Leo Daniele

No município de Fortul, Colômbia, um grupo de guerrilheiros da Farc ofereceu a um menino pobre de dar uma voltinha numa bicicleta.

Direitos humanos: sim! se forem os dos homens do “nosso lado”.Apenas os dos comprometidos com a causa comunista ou socialista, que são a mesma coisa como nos informou recentemente o camarada Fidel Castro em pessoa.

Caso contrário, as pessoas devem ser tratadas como coisa. O repúdio à crueldade é um “preconceito burguês”.

Já sabíamos que isto é assim. Mas sempre aparece mais um detalhe, e o de hoje é a bicicleta-bomba.

No município de Fortul, Colômbia, um grupo de guerrilheiros da Farc ofereceu a um menino pobre de dar uma voltinha numa bicicleta. La foi alegre a criancinha, até que uma detonação a matou, estourando junto o alvo previamente escolhido pelos terroristas.

Isto se deu um dia depois que outro grupo de subversivos da Farc tinha atentado contra uma procissão que fazia uma Via Sacra em Dolores, também na Colômbia, deixando três pessoas mortas, entre as quais um menor e um soldado, e mais duas feridas, entre as quais outro menor (El Tiempo, 19-4-2003). Eles também não tinham direitos, nem foram tratados como humanos.

São desses direitos humanos que se ocupam os responsáveis pelo Plano Nacional de Direitos Humanos – 3? Não parece! Só tem tais direitos os novos índios, que sabem defender-se muito bem, com seu celular e sua moto-serra. E os quilombolas, e os degenerados.

O conhecido teórico comunista Henri Lefèbvre em seu livro “Le Marxisme”, afirma, sem meias palavras e com boa dose de descaramento, que “o marxismo não se interessa pelo proletariado enquanto fraco, mas sim enquanto ele é uma força”.

(Henri Lefèbvre, Le Marxisme (Presses Universitaires de France, Paris, 1990, p. 56). Em outras palavras, não se trata de ajudá-lo, mas de utilizá-lo como força política. E os que seguem uma procissão merecem ser liquidados. Logo… Pobres vítimas da “solidariedade” socialista!