Também na China não se pode contrariar a “narrativa” do PCCh

0

Os regimes comunistas temem as manifestações populares, a livre imprensa, as redes sociais. Na China há quantas décadas não há eleições livres? Por quê?

No Brasil, também vemos uma perseguição às redes sociais conservadoras, tentando abafar essa força que se levantou contra as esquerdas desde as grandes manifestações populares de 2015.

Dr Li Wenliang, um dos primeiros a alertar sobre o surto de coronavírus na China

Criou-se, em nossa Pátria, a palavra-talismã “narrativa” da qual não se pode discordar. Discordar da “narrativa” seria espalhar “fake news”, desinformação. E, se forem muitos, já é prova da “conspiração”.

Esse é o novo conceito de democracia (forjado pelas esquerdas) no qual já não existe o direito de discordar.

Censura na China

“O Departamento de Estado expressou preocupação pelos 11 cidadãos chineses detidos por fornecerem informações relacionadas à pandemia à edição em chinês do Epoch Times. Também exigiu que Pequim parasse de sufocar reportagens verdadeiras no país.”

“Os Estados Unidos exortam o governo da RPC [República Popular da China] a libertar jornalistas e seus contatos detidos por suas reportagens sobre as restrições da COVID-19 e a cessar seus esforços para silenciar aqueles que procuram informar a verdade”, informou, por email, um porta-voz do Departamento de Estado ao Epoch Times.

“Ressaltamos consistentemente a importância de relatórios independentes, transparentes e baseados em fatos na COVID-19”, acrescentou o porta-voz.

Os 11 indivíduos, todos adeptos do grupo religioso perseguido Falun Gong, estão detidos no Centro de Detenção do Distrito de Dongcheng, em Pequim, há mais de um ano. Em uma acusação em abril, eles foram acusados ​​de “tirar fotos e colocá-las em sites no exterior entre fevereiro e junho de 2020”, de acordo com seus advogados.

“A acusação não mencionou o site específico, mas o Committee to Protect Journalists, um órgão fiscalizador da liberdade de imprensa com sede em Nova York, disse que os detidos foram indiciados por fornecerem materiais ao Epoch Times, citando uma pessoa familiarizada com o caso.”

Controle rígido de informações na Pandemia

O regime chinês controlou rigidamente as informações relacionadas à pandemia, como suas políticas severas de bloqueio e a manipulação de números de infecção e mortalidade, em sua tentativa de suprimir qualquer coisa que possa manchar a imagem do Partido. “Médicos denunciantes, jornalistas cidadãos e acadêmicos foram punidos pelo regime por divulgar informações não filtradas sobre o surto ou criticar as políticas do Partido.”

O nazismo faria o mesmo; Hitler vai colocando máscaras à medida em que as bobinas da História se desenrolam. As analogias entre nazismo e comunismo foram documentadas e publicadas pelo Prof. Plinio no Legionário: verso e reverso da mesma medalha.

“A China precisa parar de tentar evitar que seus cidadãos relatem as notícias e publiquem fotos sobre as restrições da COVID-19”, disse Steven Butler, coordenador do programa para a Ásia do grupo de jornalistas, em um comunicado em 24 de agosto.

Xie Yanyi, advogado de um dos detidos Xu Na, está impedido de defender seu cliente desde maio. Eu chamei o caso de uma “versão escalonada do incidente de Li Wenliang“, dizendo que o regime chinês estava “cometendo um crime”.

***

Nosso Site acompanhou a denúncia do Dr Li e seu trágico desaparecimento do cenário aos 34 anos.

“O médico, Dr Li Wenliang, que foi um dos primeiros a alertar sobre o surto de coronavírus no final de dezembro — foi silenciado pela polícia — morreu na sexta-feira após ser infectado pelo coronavírus, informou o hospital.

Uma sadia reação, de descontentamento, nas redes sociais chinesas

“Apesar do rígido controle da internet na China, “a morte do médico Li Wenliang, de 34 anos, desencadeou um derramamento de tristeza e raiva nas redes sociais, com comentaristas nas redes sociais exigindo um pedido de desculpas das autoridades ao Dr. Li e sua família.” https://ipco.org.br/coronavirus-china-nyt-publica-entrevista-de-dr-li-wenliang-fui-intimado-a-declarar-me-culpado/

***

Continua a notícia: “Dr. Li foi um dos primeiros médicos chineses a soar o alarme sobre o vírus CCP, comumente conhecido como o novo coronavírus que causa a COVID-19, em dezembro de 2019. Mais tarde, ele foi repreendido pela polícia por fazer isso e assinou uma declaração se desculpando por “Fomentar boatos.” Acabou morrendo após contrair o vírus.”

A jornalista chinesa Zhang Zhan, que postou vídeos nas redes sociais detalhando o número de vítimas do surto em Wuhan, foi considerado culpado em dezembro por “provocar brigas e provocar problemas” e condenado a quatro anos de prisão. Uma de suas acusações, de acordo com o julgamento publicado pelo site de direitos humanos China Change, disse que Zhang era culpada de dar entrevistas à “mídia estrangeira Radio Free Asia e The Epoch Times para criar mal-intencionado exagero sobre a nova pneumonia por coronavírus de Wuhan, causando impacto negativo entre um grande público. “

***

É o sistema das “narrativas” que impera na CPI da Covid, na mídia de esquerda e também na China de Xi Jinping: só divulgue o que for “politicamente correto” para favorecer o PCCh. Do contrário, será acusado de espalhar notícias falsas, ter que assinar uma retratação como o Dr Li, será denunciado como charlatão, se defender, na qualidade de médico, o tratamento precoce para a covid-19.

O nosso grande desafio é defender os Valores Morais, publicar e comentar as notícias censuradas pela midia alinhada à esquerda — lembramos que a Band tem acordo com a Midia Chinesa — denunciar o comunismo como uma seita filosófica, ateia, imperialista e ditatorial. Reprime a Religião, censura a internet e cerceia a liberdade de imprensa. Aí estão os fatos.

Fonte: US Urges Beijing to Release The Epoch Times’ Sources Detained for Supplying Information on COVID-19

Deixe uma resposta