América Latina na luta entre progressistas e conservadores: TFP acertou

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O papel fundamental da América Latina, campo de batalha da luta entre conservadores e progressistas, é reconhecido por sua influência nos rumos da Igreja pós conciliar. E a TFP esteve no centro desse embate, com suas grandes campanhas contra o clero de esquerda e a Teologia da Libertação.

“Vários sacerdotes atuaram como verdadeiros pregadores e capelães da Revolução. E essa revolução eclesiástica era de índole teológica. E identificava-se com a Teologia da Libertação, que tinha por mestre o sacerdote peruano Gustavo Gutiérrez, participante do IV Congresso Internacional de Teologia, e um dos oradores da sessão de abertura da Semana de Teologia, presente, aliás, à “Noite Sandinista”.”

Medellin (1968) seria chave para a Teologia da Libertação

Vejamos mais uma confirmação de fonte insuspeita.

“No meu segundo vôo para América Latina, no ano emblemático de 1968, (…) estava sentado ao lado de um bispo alemão a caminho da famosa Conferência do Episcopado Latinoamericana em Medellín. Lembro bem de nossa conversa, na qual fui, pela primeira vez, confrontado com a preocupação do clero europeu e norte-americano de que a Igreja Católica, na América Latina, se inclinasse para uma visão marxista na sua doutrina social, econômica e política, com sua “Teologia da Libertação”. Significou também um certo aggiornamento, mas muito diferente daquele do Norte-Atlântico.
Como jovem intelectual de 1968, defendi, naturalmente, a “opção pelos pobres”.

Continua o autor: “Depois do ano acadêmico em Middlebury, tive a oportunidade, em 1963, de passar dois meses com um grupo de estudantes de vários países na Colômbia, e depois do porto de Letícia, no Rio Solimões, passei também alguns dias no Brasil. Era a tumultuada época, antes do golpe de 1964, que estabeleceu o regime militar; o lema da Igreja Católica oficial era “Tradição – Família – Propriedade”, e sua posição era claramente ao lado dos donos do poder e da propriedade.” (1)

Essa é a acusação da esquerda católica contra a Igreja: estar ao “lado dos donos do poder e da propriedade”. A Igreja sempre amparou todas as classes sociais, o que fez, por exemplo, São João Bosco com as escolas salesianas?

Veneramos o Clero, mas não queremos padres comunistas!

A histórica viagem do Papa Paulo VI à América Latina, 1968, para a Conferência de Medelin, ofereceu a ocasião para que o Prof. Plinio desencadeasse um memorável e filial Apelo à Sua Santidade pedindo medidas contra a infiltração comunista na Igreja.

1.600.368 brasileiros subscreveram a Mensagem ao Papa. Arcebispos, bispos, sacerdotes, governadores, ministros de Estado, oficiais das FFAA e, sobretudo, grande concurso de fieis católicos engrossaram as listas da TFP. Foi, a seu tempo, o maior abaixo-assinado da História do Brasil. (2)

“Depois de meticulosa recontagem, o impressionante total de 2.025.201 assinaturas colhidas nas quatro nações pôde ser entregue, em microfilmes, ao Vaticano, no dia 7 de novembro de 1969. A entrega, mediante protocolo, é efetuada por um enviado especial das diversas TFPs.

“Uma palavra final, melancólica, restaria dizer sobre a acolhida dada então pelo Vaticano a essas mensagens. O silêncio mais frio e completo seguiu-se à súplica entretanto filial, respeitosa, submissa, angustiada, ardente, de dois milhões de fiéis católicos da América luso-espanhola… ” (3)

O documento-bomba do Pe. Joseph Comblin

“Até hoje não se sabe como foi ter às mãos da grande imprensa brasileira aquele documento-bomba, nascido da pena do padre belga Joseph Comblin. Não destinado à publicidade, como se alegou na época, o fato é que transpirou. E uma vez conhecido, estarreceu a opinião pública.

“Professor no Instituto Teológico (Seminário) da Arquidiocese de Recife, o Pe. Comblin é claro em seu escrito. Preconiza, como meios válidos para fazer cair as estruturas sociais vigentes, a revolução na Igreja, a subversão no País, a derrubada do Governo, a dissolução das Forças Armadas, a instituição de uma ditadura socialista férrea, esteada em tribunais de exceção, e aparelhada para reduzir ao silêncio – pelo terror – os descontentes.

“Na verdade, o público se dava conta, embora de modo difuso, de que o perigo comunista crescia graças à agitação contínua de uma minoria de eclesiásticos e de leigos que se proclamavam católicos. Era, porém, um dar-se conta vago, inexplícito, que continha, sim, uma recusa, mas ainda não expressa. E que, por isso, proporcionava ao “esquerdismo católico” o ensejo de gloriar-se, sem ser contraditado, de ter de seu lado a imensa maioria católica do continente.

“O Documento Comblin conferia nova precisão ao panorama anterior, por apresentar com clareza absoluta, num quadro único e numa só apologia, as tendências, opiniões e propósitos subversivos que afloravam esparsamente aqui e acolá em ambientes comuno-“católicos”.” (4)

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“Plinio Corrêa de Oliveira esteve no centro do acirrado embate da Igreja com o comunismo, que foi durante décadas a grande ameaça para a Fé católica na América do Sul”, escreveu o Cardeal Walter Brandmüller.” (5)

Aos que desejam ampla documentação sobre a atuação do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira e da TFP, contra a esquerda católica, sugerimos a obra http://www.livrariapetrus.com.br/Busca.aspx?strBusca=Minha%20Vida%20P%FAblica

(1) Manfred Nitsch1 Berlim, 22/10/2013 “Deus é brasileiro”?

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