parte.https://www.pliniocorreadeoliveira.info/1951_011_CAT_3A_Sociedade.htm#.YLj1OqhKiMo

O fundamento da Nova Ordem tem que ser a fidelidade ao Homem Deus

“Por fim, permita-se-nos uma afirmação bem franca. Nenhuma sociedade, seja ela doméstica, profissional, recreativa, seja ela Estado, Federação de Estados, ou Império mundial pode produzir frutos estáveis e duráveis se ignorar oficialmente o Homem Deus, a Redenção, o Evangelho, a Lei de Deus, a Santa Igreja, e o Papado. Ocasionalmente, podem alguns de seus frutos ser bons. Mas se forem bons não serão duráveis e, se forem maus, quanto mais duráveis tanto mais nocivos.” https://www.pliniocorreadeoliveira.info/1952_014_CAT_A_federacao_europeia.htm

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Infelizmente, essa noção fundamental, de colocar Nosso Senhor Jesus Cristo no centro, não é o que o Papa Francisco propõe. Ele pede, pelo contrário, um aumento do super poder, laico e esquerdista, da ONU.

Diz nosso Manifesto: “Com grande dor e estupor, verificamos que um novo e decisivo apoio à germinação de um governo mundial unificado proveio do Papa Francisco… Não somente por suas contínuas críticas a uma gestão das crises sanitárias respeitosa da soberania dos países e suas declarações no sentido de que a pandemia exigia uma resposta global[78], mas acima de tudo pela publicação de sua controvertida encíclica Fratelli Tutti.

Para o Pontífice, a crise de saúde da covid-19 foi a grande oportunidade para sairmos da “autoproteção egoísta”: “Oxalá já não existam ‘os outros’, mas apenas um ‘nós’”, para que “a humanidade renasça com todos os rostos, todas as mãos e todas as vozes, livre das fronteiras que criamos” (Fratelli Tutti nº 35), pois “a verdadeira qualidade dos diferentes países do mundo mede-se por esta capacidade de pensar não só como país, mas também como família humana” (FT nº 141).

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Voltaremos ao tema.

Nossa Senhora, Sedes Sapientiae, abra para a Humanidade nessa grande tentação do Great Reset, as graças de Sabedoria para que cada povo seja ele mesmo, um reflexo das perfeições do Criador, e realize o nosso Brasil sua missão providencial.

Esse ainda será um grande País!

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