Daniel Martins

  Se eu fosse o Sr Paulo Vannuchi, coordenador do PNDH-3, confesso que não faria diferente.

  Imagine que eu representasse um grupo de pessoas que há muito tempo quer implantar no Brasil um estado de coisas completamente anti-católico. Desde corrosão da propriedade privada até a destruição da família pela legalização do aborto, da prostituição e do “casamento” homossexual.

  Imagine de outro lado que, devido à reação da população, cujo mais profundo sentimento é cristão e conservador, eu não pudesse implantar desde logo, mas só à conta-gotas. Um projeto de lei aqui, um plano diretor ali, uma norma técnica acolá.

  Imagine por fim que eu tomasse o poder no Brasil, e depois de vários anos procurando uma brecha, eu não a encontrasse. O que eu faria? Como contentar minha “base”, que quer a destruição da civilização cristã de todos os modos, já e para sempre, e não aguenta esperar mais?

  Eu faria o que fez o Sr Vannuchi e equipe. Lançaria um Programa o mais radical e abrangente possível. Vários setores da sociedade, pelo medo de minha radicalidade, reagiriam. Após alguns meses de medo, eu proporia um meio-termo, e diria “vou recuar”.

  Os mesmos que reagiram contra o meu Programa, diante da minha “boa-vontade”,  de bom grado aceitariam o Programa levemente mitigado.

  Alguns ainda gritariam, mas a reação estaria amainada. Os partidários do “ceder para não perder” me dariam assim uma ocasião de vencer, contentar minhas bases e promover a destruição de tudo o que resta no Brasil da tradição cristã, da instituição sagrada da família, e do direito de propriedade particular.

  Fiz ou não fiz um jogo bem feito? Sim. Disse que iria recuar, mudei algumas vírgulas e mantive todo o resto.

  Só faltaria um último passo: amordaçar os que denunciassem meu jogo…

  ***

  Há alguns dias o PNDH-3 foi alterado em alguns pontos (Saiba mais clicando aqui). Embora as alterações tenham sido em sua maioria meramente cosméticas, muitas vozes, que antes estavam mobilizadas contra o PNDH-3, se calaram.

  Estará tendo êxito o jogo dos propugnadores do PNDH-3? Depende de nós.

Não corrompam nossas crianças através da “Ideologia de Gênero”

A Ação Jovem do IPCO está promovendo uma campanha nacional de abaixo-assinados que serão enviados para o Presidente Michel Temer pedindo a exclusão da satânica "Ideologia de Gênero" da Base Nacional Comum Curricular - BNCC.

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5 COMENTÁRIOS

  1. Leia atentamente; vamos comentar cada item.

    Programa Nacional de Direitos Humanos–3 (RESPONSABILIDADE DO GOVERNO FEDERAL)

    Objetivo estratégico V:

    Garantia do respeito à livre orientação sexual e identidade de gênero.
    Ações programáticas:

    a) Desenvolver políticas afirmativas e de promoção de uma cultura de respeito à livre orientação sexual e identidade de gênero, favorecendo a visibilidade e o reconhecimento social.

    Questão: A partir de qual idade do filho um pai vai ser obrigado a respeitar sua “livre orientação sexual”? Seis, oito, dez anos?
    Será legalmente impedido de procurar auxílio de especialista, se notar que a criança se “manifesta contrariamente ao seu sexo biológico”?

    b) Apoiar projeto de lei que disponha sobre a união civil entre pessoas do mesmo sexo.
    Recomendação: Recomenda-se ao Poder Legislativo a aprovação de legislação que reconheça a união civil entre pessoas do mesmo sexo.

    Questão: Imagine dois procuradores, ou juízes, ou deputados, unidos legalmente: um falece, o companheiro tem direito à pensão. Resultado: terá uma renda, somados os vencimentos e a pensão, de mais de trinta, quarenta ou cinqüenta mil reais mensais, para o resto da vida. É socialmente justo isso? A pensão foi instituída visando a viúva, do lar, sem profissão, que sobrevivia ao marido e ficava com o encargo de criar os filhos, naquela época em geral numerosos, e em tempo integral.

    c) Promover ações voltadas à garantia do direito de adoção por casais homoafetivos.
    Recomendações:
    • Recomenda-se ao Poder Judiciário a realização de campanhas de sensibilização de juízes para evitar preconceitos em processos de adoção por casais homoafetivos.
    • Recomenda-se ao Poder Legislativo elaboração de projeto de lei que garanta o direito de adoção por casais homoafetivos.

    Questão: Imagine um menino, de um ano, adotado por um par de homens: quem imitará, quando chegar à idade de imitar os pais adultos? O másculo ou ao efeminado, se for o caso? E se os dois derem livre vazão aos trejeitos, na intimidade do lar? Como aconselharão o filho a se portar? Como os colegas de escola reagirão, nas reuniões de pais e professores, se forem os dois pais? Ensinarão, à força, à classe de crianças, que isso é absolutamente normal?

    Universalizar Direitos em um Contexto de Desigualdades
    d) Reconhecer e incluir nos sistemas de informação do serviço público todas as configurações familiares constituídas por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), com base na desconstrução da heteronormatividade.

    Questão: As configurações familiares poderão prever, p. ex., TRÊS pessoas que coabitam sob o mesmo teto? Ou QUATRO, CINCO, de modo a dividir uma boa pensão, por exemplo, do parceiro que vier a falecer?

    A DESCONSTRUÇÃO DA HETERONORMATIVIDADE:

    1º. A heterossexualidade ( o nome biológico normal e comum a todas as espécies animais e vegetais, com raras exceções) não foi NORMATIZADA pelo ser humano, ninguém a criou como norma, foi estabelecida pela Natureza, há milhões e milhões de anos, desde que a vida surgiu na face da terra. O vocábulo certo é HETERONORMALIDADE.

    2º. Lei alguma conseguirá DESCONSTRUIR A HETERONORMALIDADE nem impor o considerado normal, em uma categoria minoritária, à maioria heterossexual, sem a hipótese do confronto, EM INÚMERAS SITUAÇÕES.

    e) Desenvolver meios para garantir o uso do nome social de travestis e transexuais.
    Responsável: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República
    Parceiro: Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República
    Recomendação: Recomenda-se aos estados, Distrito Federal e municípios a promoção de ações que visam a garantir o uso do nome social de travestis e transexuais.

    Questão: Imagine uma autoridade, militar ou civil, agora amparada por lei a “expressar sua sexualidade”, chamando você, que é seu ordenança ou secretário, ao final do expediente, e dizendo: -“ Bofe, pode me chamar agora de Doidona, é meu nome social. Traga um drinque para nós dois, já”.
    Quem, na face da terra, sob qual lei, vai sentir-se obrigado a manter a compostura, em uma situação dessas?

    RESUMO GERAL:
    Homossexual algum, em qualquer época ou povo, pelo menos a partir da Idade Média (exceção da Grécia, em determinado período da Antiguidade), sentiu orgulho, júbilo, segurança ou autoaceitação plena, ao descobrir sua inclinação sexual. Normalmente é surpreendido pelo pânico, ou vergonha, ou profunda angústia, rejeitando e procurando ignorar os impulsos que percebe, frontalmente desvirtuados do comum, do normal.
    Então vem o período de tormentoso confronto consigo próprio. Dependendo do grau de sua inclinação, pode ser levado ao desespero, às drogas, ao suicídio; em tempos mais modernos, rende-se, finalmente, ao impulso, ao mesmo tempo atraente e repulsivo para si próprio; na maioria esmagadora das vezes, há um adulto criminoso ou alguém do mesmo sexo, mais velho, no passado e na raiz do desvio. Quando finalmente assume-se, adota conduta e postura estereotipada, vem então os trejeitos ou a excessiva e artificial postura máscula, o ar de deboche, a entonação de voz fabricada e conhecida por todos nos quadros humorísticos jocosos sobre o tema, que, na realidade, é trágico. Nenhum homossexual, de sã consciência, gostaria de gerar um filho `a sua imagem. Ele sabe do isolamento em que viveu e vive, da guerra interna, da solidão e do triste fim a que está condenada a maioria do seu gênero, quando envelhecer. Vez ou outra vem a revolta, o ódio a si ou a quem eventualmente causou, à força, o estigma, pois assim o foi, é e será. Mesmo que ele queira, a probabilidade de abandonar essa conduta é quase nula. Educar e ensinar a tolerância, o convívio com as diferenças, é uma coisa.
    Mas impor uma aceitação, à força de lei, daquilo que em si é contrário à natureza biológica dos seres, e querer silenciar, também à força de lei, o livre direito às opiniões contrárias, é impossível e perigoso, além de inconstitucional, pois certamente aumentará a tensão entre as correntes contrárias até à explosão. Assim não fosse, um dia virá a lei, à força, impor o reconhecimento do direito da criança de três ou quatro anos a “manifestar sua livre e incipiente homossexualidade”, por querer usar roupas do outro sexo e os pais quererem e não poderem impedir. Isso, certamente, desembocará em confronto sangrento, sem sombra de dúvida. Qualquer pessoa de mediana capacidade de análise percebe isso. Para os intelectuais esquerdistas, isso é tática gramcista, e devem estar radiantes com o grau de destruição do senso comum a respeito do tema, na sociedade brasileira. Devem, portanto, assumir suas responsabilidades pelo desenrolar dos acontecimentos e estarem cientes de que, nem sempre, a realidade pode ser guiada de dentro das salas de aula, dos sindicatos e dos partidos ou prevista pela teorização das cátedras, ao reformularem, sociológica e filosoficamente, cadáveres insepultos de doutrinas ultrapassadas há mais de meio século. Assim foi com o comunismo e com o nazismo.
    O resultado pode ser o que se chama, em linguagem militar, ”OS IMPONDERÁVEIS DO COMBATE”, totalmente subjetivos e além dos clássicos “terreno, meios, inimigo e condições metereológicas.” Preparem-se, por conseguinte, pois o combate, uma vez desencadeado, parte as rédeas na maioria das vezes, como o ensina a História.

     
  2. Faço minhas a palavras do Batholomeu, os católicos tem que reagir, se organizar, depressinha, pois não temos muito tempo para ficar hesitando não. Fico maluca de ver essas coisas penetrndo e se implantando subrrepticiamente no país, mas que não seja por omissão dos cristãos não! Se cada um passar a participar mais na Igreja, nas pastorais, creio pode ser um caminho, de conter esse mosntro dragoniano comunista que ameça nos devorar, além de manifestações tenazes concretas contra tal PNDH3, na mídia, nas comunidades, nas ruas. Gilmara

     
  3. Daniel Martins “falou e disse”, é a verdade mais cristalina.
    Um outro aspecto dessa discussão toda sobre PNDH-3, reforma agraria, etc, é que me deixa doente o fato de ter ainda pessoas que dizem que é a Economia quem dirige a Historia. Nunca foi, mas, enfim, tem bôbo que pensa.
    No Brasil de hoje a Religião é o fator que esta definindo o futuro do Pais. Religiao de Deus ou religião do Diabo, briga de canivete no escuro, mais feia do que bater na mãe.
    Os patrões do Vannuchi (parece que nem são brasileiros) pedem resultados e êle se lança.
    Se os catolicos ficarem babando e dormindo nesse vale de lagrimas, o Vannuchi vai levar essa boiada para rumos de onde serà dificil voltar para tràs sem uma guerra civil bem sangradinha. A não ser que – em nome da fraternidade – abaixem a cacunda para receber a canga e o cabresto.
    Se dependermos dos miados de gato da CNBB, a guerra ja esta perdida.

     
  4. Daniel, esta tatica nao é nem uma novidade. Aos que colocarem em duvida é só ler um pouco a tatica usada pela Russia sovietica e pela China maoista com relaçao ao Ocidente durante a Guerra Fria. Como diria o caboclo do interior, “morre o homem fica o chapeu”. Saudaçoes calorosas.

     

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