“BRASILIA, 04 Mai. 20 / 04:11 pm (ACI).- Em meio à pandemia causada pelo novo coronavírus, o Supremo Tribunal Federal votou por invalidar a Lei 1.516/2015 do Município de Novo Gama(GO) que proibia a presença de temas ligados à ideologia de gênero no material didático oferecido às crianças e jovens da rede pública de ensino.

Em plena agitação midiática e histérica do Coronavírus, sem consulta popular

Em sessão virtual, o Plenário seguiu voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, que equiparou a ausência do tema nos livros didáticos “à imposição do silêncio, da censura e, de modo mais abrangente, do obscurantismo como estratégias discursivas dominantes”.

““Na avaliação do ministro, a proibição da divulgação de material com referência a questões de gênero nas escolas municipais não cumpre com o dever estatal de promover políticas de inclusão e de igualdade, “contribuindo para a manutenção da discriminação com base na orientação sexual e na identidade de gênero”, completou o Ministro Moraes.”

Reação na Opinião Pública

O professor de direito da Universidade Federal de Pernambuco — Roberto Wanderley Nogueira comentou: “Considero uma brutalidade, uma sandice até, impor às crianças um costume pagão, não raro indutor de violência, contra a vontade dos pais que regem a família”.

O jurista — recordou ainda que o Estado existe para a família e não a família para o Estado.

“A ciência e a fé caminham juntas e não se estranham. A Igreja Católica é a instituidora das universidades e cultora das ciências, desde há mais de 2.000 anos”, afirmou”.

O STF seria coerente incluindo na “política de inclusão e igualdade” a “Escola Sem Partido”

Segundo ACI essa é “uma das 15 ações que tramitam no Supremo relacionadas ao movimento Escola Sem Partido, que representa pais e estudantes contrários a “doutrinação ideológica” nas escolas brasileiras”.

Se a doutrina do STF é inclusão e igualdade vamos atender aos pais de família e estudantes do amplo movimento da Escola Sem Partido. Mesmo porque os pais são anteriores ao Estado na educação de seus filhos. Pensar o contrário — sobrepor o Estado aos Pais — é típico da ideologia contrária à Lei Natural, recurso ditatorial usado pelo nazismo e comunismo.

Ou será que igualdade e inclusão só valem para aborto, ideologia de gênero e agenda lgbt?

Igualdade é um valor metafísico da Revolução Gnóstica e Igualitária

Alegar a igualdade, como valor metafísico, é da essência da Revolução conforme explana o Prof. Plinio em seu livro Revolução e Contra Revolução:

“O orgulho leva ao ódio a toda superioridade, e, pois, à afirmação de que a desigualdade é em si mesma, em todos os planos, inclusive e principalmente nos planos metafísico e religioso, um mal. É o aspecto igualitário da Revolução”.

E, mais adiante acrescenta: “Entre os grupos intermediários a serem abolidos, ocupa o primeiro lugar a família. Enquanto não consegue extingui-la, a Revolução procura reduzi-la, mutilá-la e vilipendiá-la de todos os modos.”

A Doutrina de São Tomás e dos Papas: odiar a desigualdade é colocar-se contra Deus

“Santo Tomás ensina (31) que a diversidade das criaturas e seu escalonamento hierárquico são um bem em si, pois assim melhor resplandecem na criação as perfeições do Criador. E diz que tanto entre os Anjos (32) quanto entre os homens, no Paraíso Terrestre como nesta terra de exílio (33), a Providência instituiu a desigualdade”.

“Por isso, um universo de criaturas iguais seria um mundo em que se teria eliminado em toda a medida do possível a semelhança entre criaturas e Criador. Odiar, em princípio, toda e qualquer desigualdade é, pois, colocar-se metafisicamente contra os melhores elementos de semelhança entre o Criador e a criação, é odiar a Deus.” (pg 20).

Para aqueles que desejam um aprofundamento no tema sugerimos baixar o livro gratuitamente em https://www.pliniocorreadeoliveira.info/RCR01.pdf

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Lembramos, a presente decisão do STF invalidando a Lei 1.516/2015 do Município de Novo Gama(GO), atinge a formação de crianças e jovens. E a ideologia de gênero é … uma teoria largamente contestada nos meios médicos e científicos. O STF decide, em nome da igualdade e do não-obscurantismo: deve ser ministrada a nossas crianças e jovens.

Movimento pró Vida, movimento pró Família, somos um dos pilares do Brasil de amanhã. Educar é direito fundamental dos Pais; a Família é anterior ao Estado. É nosso Direito Natural.

31 Cfr. Contra os Gentios, II, 45; Suma Teológica, I, q. 47, a. 2.
32 Cfr. Suma Teológica, I, q. 50, a. 4.
33 Cfr. op. cit., I, q. 96, a. 3 e 4.

Fonte: https://www.acidigital.com/noticias/stf-invalida-lei-que-blindava-material-escolar-de-conteudos-relacionados-a-ideologia-de-genero-61034

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