Numa das maiores manifestações de produtores rurais realizadas até hoje em Brasília, a bancada ruralista levou 15 mil pessoas à Esplanada dos Ministérios, segundo estimativa da Polícia Militar. Em discursos, os ruralistas ameaçaram retaliar os deputados que votarem contra o projeto que altera o atual Código Florestal, altamente lesivo aos interesses do setor.

Não há um senador ou deputado que não tenha recebido sequer um voto de um produtor rural. Quem nos trair, afrouxar e for covarde, terá o troco. Vamos mostrar quem são os inimigos do agronegócio” – disse o deputado Abelardo Lupion (PP-PR). O governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), foi na mesma linha: “quem não votar (a favor do projeto) será considerado traidor” (“O Globo”, 6-4-11).

Ganhei o dia com esse folheto“!

Além de organizar uma campanha de envio de milhares de e-mails aos deputados e senadores pela reforma do malfadado Código Florestal, Paz no Campo distribuiu ainda uma grande quantidade de folhetos aos agropecuaristas reunidos em Brasília, com significativas repercussões de apoio.

Ganhei o dia com esse folheto! Estou cansado de só ouvir falar em ceder”, exclamou um participante, enquanto outro já estava transmitindo pelo celular para sua cidade: “Acabei de receber o folheto da Paz no Campo. Ouça o que está escrito!

Segue o texto do folheto.

Ceder para não perder ou resistir para vencer?Na hora “H” é comum entrar em cena o “ceder para não perder”! É preciso rejeitá-lo com todo vigor, pois meia verdade equivale a uma mentira inteira.

A discussão sobre o novo Código Ambiental não se restringe a uma disputa entre ambientalistas e produtores rurais. O homem do campo ama e defende a natureza criada por Deus, depende do meio ambiente e da preservação da água e do solo.

Embora a grande poluição venha das cidades, só o ruralista é criminalizado. O debate apaixonado sobre o tema revela apenas a ponta do iceberg de divergências profundas e pouco explicitadas sobre a civilização e o progresso.

De um lado, a pretexto de uma sociedade solidária, existe uma concepção tribalista divinizadora da natureza e desdenhadora do homem, a qual é defendida pela corrente comuno-missionária contrária ao desenvolvimento e ao verdadeiro progresso.

De outro, baseada no direito de propriedade, na livre iniciativa e no princípio da subsidiariedade, está a concepção do direito natural e da civilização cristã, que deve ser respeitada e defendida pelo Estado.

Em torno da celeuma do novo Código Florestal defrontam-se duas concepções de vida:

1ª – A da corrente que abarca religiosos seguidores da Teologia da Libertação, indigenistas, ambientalistas radicais e ONGs estrangeiras, todos articulados para demolir o agronegócio e a sociedade atual.

2ª – A dos que postulam a paz no campo e por isso lutam em defesa da lei natural e da civilização cristã, sobre cujos fundamentos desejam ver nossa sociedade restaurada e conduzida ao apogeu através de um autêntico progresso.

Momento histórico da agropecuária

Nosso produtor rural é um herói! Apesar de todas as perseguições ideológicas, ele projetou a agropecuária brasileira como grande celeiro do mundo futuro.

Após alimentarmos nossa população com comida farta e cada vez mais barata, com o excedente ainda nos tornamos o segundo maior exportador de grãos do mundo.

Produzimos 80% de todo o suco de laranja consumido mundialmente e 40% de todo o café; somos o maior exportador de soja e de 40% de todo o açúcar exportado; produzimos o equivalente a 500 mil barris de etanol por dia.

O folheto de Paz no Campo é distribuído aos produtores rurais presentes à manifestação na Esplanada dos Ministérios

Tornamo-nos também o primeiro criador mundial de rebanho bovino, o maior exportador de carne bovina e o segundo e o terceiro maior exportador de frangos e suínos.
Em 10 anos, acumulamos superávit da balança comercial de mais de 400 bilhões de dólares. Graças à agropecuária, superamos sem grandes percalços a crise econômica que assolou o resto do mundo.

A FAO declarou que o Brasil é o país com maior potencial de crescimento agrícola para suprir as necessidades mundiais de alimentos nos próximos 40 anos.

As ameaças contra a agropecuária

Ainda assim, nossa agropecuária continua ameaçada!

Ameaça da Reforma Agrária: desapropriações do INCRA e invasões do MST. Apesar do assombroso fracasso dessa reforma, seus inveterados propulsores parecem não querer abrir os olhos nem os ouvidos para a realidade.

Os assentamentos da Reforma Agrária ocupam 83 milhões de hectares, área superior à de toda a plantação de grãos, de cana e da silvicultura. E para não morrerem de fome, os assentados ainda recebem Bolsa Família e cestas básicas…

Ameaça quilombola: falsos quilombolas reivindicam 25 milhões de hectares, quase a área do estado do Rio Grande do Sul.

Ameaça indigenista: as terras indígenas correspondem a 13% do território nacional (ou 1,1 milhões de km²) para uma população estimada em 250 mil silvícolas na área rural. Ou seja, mais de quatro vezes o território do Estado de São Paulo, que nos seus 248.808,8 km2 abriga 40 milhões de habitantes. E tais demarcações parecem estar longe do fim, pois a FUNAI anunciou mais 129 áreas a serem delimitadas.

Há ainda as ameaças dos “índices de produtividade”, do uso político do geo-referenciamento e da mentira a propósito do “trabalho escravo”. Sem contar as leis trabalhistas e ambientais, totalmente impraticáveis e alheias à vida do campo, as quais transformaram a vida do agricultor em verdadeiro inferno!

Modificação arbitrária das leis

O Estado brasileiro – grande produtor de leis e eficientíssimo cobrador de impostos – transfere de modo insensato para o produtor rural o ônus da pretensa melhoria do meio ambiente, quando tal custo, a ser necessário, deveria recair sobre toda a sociedade.

Assim, o antigo Código Florestal Brasileiro (Decreto 23793/34) já passou por sete alterações. O Código atual (lei 4771/65) estabeleceu limites ao direito de propriedade quanto ao uso e à exploração do solo e das florestas.

Inicialmente, a Reserva Legal era de 25% das florestas existentes. Depois foi alterada para 20% da propriedade. E posteriormente passou a ser de 80% na região amazônica, 35% no Cerrado e 20% nas demais regiões. Além disso, em 1986, foi criado e acrescentado o conceito de Áreas de Preservação Permanente (APPs).

Em 1996, sob a influência do Ministério do Meio Ambiente, ambientalistas radicais, perseguidores do agronegócio e da propriedade privada, passaram a “legislar” através de Medidas Provisórias, decretos, portarias, instruções normativas e resoluções do CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente.

Chegamos assim ao absurdo de um verdadeiro entulho ambientalista, com mais de 16.000 dispositivos!

A partir de 1998, o Código Florestal passou a incorporar a Lei de Crimes ambientais (9605/98), que transformou em crime diversas infrações administrativas. A mudança permitiu que os órgãos da fiscalização ambiental aplicassem aos “infratores” multas monstruosas, além do espectro da prisão.

Vítimas de uma retroatividade jurídica absurda, produtores rurais – homens de bem – viraram vilões do meio ambiente da noite para o dia e foram postos à margem da lei.

UCs (Unidades de Conservação) TIs (Terras Indígenas) APPs (Áreas de Preservação Permanente)

É proibido produzir

Todo este cipoal de Medidas Provisórias e portarias “engessa” e faz retroceder substancialmente a produção, o emprego, a renda do campo e a arrecadação dos municípios.

Por solicitação do governo, a Embrapa Monitoramento por Satélite realizou pesquisa, na qual concluiu que “em termos legais, só 29% do País seriam passíveis de ocupação agrícola”.

Por que isso? Porque 71% do Brasil estão legalmente destinados à “preservação ambiental” e às assim chamadas “minorias”.

A EMBRAPA chegou à conclusão de que a produção rural de arroz de várzea em SP, RS e MA, e a de soja em GO, SP, MT, MS e PR, já se encontra na ilegalidade!

Ceder para não perder ou resistir para vencer?

Vamos unir nossas forças para afastar tais ameaças à agropecuária nacional. Vamos garantir o futuro do País com alimentação abundante para o nosso povo.

Se não houver reação, o Brasil passará num futuro próximo de exportador de alimentos a importador, exatamente no momento em que o mundo mais precisa da produção brasileira.

Não permitamos que mais de 71% das terras fiquem “engessadas” pelas mãos do Estado, em nome de um absurdo ambientalismo e sem nenhum fruto para o nosso povo.

Envie mensagem aos deputados e senadores de seu estado para impedirmos esse malfadado entulho ambientalista.

Não perca tempo! Entre no site Paz no Campo e participe da Campanha enviando logo a sua mensagem: www.paznocampo.org.br</strong>

3 COMENTÁRIOS

  1. Protejam a natureza! conheço varios produtores que se deixarem eles arrancam todas as arvores da propriedade para colocar pasto no lugar. não respeitam sequer os leitos dos rios. Já trabalhei em uma agroindustria que arranca as arvores de noite e as enterrava para ninguem descobrir.Isso é respeitar o meio ambiente? Até porque o Brasil é feito de latifundiários que nao vivem nos campos e somente exploram predatoriamente as riquezas naturais. E os madeireiros entao… É so olhar para o que aconteceu com a Mata Atlantica e com o que acontece até hoje no pantanal e na Amazonia. É claro que as restriçoes tem que ser aplicadas também às cidades e industrias pois todos somos responsáveis. Instituto Plinio Correia voces fazem um bom trabalho mas dessa vez discordo de vcs.

  2. PELOAMORDEDEUS… Além de serem homofóbicos ainda querem destruir as florestas?
    Vocês deviam ser presos por excesso de ignorância….

  3. O folheto expressa a realidade da ofensiva contra o setor agrícola o setor mais dinâmico do País. O que se conclui do folheto é que só há medidas, por parte do governo e ONGs para cercear a liberdade do produtor e seu legítimo desejo de progresso, em suma uma grande PERSEGUIÇÃO.

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